Sobre aprender com as mudanças; por Tininha Fleury

Para fechar este ano com chave de ouro, decidi convidar uma mulher que admiro infinitamente, respeito e tenho um amor gigantesco: minha irmã!
Desejando junto com ela um 2018 de serenidade, sabedoria, realizações amor e muita paz para todos vocês!
“Sempre fui uma pessoa muito planejada, desde pequenininha muito decidida, sempre soube o que queria, e realmente acreditava que o destino estava APENAS em minhas mãos. Brinco que o “Cara lá de cima”, já deve ter dado boas risadas com isso.
Meu grande sonho sempre foi ser mãe, cheguei a ousar dizer de criança que teria 79 filhos, e que boa parte deles, antes dos 30 anos! Mas a vida foi me levando por caminhos diferentes…
Terminei a minha formação, em Publicidade e Propaganda já trabalhando na área, e graças a minha dedicação, fui ganhando cada vez mais destaque no mercado, chegando a Diretora de Novos Negócios de uma grande empresa de mídia em Belo Horizonte e posteriormente São Paulo.
Mas em função dessas “mudanças de rota”, acabei conhecendo o grande amor da minha vida já beirando o tal dos 30. Cheguei a ponto de achar que Deus estava me punindo, por não me permitir encontrar o meu grande companheiro desta vida mais nova, a tempo de ter meus vários filhos.
Nos casamos e pouco tempo depois, claro que de forma muito bem programada, descobrimos que fomos premiados com gêmeos!(Acho que Deus resolveu me ajudar nos meus planos de povoar o mundo, rs).
Gestação maravilhosa, radiante, espetacular, sem nenhuma intercorrência, e a vida do meu casalzinho já estava toda desenhada na minha cabeça, nos mínimos detalhes, já conseguia ate me imaginar avó.
Após a chegada dos gêmeos, iria propor a empresa que trabalhava, um trabalho mais no esquema home office, para acompanhar de perto o crescimento dos dois, porém não abandonaria a minha carreira.
Eis que, mais uma vez, meus planos não saíram conforme planejado.
Na metade do 8 mês, minha gatinha rompeu a bolsa e o parto precisou ser realizado.
Ambos nasceram muito bem, porém meu gatinho apresentou insuficiência respiratória alguns minutos depois, precisando ser levado para a UTI Neonatal, e no segundo dia de vida, teve duas paradas cardiorrespiratórias, uma de 13 e uma de 20 minutos, deixando nele uma extensa área de paralisia cerebral.
Foi neste momento, que ocorreu o tal do “clique” que tantas pessoas falam, foi neste momento que descobri, que o destino não nos pertence, que todos os planos são feitos por Ele, e que mesmo não entendendo em um primeiro momento, os planos Dele são os mais perfeitos que existem.
Não é fácil e nem rápido perceber isso,  demora um certo tempo, suficiente para comportar alguns sentimentos:
luto,
revolta,
um extenso questionar.
Até que chega o momento que você consegue compreender, que aquela mudança também veio para te colocar na rota mais certa, naquela que te trará realmente alegria e sentimentos realmente nobres.
Hoje me sinto muito mais completa e disposta. Voltei a praticar atividade física, porém agora, com frequencia e comprometimento muito maiores do que há alguns anos atrás. Aprendi a dar valor a vida que tenho.
Muitas pessoas me questionam, como consigo manter sempre o astral lá em cima, um sorriso no rosto, otimismo e energia, com toda a rotina de mãe de uma criança atípica, e a resposta sem dúvida é essa.
Aprendi a aceitar e a amar as mudanças da minha vida, e só tenho a agradece-las!”
Maria Cristina Fleury Furtado de Campos, 38 anos, casada, Publicitária de formação e mãe apaixonada em tempo integral.
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Mudando seu estilo de vida de forma eficaz; por Felipe Brandão Bastos

Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

Pequenas dicas para sair de férias com filhos e manter hábitos saudáveis

 

Sempre que começam as férias e os planos de viagens com a família, escuto de muitas amigas algumas preocupações em comum: sair muito da dieta e a impressão de que precisam de uma desintoxicação depois de suas viagens.

Quando visitamos novos lugares, é normal querer provar a culinária local e fazer lanches rápidos e sem valor nutritivo.

