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Mudando seu estilo de vida de forma eficaz; por Felipe Brandão Bastos

Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

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