Pular para o conteúdo
Anúncios

Mais uma conversa sobre BULLYING

A menina tinha uns 8 anos, cada vez que o sino do recreio tocava, o coração disparava. O recreio era a “Hora do Pesadelo”, a menina corria para perto da grade que fazia divisa com o pátio das crianças menores.  Naquele lugar ela encontrava o primo um pouco mais novo para conversar e fugir das meninas de sua sala. Era bem difícil correr para não chegar atrasada de volta a sala de aula, mas preferia a bronca da professora a ter que ser chamada de “bruxa nariguda”, “feiosa” e ser excluída das brincadeiras pelo grupo de meninas da sala de aula. A menina aguentou calada, pois tinha muito medo da mãe brava e protetora tomar satisfação na escola e a situação piorar.

Quando tinha 10 anos de idade, sua mãe notou desvios na coluna, levou ao médico que receitou um colete ortopédico para correção. Ela parecia uma menina biônica, o colete tomava seu tronco e subia até o pescoço. Mais uma fase de bullying, desta vez era chamada de “aleijada” por uma colega e chegou até a ser agredida fisicamente com o colete.

Ontem minha filha de 10 anos pediu para comprar o livro “Extraordinário” .     O livro fala de diversos aspectos do bullying e de preconceitos, que leva o leitor a refletir sobre os padrões de beleza que são impostos.

Conta a história de August, um menino que nasceu com uma séria deformidade facial e mesmo tendo passado por uma série de cirurgias, ainda apresenta sequelas no seu rosto, e o impediu de frequentar a escola até mais ou menos 10 anos.

Estamos tendo a chance de conversar mais uma vez sobre este assunto, e eu pude contar a minha experiência, que acabei de compartilhar acima neste texto com vocês.

Sofri por alguns anos e mais adulta cheguei a fazer terapia para poder descobrir que algumas marcas grandes na minha auto estima vieram desta época. Não quero comparar meu sofrimento com o do menino e sim refletir sobre as marcas que esta prática pode deixar.

Fica aqui meu texto e minha dica de leitura para os filhos.

Ler mais : Sintomas Bullying

Anúncios

15 Comments »

  1. Carol, a mulher mais alegre, simpática e carismática da aula de CrossFit!
    Ainda bem que gente muda né! E já que é para compartilhar experiencias vou resumir a minha! Eu era muito introvertido quando era criança… Acho que me chamavam de mudo, nerdinho, mimado rsrs. Acredito que quando crescemos com muito amor em casa (trabalho dos pais), lá bem no fundo a nossa autoconfiança e autoestima só estão esperando o momento certo para brotar e mostrar para todos quem somos! Hoje sei que tenho bons e verdadeiros amigos, e eu agora falo como papagaio rsrs.
    Um beijão Carol!

    Curtir

  2. Oi Anna, a vontade de contar minha experiência é justamente para servir de alerta e ser mais uma chance para dialogar com os filhos. Não podemos achar que é simples, causa marcas para valer! Obrigada pelo carinho. Fiquem com Deus🌹

    Curtir

  3. Já te conheci linda, carismática, amada por todos… Nunca imaginei que pudesse ter sofrido como eu já sofri, lá no fundinho… E por causa do sofrimento, perdi tantas amizades, tantas oportunidades, por ter reagido de forma a me fechar na minha concha, por pressupor que o mundo estava contra mim… Essas experiências são sempre um aprendizado, um exercício, de fortalecimento, de autoconhecimento, de como não ser também um agressor. E o limiar do carinho, da brincadeira, da intimidade, da ofensa “não pretendida”, da agressão verbal, moral, física, às vezes é tão tênue. Toda essa discussão é extremamente positiva, para que nossas crianças possam ter conhecimento e amparo para enfrentar a questão de forma tranquila e positiva, não abrindo espaços para reações desmedidas e trágicas que temos visto por aí.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Carol, a sua história, é a “nossa” história. Fui longe agora, quando era chamada de Olivia Palito, magrela e outras coisas mais. Minha mãe, era tipo a sua: se falasse seria pior. Se voltasse suja da escola, já era motivo para ser repreendido. Vivia sufocada, apertada nos próprios sapatos de boneca e meias brancas que compunham o meu uniforme.. Nunca dei confiança para o que diziam. Sempre segui em frente e estava em todas as festas da escola. Mas lá no fundo, bem no fundo mesmo, via a menina magrela, estabanada que sempre corria da bola no vôlei, na queimada e em todas as brincadeiras em que não era a escolhida . A escola é o nosso primeiro espaço de sobrevivência. Depende de nós, aprender como lidar com tantas críticas. No meu caso, aprendi com os livros e com a escrita. Escondia o que escrevia, preenchia folhas e folhas… uma catarse da vida.

    Curtido por 1 pessoa

  5. O bullying é serissimo e pode deixar traumas severos. Infelizmente acontece dentro de casa também. Os pais tem que se policiar pois tenho pacientes adolescentes que são inseguros, com baixa-autoestima e até tentativas de suicídio e um desses casos foi o pai que sempre criticou a filha, desde pequenina. Os alertas nunca são demais. Parabéns, Carol!

    Curtido por 1 pessoa

  6. Ai, Carol, quem nunca? Seja vítima ou “agressor”, todo mundo sofre, ao pensar no bulling e suas consequências… Eu também sofri, mas na época, eu era surda, cega e muda. As lições para a vida? Hoje eu sou muito mais forte! E você? O que falar de você? Você é linda! Você é forte! Você é tudo! E, quer saber? Isso é mais do que um tapa na cara daqueles que te perseguiam… Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: