Não somos as mães perfeitas que o Instagram quer!

 

Fotos lindas em ângulos perfeitos, corpos esculturais e cabelos esvoaçantes. Peles impecáveis, cílios gigantes, unhas pintadas.

Amores de contos de fadas em cenários paradisíacos!

Todos os dias ao navegar em minha rede social preferida, o Instagram, fico encantada com tanta perfeição, tanta felicidade e tanta coisa bacana. Só que não!

Estaria sendo hipócrita se não admitir postar no meu perfil também os momentos que em meu cotidiano me dão um certo prazer em dividir.

A verdade é que por traz de cada sorriso ainda existe a mulher e a mãe:

  • com a unha a fazer;
  • com pés de galinha consequência de meus 41 anos de idade, a pele não mais tão  firme;
  • com minhas crises de ansiedade e saudade da época que trabalhava fora (mesmo certa de que neste momento eu realmente quero estar com as meninas em casa) ;
  • cuidando da casa, das roupas e da comida, cozinhando todos os dias, torcendo para poder viajar um pouco mais para quebrar a rotina;
  • descobrindo a cada dia que muitas idéias e teorias de educação de filhos devem ser repensadas e adaptadas para nossa realidade;
  • tentando se reinventar, valorizar e melhorar como pessoa a cada dia;

O que me leva a escrever e questionar e as vezes até me preocupar é o fato de muita gente realmente acreditar em toda esta perfeição. Em uma vida de conto de fadas. Em um padrão de beleza quase impossível de conseguir na vida real.

Quando decidi escrever o blog e partir para uma linha de defesa do esporte e da mudança de hábitos alimentares, foi realmente com a necessidade de dividir e mostrar que muitos dos meus problemas foram amenizados depois desta mudança de vida. Mas para mim  é muito importante fugir do lado superficial  que acaba  levando para este mar de vaidade e o vazio interior. A aparência exterior deveria refletir nosso íntimo e não ser uma máscara escondendo frustrações, tristezas e problemas que vivemos.

Talvez este mundo virtual seja o escape de todos nós, a vida fantástica dos sonhos, os filhos penteados e comportados brincando, o casal romântico que se ama e não briga, o vinho caro no luxuoso restaurante.

Adoro poder registrar bons  momentos em fotos, adoro também a possibilidade de conhecer um pouco de outras culturas, lugares e pessoas interessantes.

Não acredito em vida perfeita e bem menos em pessoas perfeitas. As vezes me pego sorrindo e imaginando as cenas reais por trás das postagens mais belas.

Com o pé no chão e a cabeça no lugar, sonhar um pouco não deve fazer mal.

Mães e mulheres imperfeitas vamos em busca da superação real e pessoal!

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Abandonando o sedentarismo; ajustes na rotina precisam ser práticos e sustentáveis; por Felipe Bastos

 

Olá pessoal! Com o inicio do ano e consequentemente, com o retorno à rotina normal, acabei ficando apertado para continuar a escrever para o blog. Confesso que já estava sentindo falta disso!

Agora vou ressaltar alguns pontos que podem ser de grande valia quando o assunto é planejar a mudança na rotina, com inclusão de exercícios físicos. Caso você não tenha lido as postagens anteriores sobre o comodismo e sobre ser realista, eu sugiro que você faça essa leitura primeiro, para depois continuar a leitura deste texto.

Para justificar a importância da praticidade como um fator determinante para que a inclusão de exercícios físicos na rotina seja uma mudança de hábito para o resto da vida, eu preciso falar do tempo.

O tempo é algo de grande valor, é imaterial,  corre em apenas uma direção e é algo sobre o qual não temos controle (embora possamos ter certo controle sobre o que fazemos com nosso próprio tempo).

Acredito que a maioria, senão todas as pessoas, concordam com a afirmação de que parece que o tempo é cada vez mais escasso.

As vezes nós imaginamos que uma pessoa aposentada tem tempo de sobra e que um jovem que não tem responsabilidades familiares também. Mas muitas vezes, se você parar pra conversar com um aposentado pode ser que o escute reclamar de falta de tempo e se analisar a rotina de muitas criança e jovens, será levado a concordar que muitos deles são altamente atarefados.

Então quando se trata de adultos, que trabalham fora, tem filhos, estudam, ou até fazem as três coisas simultaneamente, neste caso o tempo é de extremo valor.

Sendo assim, não se torna apenas natural, mas torna-se inteligente, o desejo de querer otimizar o uso do tempo.

