Como lidar com as mudanças de escola?

 

Mais um ano chega ao fim e junto a hora de vivenciar muitas mudanças, para a maioria de nós.

Embora tudo isso possa parecer coisa simples da vida às quais todos nós precisamos passar, estas mudanças tendem a causar muita ansiedade nas crianças. A rotina traz segurança a criança, e por isso se apegam a tudo aquilo que faz parte dela.

Para minhas filhas o novo ano virá com uma troca de turno, o que esta gerando uma certa ansiedade, pois as duas acordam tarde pela manhã.

Muitos colegas queridos mudando de escola, e muitas conversas com outras mães sobre experiências a respeito disso tudo.

Quando pequena troquei varias vezes de escola. Papai é engenheiro e por conta das obras que trabalhava, tivemos que mudar algumas vezes de cidade e consequentemente de instituição.

Fui uma criança tímida,  introvertida e nem sempre a adaptação era fácil. Tenho alguns amigos que trago da infância e mesmo com esta vivência e a certeza de que “sobrevivemos”, apesar das dificuldades, não me tornei uma mãe menos ansiosa.

Minha filha mais velha esta hoje com 10 anos e em sua terceira escola. Luana é uma criança muito segura e confiante desde pequena. Mesmo assim, sofri muito imaginando o que cada mudança de escola poderia fazer na cabecinha dela, mas era esperar uma semana e ela já estava totalmente adaptada e com novos “melhores amigos”.

Cada criança é um caso a parte.

Decidi escrever  algumas dicas que acredito que possam ajudar bastante mães, que assim como eu, se preocupam e querem tornar menos traumática estas mudanças. São coisas que coloquei em prática com Luana e acredito que juntamente com a personalidade dela, tenham ajudado neste processo.

  • Destacar os pontos positivos da mudança da escola. Seja a proximidade de casa (sobra mais tempo para brincar, descansar), seja a parte financeira (poderemos passear mais com o dinheiro que vamos economizar), falar sobre os novos amigos, as aulas diferentes, o pátio grande…
  • Expor a verdade, sempre. Explicar para a criança os reais motivos que levaram a troca de escola, de forma simples e de acordo com a idade da criança. Acredito que muito da segurança da Luana se deve ao fato de ter a certeza de que sempre escutará a verdade de nossa parte. Sabendo dos reais motivos a criança terá mais facilidade em assimilar a mudança.
  • Conversar sobre a ansiedade, o medo. Importante a criança entender que é natural sentir medo, ansiedade e angustia. Tento mostrar com experiências que também vivi todos estes sentimentos e com o tempo a gente consegue superar cada um deles.
  • Mostrar que as amizades antigas e verdadeiras não se perdem. Que temos sim que fazer novas amizades, mas manter aqueles colegas que trazem coisas boas para nossa vida é fundamental.
  • Visitar a nova escola com seu filho, passear por cada ambiente, chamar atenção para detalhes bacanas, coisas interessantes, mostrando alegria e segurança.

Não existe receita de bolo, mas o importante mesmo é estarmos muito presentes e abertas para tentar, apesar de nossas inseguranças e receios, dar atenção e carinho para nossos filhos durante esta fase de mudanças.

E no mais aquele ditado :”Tudo na vida passa”, ajuda bastante aqui também.

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Vale fim de semana com marido; Mi Buenos Aires Querido

 

Ganhei o vale fim de semana com o marido,  de meus pais que se prontificaram a ficar com minhas filhas para que eu pudesse acompanha-lo durante seu trabalho. Meu marido é piloto e sempre que posso fazer estas viagens curtas aproveito, para poder sair da rotina e ter um momento só nosso.

Embarcamos para Buenos Aires, cidade que eu amo e já pude visitar algumas vezes. O voo noturno chega bem tarde, estava muito sonolenta e fui fazer os procedimentos de entrada no país como já estou acostumada. Não falo nada de espanhol, achei que entendia um bocado e talvez por isso não prestei tanta atenção a senhora da imigração que pegou meu passaporte e questionou em um “portunhol“:

“Vuelo?” , com seu som de”b”, mas sem pronunciar o final, eu com muito sono, viajei em minha mente pensando sobre como ela sabia que meu e mail era BOL….

Respondi: “Bol!” afirmando. Ela continuou perguntando “Vuelo?” e eu confimava “BOL”, ela passou para a pergunta seguinte sobre onde eu ficaria, respondi em bom português : ” Não sei!”, ela olhou , reparou minha mochila, sem malas e me liberou sem questionar mais, talvez por verificar que haviam outros carimbos de ida e volta no passaporte.

Acordamos no  dia seguinte para fazer um passeio no município de Tigre que fica uns 33 km da cidade de Buenos Aires, nas margens dos Rios Tigre e Luján.

Pegamos um trem de Buenos Aires, partindo da estação Retiro até Tigre, o trajeto leva aproximadamente 50 minutos. Muitos vendedores ambulantes, grupos de jovens cantando canções evangélicas e pessoas pedindo ajuda finaceira passam pelos vagões até o fim da viagem.

Já em Tigre vimos muitos quiosques vendendo várias opções de passeios de lanchas e barcos de passageiros, para todos bolsos e gostos, que navegam até as diferentes ilhas e rios que fazem parte do chamado Delta del Tigre. Optamos por um percurso de uma hora, com guia. Adorei o lugar, o astral e o passeio.

A noite decidimos por um jantar rápido perto do Hotel para podermos conversar e tomar um vinho, fomos comer uma pizza no El Cuartito,  o lugar lembra um boteco decorado com quadros de personalidades do tango, esporte e futebol e é frequentado por portenhos e alguns turistas. Sentamos em uma mesa mas algumas pessoas comem em pé nos balcões. O  restaurante existe desde 1937 e serve pizzas de massa grossa, deliciosas! Como mantenho na rotina uma dieta com restrição de carboidratos, quando viajo para fora me dou o direito de comer de tudo. Na Argentina aprecio muito as empanadas, medialunas e as pizzas.

Decidi escrever aqui no blog pois toda mãe também é esposa. Acredito que estes momentos sem filhos são preciosos para a relação a dois. A maternidade muitas vezes nos faz deixar um pouco de lado o cuidado, conversas longas e o olhar sedutor para a relação e o parceiro, de antes do nascimento dos filhos. Fiz 18 anos de casada, já passamos por momentos de muita crise e hoje sei o quanto é necessário este cuidado de ambas as partes com a relação. Sei que nem todo mundo tem a facilidade para viajar a dois, sem filhos, mas as vezes sair para jantar em um lugar gostoso, já pode ajudar bastante.

Não podemos achar que filho segura o relacionamento, e sei que ninguém gostaria de imaginar que o parceiro esta na relação somente pelos filhos. Deixo aqui no meu texto, pequenas dicas sobre uma cidade muito bacana para passear a dois, já que sempre que chego por lá fico em torno de 48 horas, além de lembrar de que temos que cuidar de nossas relações com a atenção e carinho que cuidamos de nossos filhos.

Receita Low Carb: Bolo Queijadinha por Chef Paula Couri e Chef Mariana Lisboa

Gosto muito de cozinhar, e cozinho diariamente em casa para a família. Como optei por um estilo de vida mais saudável, faço questão de aprender pratos leves, saborosos e de preferência com ingredientes integrais e com pouco carboidrato.

Tive a oportunidade de participar de curso de culinária Low Carb   com as Chefs Paula Couri  Mariana Lisboa.

Nestes cursos aprendemos passos e técnicas culinárias enquanto as chefs executam algumas receitas e posteriormente degustamos cada uma delas. Uma delicia!

A seguir compartilho uma receita simples e deliciosa Low Carb das Chefs com vocês.

Curiosidade sobre o Queijadinha:  é um típico doce brasileiro, oriundo da culinária portuguesa e um dos poucos que não têm origem nos conventos das ordens religiosas. Essa verdadeira lenda da doçaria tradicional brasileira também recebeu influência da cultura dos escravos africanos. Conta a história que foi um escravo quem substituiu o queijo pelo coco, o que torna o doce dono de uma característica muito peculiar: embora o nome sugira o contrário, não há queijo na sua composição. O doce é típico no sudeste brasileiro.

BOLO QUEIJADINHA

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de adoçante (de sua preferência)
  • 1 e 1/2 de coco ralado
  • 80g de manteiga derretida
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

Bater todos os ingredientes na batedeira ou com o auxílio de um fouet até ficar homogêneo e em seguida acrescentar o fermento.

Pré aquecer o forno a 180 graus e assar por aproximadamente 30 minutos se for forma única, ou 15 minutos em forminhas pequenas, tipo muffins ou até que fique dourado.

 

Sobre as Chefs:

Paula Couri

Cursou faculdade de nutrição, posteriormente se formou em gastronomia e há 11 anos trabalha com aulas, eventos, treinamentos e consultorias em gastronomia contemporânea, internacional, funcional, low carb, diet e light.

Mariana Lisboa

Formada em gastronomia pela Faculdade Estácio de Sá, trabalha há 9 anos na área de gastronomia com consultorias, eventos e alimentação especial, vegetariana, low carb e fit.

 

 

Minha Lista de Hábitos para Ser uma Mãe Melhor

Em 2011, a pediatra Meg Meeker lançou um livro nos EUA sobre os hábitos das mães felizes. A abordagem do livro “Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming our Passion, Purpose and Sanity” (“Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando nossa Paixão, Propósito e Sanidade”) não é sobre você estar realizada por ter tido filhos, mas se você é feliz como mulher.

Algumas destas dicas estão no meu texto da forma que consigo por em prática, outras dicas fui descobrindo sozinha e resolvi listar, pois durante estes últimos 11 anos de vida que me tornei mãe, estou aprendendo que alguns destes pequenos hábitos e posturas podem fazer uma grande diferença.

Não sou e nem pretendo ser uma SUPER MÃE, mas tento a cada dia me tornar uma versão melhor de mim mesma. Compartilho algumas atitudes que acredito que possam ajudar a nos tornar mães melhores.

  • Tentar dedicar tempo de qualidade aos nossos filhos. Algumas mães estão em casa em tempo integral como eu, outras trabalham fora, mas este ponto se aplica a todas nós. Tentar usar menos o telefone, ou qualquer tecnologia quando estiver com eles. Perguntar e escutar de verdade sobre o dia na escola, sobre as amizades, planos para o futuro. Assistir filmes e séries juntos. Criar trabalhos manuais e sentar para fazer junto. Eu nunca gostei de brincar de bonecas, fazer arte sempre foi a melhor opção para preencher esta minha dificuldade.
  • Não se culpar por seus defeitos e fraquezas o tempo todo.Toda mãe sempre carregara alguma culpa, as que trabalham fora, se culpam muitas vezes pela ausência, no meu caso muitas vezes me culpei por não estar financeiramente ativa, por ser ríspida e dura no modo de falar com elas. Em fim, quando vem a culpa, tento ser menos cruel comigo mesma e me policiar tentando melhorar naquilo que pode ser trabalhado naquele momento.
  • Não se comparar com outras mulheres, mães e esposas. Somos as melhores mães que nossos filhos poderiam ter.  Todas nós fazemos nosso melhor no dia a dia e educamos por amor. Levo este hábito para tudo mais em minha vida. Somos únicas.
  • Manter atividades e amizades que nos fazem bem. Não abro mão de meu CrossFit e de amigos que me fazem rir e crescer. Quando abrimos mão acabamos descontando de alguma forma em nossos filhos.
  • Cultivar a fé e espiritualidade. Não falo em religião aqui. Cada um tem sua fé. Mas o habito e o cultivar estes valores dentro de casa com os filhos nos dá segurança e força para sustentar a família.
  • Não se sobrecarregar. Decidi ser dona de casa e mãe, tenho mil afazeres em casa e com as meninas, me sinto cansada como qualquer pessoa, e tenho pouco tempo para minhas coisas. Quando o marido esta em casa ele me ajuda, e eu peço e aceito a ajuda sem dor na consciência.
  • Saber o valor que eu tenho. Sei que mães como eu, tendem a ser julgadas por não estar trabalhando fora, tendo uma carreira. Mas sei do valor do trabalho que tenho em meu lar. Não podemos esperar este reconhecimento externo, pois muitas vezes não teremos. Os bons frutos que colhemos com nossos filhos fazem tudo valer a pena.
  • Fazer as refeições com calma na mesa. Nada de comer com tablet, televisão ou qualquer distração. Reunir a família para conversar sem interrupções é muito importante para nós.