Mantenho uma rotina alimentar durante o dia a dia e também acabo deslizando algumas vezes durante estas saídas com a família. Por isso, separei algumas dicas fáceis e práticas que costumamos fazer, para que suas viagens sejam muito mais saudáveis:

  • Leve a comida da família: Em viagens de carro, você pode levar uma sacola térmica com frutas naturais e secas, sucos integrais, iogurtes e “snacks”integrais e nutritivos. Reserve no hotel um quarto com frigobar e veja as regras do estabelecimento que se hospedou, se permitido for,  vá a um supermercado local e abasteça o frigobar com outros bons alimentos.
  • Tenha sempre  garrafas de água com vocês: Além do poder de matar a sede, atitudes simples como beber um grande copo de água ao acordar e durante os passeios vão fazer você se sentir mais disposto.
  • Caminhar bastante: Andar a pé com a família é uma ótima forma de queimar calorias extras e manter sua condição física. Só usamos transporte se realmente as distancias forem muito longas, ou por segurança. Afinal, caminhar é um esforço moderado que pode ser mantido por horas.
  • Começar o dia com café da manhã reforçado:  para nossa família o que mais funciona sempre para não cair em tentações, é tomar um “super” café da manhã, com sucos naturais, frutas, ovos mexidos (crianças também) e alimentos ricos em fibras (cereais, granola). Durante o resto do dia, mantenho intervalos de duas a três horas e comemos frutas e “snack” saudáveis entre as principais refeições.
  • Cuidado com bebidas alcoólicas: Evite o excesso de bebidas alcoólicas durante a viagem, além dos malefícios que todo mundo já esta cansado de saber e o excesso de calorias, quando você passa dos limites a chance de comer muito mais do que comeriam normalmente é bem maior, e assim você vai ter muito mais problemas e trabalho quando a viagem acabar.

Boas férias e bons passeios com sua família!

Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

Convidei o meu “Coach” Felipe Brandão Bastos para escrever para o blog pois admiro demais sua competência, conhecimento técnico e experiência em varias modalidades esportivas. Ele já presenciou muitos casos de pessoas sedentárias, que começam a prática esportiva e por vários motivos acabam abandonando.

Como estamos no fim de ano e com muitos planos para um novo ano que vai iniciar, achei que seria maravilhoso poder compartilhar esta experiência dele com vocês, para ajudar, de alguma forma a abandonar de forma definitiva o sedentarismo, assim como eu fiz!

“Atitudes que nos atrapalham a ter um estilo de vida fisicamente ativo e maneiras de lidar com estes comportamentos:

1 – Comodismo

O comodismo com certeza é um aspecto de comportamento que impede a muitos ter um estilo de vida fisicamente ativo. Por ser uma expressão muito utilizada, quase todo leitor já deve ter uma idéia sobre o que o comodismo significa.

Mesmo assim, para avançar na abordagem desse assunto, vamos definir o comodismo como: a característica predominante de quem evita o incômodo ou o esforço.

Talvez você esteja agora pensando naquela pessoa pouco atarefada, que passa horas do dia no mais puro ócio, não é verdade? No entanto, quando consideramos a definição utilizada para o comodismo, vamos compreender que o comodismo vai muito além disso.

Para conseguir adotar e permanecer com um estilo de vida fisicamente ativo e mais saudável, TODO SER HUMANO, isso mesmo, TODO SER HUMANO  precisará:

  • Aprender a fazer esforço mental e físico
  • Ajustar a rotina
  • Superar a barreira inicial do esforço, sem resultado aparente

Então vamos começar falando sobre enfrentar o incômodo de fazer esforço mental e físico.

Você imagina o porquê eu digo que é necessário esforço, aliás, bastante esforço mental para se tornar e se manter fisicamente ativo? E o porquê que eu digo que esse esforço é incômodo?

Deixe eu explicar melhor: o esforço mental começa com a tomada de decisão, ou seja, quando você diz para si mesmo: “Eu vou começar a me exercitar”! Isso pode parecer algo simples, mas não é. Tanto não é que, a maior parte da população mundial é sedentária por não ter força mental suficiente para tomar essa decisão. Seja você que está lendo, um praticante regular de exercícios físicos ou não, você com certeza já ouviu muita gente dizer. Coisas como: “semana que vem eu começo”, ou, “agora eu vou ficar firme”. Mas infelizmente pouquíssimo tempo depois, a maioria das pessoas que dizem esse tipo de frase são as mesmas que estão encontrando inúmeras justificativas para aliviar sua própria consciência, pelo fato de não terem se mantido tão firmes em seus objetos como haviam prometido.

Essa desistência precoce se dá em grande parte pelo fato das pessoas não trabalharem vários aspectos mentais que serão importantes para a adoção é manutenção de hábitos de vida mais saudáveis. Quais são alguns desses aspectos mentais? Como posso trabalhar neles?

1 – Querer atalhos e economia de esforço

A inovação tecnológica que consumimos está quase sempre relacionada a fazer as coisas mais rápido e fazer as coisas com menos esforço. Como assim?

Para trocar o canal de televisão ou aumentar o volume? Criamos o controle remoto.

Precisa abrir o portão? Criamos o portão eletrônico

Para abrir o vidro do carro? Vidro elétrico e por aí vai.

Essas inovações e outras que estão por vir são boas, mas muitas vezes elas podem ter um impacto em nosso comportamento mais profundo do que imaginamos ou reconhecemos. Como assim? Sem perceber a maioria das pessoas está transferindo essa lógica, quase que universal, de evitar esforço e sai procurando um programa de alimentação e exercícios físicos que resulte em resultados rápidos e com pouco ou nenhum esforço.

As pessoas podem se desaperceber disso, mas a indústria não! E de maneira bem oportuna, fatura muito com isso. É quase Infindável a lista de programas e produtos que oferecem verdadeiros milagres, você compra e não precisa fazer quase nada e vai se transformar em pouquíssimo tempo. Igualmente grande é o número de comodistas que caem nesse tipo de fria.

Vá por mim. Isso é furada! Nada disso é consistente, nada disso é real e verdadeiramente benéfico. Mesmo quando aparentemente o resultado é alcançado, dificilmente esse tipo de resultado gera uma real melhora da condição de saúde.

Para não cair nesse tipo de roubada, o melhor que você tem a fazer, é se ESFORÇAR em mudar a sua programação mental e compreender, aceitar, aderir e propagar a ideia de que bons resultados em termos de alimentação e exercício físico vão envolver bastante esforço físico e mental. Quando você tiver alcançado isso você estará mais apto a colocar seus planos em prática e a colher os reais benefícios de aumento de saúde que o estilo de vida saudável pode lhe proporcionar.

Muito bem! Até agora vou te dar tempo para refletir nisso e mudar sua maneira de pensar. Pare de ser comodista e assuma o fato de que, se você quer ter mais saúde, não conseguirá comprar isso com dinheiro. Antes de mais nada você deve entender, aceitar, aderir e propagar a verdade. Ser saudável exige esforço físico e mental. Mas todo o esforço nesse sentido vale a pena.

Ainda sobre como o COMODISMO é um obstáculo que te atrapalha a ter um estilo de vida fisicamente ativo, falta esclarecer sobre encarar o incômodo de:

2 – Ajustar a rotina

3 – Superar a barreira inicial do esforço sem resultado aparente

Esses temas vão ficar para postagens futuras. E depois deles ainda virão outros como:

4 – procrastinação

5 – diálogo interior negativo

6 – erros de escolha

7 – pressa

8 – falta de persistência

9 – trabalhar demais

10 – descansar “de menos”

11 – falta de meta específica

12 – comparação inadequada

Se você gostou e se identificou com o que foi dito ou acha que isso pode ser de ajuda para alguém, deixe seu comentário, compartilhe, e mais importante, continue acompanhando o blog para ver aonde essa conversa vai parar.

Um grande abraço!”

Felipe Brandão Bastos,

29 anos, casado e apaixonado, sem filhos.

Bacharel em Educação física pela faculdade Estácio de Sá desde 2013. Professor de ciclismo indoor, personal trainer, e treinador certificado de CrossFit level 1.

Praticante regular de exercícios físicos desde os 15 anos de idade.

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

Um dia na CCXP 2017, mãe e filha

Era quinta feira, 10 da manhã e avistamos de longe uma multidão caminhando sobre o viaduto a caminho da São Paulo Expo. A abertura dos portões da COMIC CON 2017 estava programada para o meio dia.

Luana estava linda com sua peruca longa azul, maquiada e vestida como sua personagem preferida Hatsune Miku .

Quando estávamos aguardando a abertura dos portões, confesso que senti um certo medo ao observar o número de pessoas ansiosas para entrar. Mas logo o medo foi embora.

O evento conta com a expectativa de público de quase 200 mil pessoas e é quase impossível querer aproveitar todas as atrações do evento ou fugir totalmente das filas imensas. Muitos atores, youtubers, blogueiros, cartunistas famosos passam por lá. Espaços de jogos a moda antiga ou tecnólogicos, para todos os gostos.

Ao entrar na Feira cheguei a arrepiar com as primeiras visões dos estandes gigantes. Tudo muito bem montado, organizado e colorido. Fiquei enlouquecida ao ver tantos detalhes para observar e uma trilha sonora para tornar tudo ainda mais épico!

Luana era parada sempre assim como outros Cosplayers para tirar fotografias com os fãs dos personagens. Comemos, passamos por varias atrações e fizemos comprinhas como jogo de RPG e outros. Acabamos não entrando em atrações mais concorridas por conta do tamanhos das filas, mas garanto que mesmo assim, o local garante todo entretenimento para as mães nerds e nossos filhos.

Ficamos algumas horas, o suficiente para rodar o espaço, se divertir e visitar todos os locais que planejamos. Fiquei encantada com a organização, a estrutura e todas aquelas pessoas felizes vivendo seus personagens por um dia.

CCXP 2018, espere por nós e vai ser ÉPICO!

Síndrome do Final de Ano?

Segunda feira de manhã chuvosa, preparei a vitamina das meninas e fui tomar o meu café da manhã escutando as Pílulas do Ricardo Melo, mais acelerada e ansiosa do que o normal. Comecei a pensar o motivo de minha inquietação e só consegui chegar a conclusão de que minha inquietação tem um nome: “DEZEMBRO”.

Fui levar minha filha a aula de teclado e comecei a reparar as pessoas na rua. Moça apressada falando ao celular, rapaz buzinando para o carro que  estava devagar a sua frente.

Stress de fim de ano? Uma Síndrome Coletiva?

Chegou dezembro com suas festas, algumas pessoas,  entram em um período de muita ansiedade e podem chegar a sentir angústia ao se sentirem obrigadas a serem felizes, presentear e confraternizar. Mil compromissos, mil compras e eventos por todo lado. Além das férias escolares e a cabeça a mil para pensar em atividades para não deixar as crianças o dia inteiro por conta da tecnologia.

Hoje consigo identificar os pontos que me causam maior ansiedade, no meu caso, sei que é muito mais por ter que sair de minha rotina, e sei que tudo acaba passando depois do dia de virada de ano.

Para minha surpresa decidi pesquisar sobre o assunto e esse turbilhão de emoções não é privilégio só meu.

São vários os sintomas da Síndrome do Final do Ano  segundo a psicóloga clinica Dra. Patrícia, em matéria para o site Mais Equilíbrio:

“- Alterações de humor ( irritabilidade acentuada podendo alternar com tristeza ou apatia)

– Crises de ansiedade

– Insônia ou sono excessivo

– Alterações na alimentação (perda de apetite ou episódios de compulsão alimentar)

– Fadiga constante

– Dores musculares constantes (contraturas musculares)

– Aumento do consumo de bebidas alcoólicas (não apenas pelos eventos sociais que são promovidos nesta época do ano, mas pela tentativa de minimizar o impacto do estresse que esta época proporciona)

– Diminuição da libido

– Perda do interesse pelas atividades rotineiras (dificuldade para cumprir com a rotina)

– Lapsos de memória, lentidão no exercício das atividades laborais

– Em alguns casos: comportamento hiperativo

– Aceleração e direção agressiva no trânsito e nas ruas”

Lendo mais sobre o assunto no site Psicósmica  a psicóloga Isabela de França completa:

“Com a chegada do final de ano somos tomados por um sentimento de urgência – terminar os projetos iniciados, fazer todas as pequenas coisas que deixamos de lado o ano todo e planejar o próximo ano – e esse sentimento já nos encontra desgastados pelo cansaço e estresse acumulados em um ano de trabalho. 

Nesse clima, é natural que as nossas percepções nem sempre sejam as mais acuradas, e assim, o que deixamos em evidência é o que não conseguimos concretizar, ou seja, a falta e o vazio dos projetos desprezados, não iniciados ou simplesmente que não deram certo.”

Então como explicar que algumas pessoas ficam tão felizes neste clima das festas e outras ficam ansiosas e angustiadas com o fim de ano? Talvez algumas pessoas simplesmente conseguem curtir os momentos sem se aprofundar em pensamentos.

O que tento fazer para diminuir esta sensação é agradecer pelo ano que está passando, mas não sou muito do tipo que faz  muitos planos para o ano que se inicia.

Que tal nos propormos uma coisa diferente então? deixar um pouco deste sentimento negativo de lado e se alguma coisa não deu certo neste ano, pensar que talvez não estivéssemos realmente prontos ou não precisávamos de verdade daquilo.

Se deixamos de realizar algum sonho ou plano por falta de vontade, preguiça ou medo, nascerá uma nova chance deste se concretizar!