Nesse sentido vão aqui algumas sugestões que podem ajudar a alcançar essa sensação de otimização do tempo empregado aos cuidados com a saúde através de exercícios.

A primeira delas é: escolha um local de prática de exercícios que seja próximo à sua casa, trabalho, escola ou outro lugar que você frequenta periodicamente.

Isso pode parecer uma sugestão óbvia, mas por incrível que pareça, nem todas as pessoas levam isso em conta. Muitas vezes as pessoas acabam escolhendo locais para prática de exercícios que ficam totalmente fora de seu itinerário e após algum tempo, ficam com a sensação de que treinar gasta tempo demais e, como o tempo é valioso, elas acabam desistindo. Então minha recomendação é que você planeje de forma diferente.

Para escolher o local (academia, box, praça, parque…) em que você pretende começar a treinar, você pode ainda levar em conta outros fatores. Talvez você tenha boas opções de locais de treino perto de casa ou perto do trabalho. Mas pode ser que para treinar perto de casa a única opção para você seja fazer isso antes de ir para o trabalho.

Até ai tudo bem, mas se você for uma pessoa que já tem dificuldades de despertar para ir para o trabalho, a idéia de acordar mais cedo ainda para poder treinar pode simplesmente ser uma ilusão, além de te causar desânimo e frustração.

Porém, pode ser que no fim do seu expediente você demore muito a chegar em casa devido ao trânsito, neste caso, o ideal é otimizar seu tempo e ir treinar antes de ir para casa. Sentirá facilmente o prazer nesta troca! Você treina, toma um banho antes de ir embora  ainda terá o tempo necessário para o pico de trânsito reduzir.

Você também evitou uma das situações mais estressantes e perturbadoras que existe para o ser humano que é ficar parado no trânsito, ao invés disso, voltará para casa cansado, mas também com uma sensação de prazer e alivio do estresse de trabalho.

Assim, você talvez chegue em casa gastando menos tempo que o de costume, numa paz de espírito maior, com melhores chances de relaxar a cabeça e aproveitar seu tempo de descanso. Isso é uma maneira prática de otimizar o tempo.

Mas suponhamos que a situação não seja bem assim e que a única opção seja de fato treinar pela manhã, pois o tempo depois do expediente também está comprometido. Nesse caso uma boa opção é ter uma “bolsa de ginástica” que te possibilite partir para o trabalho ou para outra atividade sem precisar voltar em casa.

Atitudes como essa podem te ajudar a economizar, dependendo do caso, até uns 30 minutos por dia. Mesmo para quem às vezes mora muito perto do local onde treina.

A sugestão de ter uma bolsa de ginástica é igualmente valiosa para os que decidem treinar perto de casa após o expediente, pois boa parte das pessoas, acabam sendo tomadas por um forte desânimo quando “passam rapidinho” em casa, apenas para lanchar e trocar de roupa antes de partir para o treino.

Se esse é seu caso, você pode fugir dessa armadilha indo direto do trabalho para o treino.

Se você é uma pessoa tão atarefada que dorme muito pouco, talvez uma excelente alternativa seja optar por algo que você possa executar em 30 minutos ou menos.

Isso pode te ajudar a manter a regularidade por toda a vida. Mas talvez você fique naquela dúvida, se 30′ de exercícios físicos por dia são o suficiente? A resposta é sim.

É óbvio que quando a situação permite um pouco mais de dedicação de tempo ao treinamento, mais benefícios podem ser colhidos, no entanto, a combinação de uma boa regularidade de sessões curtas de treino (20′-30′) intensidade adequada e outros fatores (que compõem uma carga de trabalho apropriada), interagem de um modo que podem otimizar os ganhos de saúde mesmo com uma dedicação diária de tempo relativamente curta ao exercício físico.

Como última sugestão (e não menos importante) que pode ser aplicada em vários campos da sua vida é buscar a praticidade.Quando você quiser adquirir um novo hábito, tente associá-lo a outro hábito que você já tem. Como?

Por exemplo:

Quer começar a fazer exercícios três vezes por semana na parte da tarde, e você leva seu filho para algum lugar (escola, terapia, alguma aula). Essa é uma excelente oportunidade. Associe o hábito que deseja adquirir a esse hábito que você já tem. Ao longo dos anos tenho observado várias pessoas que têm tido muito sucesso em manter a regularidade nos exercícios físicos por agirem dessa maneira.

E para finalizar esse texto, eu quero falar de uma experiência recente que tive:

Em um condomínio que eu atendia um cliente, quando eu saia bem apressado após uma aula, fui procurado pela auxiliar de limpeza, que de uma maneira muito tímida me pediu orientação sobre o que ela poderia fazer para começar a perder peso. Imediatamente eu pensei no que é que eu poderia sugerir a ela de modo prático, rápido e eficaz. Então decidi dar duas sugestões.

Sugeri que ela começasse com uma caminhada de dez minutos por dia, na ida ao trabalho ou na volta para casa, passando a desembarcar ou embarcar da sua condução distante o suficiente para caminhar esse tempo. E que eliminasse o açúcar dá sua alimentação, ou pelo menos reduzisse ao máximo.

Após 3 semanas encontrei com ela de novo e perguntei como estava indo com as sugestões que eu havia dado e se estavam dando certo. Ela me disse que estava fazendo e havia perdido três quilos. Eu fiquei imensamente feliz com aquilo e óbvio, ela mais ainda. Que aquela pequena mudança possa servir como encorajamento para mudanças maiores!

Então pessoal, essa experiência sintetiza muito bem o que temos consideramos até aqui. Para haver mudança é necessária ação. Ação realista, prática e consistente, que provavelmente gerará resultados, por ser acessível e sustentável!

Até a próxima.

Um grande abraço.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

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Cultivando com os filhos bons hábitos alimentares

 

Fui acostumada desde criança por meus pais a não adoçar alimentos. Minha mãe tinha medo da genética, já que temos casos de diabetes dos dois lados da família. Até hoje tomo sucos, chá e café “in natura”.

Não tenho lembrança de sobremesas doces em minha casa e sim de me oferecerem frutas após o almoço. Não tinha o habito de tomar refrigerantes, e até hoje não tomo.

Sempre tive uma grande preocupação em passar ótimos exemplos para as meninas em tudo, inclusive bons hábitos alimentares. Acredito que a influência dos pais e os bons costumes podem sim ajudar muito em um futuro com mais saúde e prevenção de doenças.

Na minha opinião, nós somos sim, totalmente responsáveis pela saúde de nossos filhos.

Crianças não podem ser responsabilizadas por seus maus hábitos alimentares.

Minhas filhas são normais e adoram “porcarias” como qualquer criança. Quase todos os dias preciso insistir e explicar a necessidade das verduras e frutas para que elas possam comer. Mas não desisto!

Sou a favor de não proibir fora, mas não cultivar maus hábitos em casa.

Se estivermos em uma festa e elas quiserem tomar refrigerante, tudo bem, mas não vão achar na nossa geladeira. Também não compro bolachas recheadas, e coisas do tipo.

A vontade de comer doces passa muitas vezes com um pequeno pedaço de chocolate meio amargo, que elas adoram.

Andei pesquisando mais sobre o assunto depois de ver em rodas amigos opiniões diversas sobre o tema, e achei interessante ilustrar com o trecho a seguir retirado da Revista Crescer:

“A obesidade infantil não para de aumentar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, há 41 milhões de crianças obesas com até 5 anos em todo o mundo.
Um estudo recente feita pelas empresas Albar Research e FocusVision entrevistou 900 pais e mães de crianças (entre 18 meses e 12 anos) do Brasil, México e Colômbia.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que há uma grande lacuna entre a dieta ideal e a vida real. Os principais motivos para isso são a falta de informação dos adultos e os maus hábitos da família. Além disso, pais que trabalham em tempo em integral – e são muitos atualmente! – têm menos tempo para supervisionar a alimentação e preparar refeições balanceadas.

A seguir, veja alguns dados alarmantes do estudo:

*80% dos pais e mães acham que o filho tem uma alimentação saudável, porém, apenas 50% buscam orientação médica sobre o assunto.

*Só 8% dos pais se consideram bem informados a respeito da alimentação saudável dos filhos.

*6% das crianças de 18 meses a 2 anos tomam refrigerante diariamente.

*Apenas 17% das crianças de 18 meses a 2 anos consomem frutas diariamente.

*20% das crianças de 11 a 12 anos tomam refrigerante todos os dias no lanche da manhã.

*57% das crianças de 18 meses a 2 anos comem alimentos açucarados no lanche da tarde.

O que fazer?

Confira algumas dicas para melhorar a alimentação das crianças:

*Compre alimentos saudáveis – as crianças comem o que está ao alcance delas. Se você levar para casa salgadinhos, bolachas recheadas e outras guloseimas, é isso que elas irão comer. (fui criada desta forma por meus pais e agradeço muito por isso, repito a lição em casa).

*Dê preferência a produtos in natura como frutas, legumes e verduras.

*Fique atento à publicidade dos alimentos industrializados, especialmente aqueles voltados para crianças. Muitas vezes, a propaganda passa a impressão de que o alimento é saudável quando, na realidade, não  é.

*Procure informação de qualidade sobre nutrição. Pergunte ao pediatra ou nutricionista da criança em caso de dúvidas.

*Mude hábitos pouco saudáveis. Evite consumir fast food, frituras, refrigerantes, sucos industrializados e doces.

*Brinque com a criança e promova momentos diários de atividades físicas.

Sei que cada família tem seu caminho e cada um de nós esta sempre buscando acertos, não temos nenhuma garantia de sucesso no futuro, mas vale a pena refletir sobre o assunto, abraço e até um próximo post!

A importância dos avós para minhas filhas

 

Durante um bom tempo a rotina com minha primeira filha foi assim: acordava cedo e a levava para a casa de meus pais. Seguia para meu trabalho e durante a manhã Luana e  mamãe faziam mil atividades, criavam peças de teatro, cantavam e se divertiam de verdade!

Quando Sofia nasceu, decidi que era hora de parar de trabalhar e cuidar pessoalmente da educação das meninas, pelo tempo que fosse necessário. Como já comentei em um post anterior, a profissão de meu marido exige que esteja sempre fora viajando.

A fase que Luana passou com meus pais foi uma época de tranquilidade e muito aprendizado. Desenvolveram uma grande amizade e cumplicidade que perduram até hoje. Mamãe é muito alegre, ativa e sempre fazia questão de ocupar com qualidade o tempo que ficavam juntas.

Papai é menos “ativo” mas sempre presente, prestativo e muito carinhoso.

Durante este período que Luana ficou diariamente com meus pais, não tive nenhum problema relacionado a nossa forma de educar e nossa autoridade com ela (do meu marido e minha), tive a sorte de sempre ser consultada quando era necessário e nossas ordens  sempre foram respeitadas.

As meninas não podem ter com os avós paternos a mesma convivência, já que eles moram bem mais distantes de nossa cidade, mas toda vez que os recebemos em casa ou quando vamos visita-los é uma grande alegria.

De acordo com uma reportagem da Revista Crescer:

“Os especialistas concordam. De acordo com Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), a participação dos avós na criação dos netos, quando possível, pode trazer uma série de benefícios a todos os envolvidos.

Os pais têm com quem dividir a tarefa de cuidar, as crianças são expostas a um círculo familiar maior, e os avós têm sabedoria e experiência reconhecidas socialmente.

“A criança se enriquece muito com esse contato, já que recebe mais estímulos, amplia seu repertório e aprende a conviver em um ambiente distinto com pessoas diferentes. Os avós também.

Hoje, o ‘velho’ está ligado a algo pejorativo graças ao mundo de consumo em que estamos inseridos. O que é ‘velho’ tem que ser descartado. Para os avós, então, ter a responsabilidade de cuidar de uma criança é sinônimo de valorização social. A experiência dele é importante ali. Ele tem papel utilitarista, está ajudando outras pessoas, e isso dá sentido à sua vida”, diz.”

Hoje, mesmo estando em casa em tempo integral, ainda conto muito com meus pais, encontramos bastante e sempre que preciso posso contar com os dois, até mesmo para poder sair sozinha ou viajar com marido.

Minha irmã também conta com esta ajuda com muita frequência, e não consegue imaginar a vida sem estes “anjos” por perto.

Felizes os netos que podem ter a felicidade de conviver com avós como minhas filhas. Relação de amor, respeito, amizade e aprendizado mútuo.

Para mim é também um porto seguro e uma grande parceria de vida.

Aos avós a eterna gratidão e amor por tudo que já fizeram e fazem por nós.

 

 

 

Cultivando Paixões

Nossa vida é uma sequência de fases e ciclos, dentro de cada fase vivemos paixões.  Estas paixões de alguma forma nos movem para frente.

Quando a gente se torna mãe,  a paixão pelo filhos preenche nosso coração e nosso tempo. Nossas conversas, programas, leituras e tudo mais em nossa vida acaba girando em torno da maternidade.

Minha experiência como mãe não tem sido diferente, mas de repente, com o nascimento da Sofia, segunda filha, comecei a prestar mais atenção em alguns detalhes que começaram a me preocupar.

Reparando em minhas conversas e os assuntos com amigos e família, estes sempre acabavam se voltando para casos ou vivências das meninas, não as minhas.

Um dia em uma conversa sobre planos para o futuro, as meninas me contavam sobre os sonhos que tinham, foi quando minha ficha caiu ao tentar visualizar quais eram os MEUS planos pessoais e sonhos para o MEU futuro e um grande  vazio tomou conta da minha mente. Tudo que conseguia imaginar eram planos para as duas e não para mim.

Conclusão: precisava arrumar novas paixões!

Uma destas paixões hoje é o esporte, o CrossFit é minha terapia, fiz novas amizades e consegui traçar várias metas que pretendo alcançar lá dentro desafiando meu corpo e minha mente. Consigo me enxergar bem velhinha fazendo pullups e não tricot no sofá.

O blog também foi uma destas paixões e meta que tracei para meu futuro, ocupar minha mente e poder aprender coisas novas e conhecer pessoas dividindo as experiências de maternidade e mudança de vida. Tenho lido bastante para poder ficar em dia com acontecimentos em todo mundo e sobre todo tipo de assunto.

Mais uma paixão que descobri  são as séries, hoje sigo principalmente no NETFLIX,  a maioria para publico adulto e não mais somente programas infantis. Algumas séries sigo com marido e outras sozinha. Entre as minhas preferidas estão: SUITS, MR. SELFRIDGE, DESIGNATED SURVIVOR, DOWNTON ABBEY, ANNE with an “E”, OUTLANDER, HOMELAND…

A verdade é que quando comecei a cultivar as novas paixões, passei a imaginar e planejar também o MEU futuro. Não que exista a possibilidade de desvincular  as meninas destes planos, mas sim não ser uma mera coadjuvante nesta história. Penso também em voltar a estudar quando as meninas estiverem maiores, talvez montar algum negócio ou fazer trabalhos voluntários.

É fundamental ter nossa própria vida, interesses e sonhos, e não viver somente a vida de nossos maridos e filhos. Enxergo com muita clareza  hoje a importância disso tudo para me sentir mais completa e feliz.

Maternidade e Montanhas; por Cláudia Ferreira

Semana passada retornei ao clube de escalada ROKAZ  em Belo Horizonte, lugar incrível que Claudinha me apresentou já alguns anos atrás.

Desta vez fui com a família.

Meu marido e eu fizemos um mini curso e passamos a tarde “brincando” de escalar com as meninas. Programa delicioso!

Somos amigas há mais de 25 anos e apesar da distancia física, o lugar de “BFF” no meu coração é dela!  

Sempre admirei sua coragem de correr atrás de tudo que sonhava, sem medo. Esta mulher forte, desbravadora e bela  também é mãe.

Convidei Cláudia para dividir com vocês um pouco deste mundo diferente e apaixonante. A sensibilidade com as palavras é mais um dom desta amiga que eu amo:

“Eu sou Cláudia, mãe do Luca, de 1 ano e 2 meses.

Ao longo da minha vida, eu quis experimentar muitos esportes e atividades, e permitir que meu corpo passasse por diferentes desafios: capoeira, dança, musculação, kick-boxing, Yôga, escalada, trekking, canoagem, crossfit .

Nunca fui profissional; apenas uma curiosa incansável.

Mas a luz maior dos meus olhos vem da escalada em rocha. Por mais de 20 anos, entre altos e baixos e picos de dedicação e lesões, pude viver momentos lindos em vários lugares do Brasil, Canadá, Argentina e Chile.

O prazer de estar em meio à natureza sempre foi enorme. A aproximação para as vias mais remotas é uma preparação para o esforço físico e mental da escalada esportiva. Uma trilha como a de um setor novo, é sempre uma veia de energia pulsante, cercada de vida por todos os lados.

Vento dando boas-vindas. Forte, imponente, mas ao mesmo tempo, um carinho para as partes descobertas do corpo. O sentir-se pequeno diante da grandeza das rochas, aos poucos se transforma em uma sensação de força.

Movimentos plásticos, explosivos e de resistência muscular máxima. Prazer de tocar agarras que nunca se repetem, esculpidas pelo tempo. Ir cada vez mais alto significa que ao final, a vista será ainda mais bonita. O silêncio, maior.

Escalar é amor eterno, paixão que não termina.

Mas a maternidade veio, aos 40 anos, e me fez rever a frequência com que eu iria praticar. Amamentar, dormir pouco, menos vigor, fariam com que eu adiasse a prática. Escalei quando o Luca fez 3 meses, depois 5, e 8 meses.

Hoje tenho escalado pouco e feito caminhadas para cachoeiras onde moro com mais frequência do que o esporte. Acho que é importante manter a rotina do meu filho; os horários de sono, principalmente.

Quero que ele chegue a dormir em barracas e redes mas ainda não consegui isso.

Sinto muita falta da prática regular. Frequentemente sonho com movimentos novos, novas vias e lugares onde nunca estive. Mas dentro do possível, visito lugares lindos com ele e fico imensamente feliz e plena em ver o deslumbramento dele por esses lugares.

Bebês e crianças têm seus sentidos ricamente estimulados ao sair de cidades e experimentar o aberto infinito de paisagens naturais, águas mais frias, incontáveis tons de verde. O toque de plantas, cheiro de folhas que amassadas e levadas ao nariz, causam reações engraçadas.

Ouvir pássaros, observar. Gastar tempo com o nada. Ou com o barulho da chuva batendo no topo da mochila especial com cobertura, enquanto estende o braço pra sentir os pingos.

Levar meu filho para o “mato” comigo e com o pai é compartilhar meu amor mais antigo com eles, os meus amores eternos.”

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De onde vem os bebês?

Ainda me lembro da primeira vez que passei por isso com a mais velha, cozinhando, panela no fogo, a pequena estática com dois grandes olhos me fitando, a amiga mais velha ao lado, com um livro nas mãos:

“_Luana, fala logo com sua mãe, assim como combinamos!”

Luana segue:

“_Mamãe, estou sabendo de tudo, mas a “fulana” me explicou que se eu não quiser fazer isso que eu posso fazer uma “inseminação artificial”.

Engoli seco, parei para entender melhor tudo que estava acontecendo, e sentei com as duas no sofá. Peguei o livro e pude perceber que se tratava do mesmo livro o qual no passado havia aprendido sobre o tema.

Repassei com Luana o assunto para ter a certeza de que tudo havia sido explicado de forma correta. Expliquei que não era algo “nojento” como elas estavam falando, quando era feito pelo casal que se amava e respeitava.

Esta semana voltou a acontecer, desta vez com a minha caçula. Primeiro a explicação sobre as “sementinhas” se encontrando na barriga e formando o bebê foi o suficiente. Dois dias depois o questionamento voltou mas de forma diferente. Decidi então recorrer ao velho e bom livro!

Com minha dupla experiência em casa decidi escrever algumas dicas para as mamães que ainda vão passar por tudo isso:

  • Levar em conta a idade de seus filhos

Se for uma criança bem pequena, você pode explicar de forma bem superficial como falar que os bebês ficam alguns meses dentro da barriga e depois nascem.

Como as meninas questionaram por volta de 6 a 7 anos, e esta explicação já não bastava, usei o recurso do livro e expliquei tudo de forma completa com a parte da biologia.

Vá segundo sua intuição, se seu filho quiser saber mais, explique mais, mas caso se contente com poucas informações, fique por aí.

  • Agir com naturalidade:

Tente não mostrar que esta sem graça ou nervosa com o questionamento, se a criança notar pode se sentir pouco a vontade e parar de perguntar coisas desse tipo.

Explique que tudo acontece com o consentimento, respeito e o amor de um homem e de uma mulher, e que normalmente o papai coloca uma “sementinha” dentro da mamãe, que uma criança não pode fazer isso e o que mais achar importante.

Agindo com toda naturalidade possível e sem mostrar resistência a criança vai se sentir mais a vontade e provavelmente no futuro terão liberdade para questionar outros assuntos.

  • Usar imagens, livros ou vídeos

Levando em conta a idade do seu filho, explique mostrando as imagens ou desenhos , representando os aparelhos reprodutivos, o papel de cada um deles e qual é o processo.

As imagens ajudam as crianças a entender tudo de forma mais clara e mais natural além de facilitar para você.

Espero ter ajudado um pouco e aproveite para estreitar os laços de confiança com seus filhos. Boa sorte!

Para ler mais sobre o assunto:

Pais e Filhos

Pais tentam explicar para os filhos

Vídeo Birds and Bees