Para ler mais: Revista Crescer

O Tempo é a Gente que Faz : por Roberta Sodré

Convidei esta amiga para escrever um texto contando um pouco de sua história que para mim é mais um exemplo de força e perseverança. Acompanho seu desempenho no esporte e admiro muito a forma que administra tantos afazeres ao mesmo tempo.

 Roberta Sodré  é mãe de gêmeos, esposa, delegada e atleta de CrossFit.

“Eu nunca fui gordinha. Tá, eu nunca fui nem cheinha, pelo contrário. Morria de amores pelos corpos voluptuosos das amigas que tinham peito, bunda e todos aqueles atributos que fazem um mulherão, sabe?

Sempre fui magrela, seca e desinteressante. Mas eu sempre gostei dos esportes, e de uma forma ou de outra, me dava bem ali naquele meio.

Natação, a antiga ginástica olímpica (que hoje chamam ginástica artística), vôlei… já fiz de tudo um pouco.

Um acidente nos treinos me fez então largar tudo aos 16 anos e recomeçar só na musculação aos 19 anos. Algo que eu nunca gostei.

Após casamento e gêmeos, resolvi que aquele “trem”  estava muito sem graça e decidi me aventurar no tal do CrossFit.

Comecei pensando só na estética, e me apaixonei. Cada dia um passo além, um salto mais alto… e de repente me vi competindo nas seletivas dos melhores do país.

Sim eu com 36 anos, mãe de gêmeos com cinco anos de idade, ali no meio daquelas menininhas todas que vivem daquilo e para aquilo.

E sabe o que eu senti? Orgulho.

Ali eu me encontrei, me achei e permaneci.

Treino hoje cerca de duas horas por dia, a partir das 05:00 da manhã, cinco vezes na semana. Não sofro pra fazer dieta, minha saúde melhorou 898%, além dos treinos de jiu jitsu e defesa pessoal duas vezes na semana (esses aí eu acrescentei por causa da minha profissão, que me exige preparo sempre contra qualquer agressão).

E assim, mãe, esposa, filha, amiga, Delegada de Polícia que trabalha dez horas por dia, eu me vi totalmente fora de uma rotina impositiva de padrão de beleza, para encontrar um outro padrão: o da minha realização.

As coisas não mudam por dois motivos apenas. Ou é medo ou é tarde. O tempo é a gente que faz. Espero vocês!”

Fotografia:Fred Paco

Instagram : Roberta Sodré

Sobre a Escolha de Cuidar Pessoalmente da Família

Sentada hoje vendo as meninas na ginástica artística, me peguei sorrindo por dentro. Muitas mães assim como eu, largaram seus empregos e não retornaram após o fim da licença maternidade.

No meu caso, aconteceu após o nascimento da segunda filha. Foi uma decisão tomada principalmente por acreditar que nenhuma pessoa poderia e nem faria melhor papel na educação, formação da moral e valores nos quais acredito, do que eu mesma. Ninguém teria mais interesse real no crescimento moral e intelectual de minhas filhas, do que eu. Por isso, este papel me pertence.

Sempre tive a consciência que seria julgada, principalmente pela minha geração que não aceita e condena a mulher que abre mão da carreira e de trabalhar fora para cuidar do lar e dos filhos.

Não vou mentir que as vezes sinto falta da época que trabalhava fora, algumas vezes bate a saudade, principalmente de ter contato com pessoas diferentes e conversar de assuntos variados que não se resumem em problemas com filho e faxineira.

Sempre tive muito medo e cuidado para não me tornar uma mulher alienada, por isso acompanho noticiários diariamente, leio sobre diversos temas, e mantenho o hábito de fazer programas culturais e conversar sempre que posso com pessoas diferentes.

Financeiramente falando, não tenho duvidas que estar em casa pode ser uma grande economia para a família. No meu caso, para voltar a trabalhar fora como secretária executiva, tirando a média dos salários que recebia, quase pagaria para trabalhar fora. Mesmo que a opção não fosse uma escola integral e sim manter uma funcionaria com salário fixo e os transportes que pagaria por fora, não seria viável.

O fato de estar em casa, cuidando pessoalmente da economia doméstica, compras, energia e tudo mais, não me deixa mais duvidas de que economizamos muito mais quando estamos no controle, do que quando deixamos na mão de outra pessoa.

A escolha de ser uma dona de casa na era moderna foi minha, só minha. Pude me dar a este “luxo” por ter o marido trabalhando fora e a parceria para conseguir encaixar a economia doméstica dentro desta nossa realidade.

Estive presente nos primeiros passos, nas primeiras palavras, nos primeiros tombos. Cada vez que escuto de uma pessoa de fora, elogios a postura das meninas, sinto que cada minuto de dedicação vale a pena.

Sobre o amanha? Não faço planos. Estarei aqui ao lado delas enquanto tiver condições financeiras para isso, e o tempo que julgar necessário. Cabe a cada mulher escolher o caminho a seguir, este é o meu!

Ela tem a Força : Maternidade e MMA por Cristina Yukie

Quero apresentar mais uma amiga que me inspira como mulher, mãe e esportista. Nos conhecemos há mais de 25 anos. Hoje com dois filhos está mais bonita e em forma do que no passado. Sempre que possível pretendo trazer textos como este, escrito por Yukie, para mostrar que podemos e devemos conciliar a maternidade a pratica de esportes. 

“Meu nome é Yukie, tenho 42 anos, sou casada há 17 e tenho 2 lindos filhos, Lucas de 13 e Gabriel de 9.
Quando recebi o convite da Carol, confesso que pensei: “Será que eu tenho algo a dizer, será que vou conseguir escrever?”
Bom, vamos lá. O esporte sempre esteve presente na minha vida, sempre fui muito ativa no colégio, jogava handball, volleyball, fazia balé, jazz e natação. Nunca fui competitiva, sempre fiz esporte pelo simples prazer de manter o corpo em movimento.
Durante a faculdade, fazia todas as aulas que inventavam na academia, aeróbica, step, aerostep, aerobahia, bodypump, musculação…
Depois que me casei e fui mãe, as coisas mudaram um pouco, ou melhor, muito. Não tinha mais forças e nem ânimo para toda essa agitação. O que eu mais queria era um tempo para dormir. Meus filhos sempre acordaram a noite toda para mamar e isso me deixava exausta. Mal sabia eu, que essa falta de vitalidade estava ligada à falta de exercícios.
Até que um dia me animei e desci na academia do prédio para dar uma caminhada na esteira. Quando vi todos aqueles aparelhos que um dia fizeram parte do meu dia-a-dia e naquela hora me pareciam tão estranhos, me deu uma tristeza! Mas fui em frente, cada dia um pouco e no outro um pouco mais. A minha resistência física foi melhorando e a medida de ela aumentava, eu me animava.
Há 5 anos, estava correndo na esteira da academia do meu prédio e de olho em uma aula de Muay Thai  que estava acontecendo no mesmo espaço. Como quem não quer nada, fui perguntar como funcionava e pronto! Já não tinha mais volta!
Comecei tendo 1 aula por semana com um Personal Fighting de MMA, e agora treino praticamente todos os dias em um clube de luta aqui em Porto Alegre e faço yoga para me alongar.
Nunca me senti tão bem e em forma.
Encontrei na luta o meu ponto de equilíbrio. Saio do treino uma nova mulher todos os dias.
O inevitável se torna mais prazeroso quando escolhemos um bom caminho. Gosto do meu corpo, do meu rosto e da maneira que escolhi para envelhecer.
A maternidade nos faz mudar, mas nada impede que seja para melhor. Hoje sou mais ponderada, um pouco mais calma, penso antes, reflito mais, sou mais amorosa, mais preocupada, mas tudo isso fora do ring, pois lá dentro, como disse acima, sou outra pessoa!”

Instagram: @cyukie