Todo o esforço será recompensado!

 

“Professor, quanto tempo você acha que eu preciso para ter resultado?”

Trabalhando com exercício físico eu já perdi a conta de quantas vezes escutei essa pergunta. Acredito que todos os meus colegas de profissão e vários outros profissionais como nutricionistas e médicos também já precisaram respondê-la e ainda vamos precisar responder várias outras vezes. Essa dúvida é natural.

Num tom de brincadeira, eu gosto de dizer que não é preciso esperar tempo nenhum. Afinal, toda ação costuma ter uma reação (ou resultado) imediato, não é verdade? Essa resposta é ainda mais legal quando vem logo depois da primeira sessão de treino, quando o resultado imediato normalmente é o cansaço, suor excessivo e às vezes até um tremor muscular.

Eu costumo usar uma expressão que também é muito utilizada por vários profissionais que fornecem orientação para a saúde. É a expressão: DEPENDE.

Depende do quê? Depende do tipo de resultado que a pessoa procura, depende do quanto esforço ela irá empregar em prol dá obtenção desse resultado, depende do quão bem direcionados serão esses esforços, depende muito do quanto ela (como um todo) irá responder as situações a que se submeterá para alcançar o resultado esperado, sendo possível acrescentar outros fatores à lista. Esses múltiplos fatores costumam ser chamados de variáveis.

Baseado nisso eu aproveito para te aconselhar a desconfiar de qualquer profissional ou corporação que queira vender algo com afirmações muito fortes do tipo: “perca 3 kg por semana” , “aumente sua massa muscular em 1 mês” e daí por diante. Pois nessas questões, os resultados nunca são tão exatos assim. Você deve desconfiar porque esse tipo de mensagem apelativa revela que o apetite comercial fala muito mais alto do que a responsabilidade para com o bem estar das pessoas.

Por outro lado você não deve ficar frustrado, mas deve ficar feliz, se encontrar um profissional que te dê a resposta: “Depende de muitas variáveis” e fique mais feliz ainda se ele for capaz de te explicar de maneira simples e coerente o modo como essas variáveis influenciam e interagem para produzir o resultado desejado.

Eu não quero dizer com isso que nunca é possível ter uma estimativa ou expectativa com relação a tempo. Não é isso.

É possível sim!

Os estudos na área do exercício físico e alimentação fornecem várias estimativas. Mas mesmo assim, a máxima “cada caso é um caso”, continua falando mais alto.

O incentivo que eu quero lhe dar nesse sentido vai além disso. Eu quero tentar ajudá-lo a ajustar a sua expectativa com relação a alcance de resultados com um programa de exercícios físicos e alimentação. Também quero te ajudar a analisar as desvantagens em ficar ansioso demais pelos resultados rápidos que estão sendo vendidos por aí.

Se você vem acompanhando a linha de raciocínio das postagens anteriores, já deve ter compreendido que todos nós precisamos de esforço e inteligência para criar uma rotina prática e sustentável que permita a realização de exercícios físicos e cuidados com a alimentação por um longo período de tempo (preferencialmente para o resto da vida).

Se algumas das sugestões apresentadas foram de ajuda, aqui vai mais uma, super importante:entenda que nós possuímos uma capacidade incrível, chamada capacidade adaptativa. Essa capacidade permite uma resposta de aumento de valências físicas (força, resistência, flexibilidade…) coordenativas (equilíbrio, precisão…) e morfológicas ( aumento de massa muscular, redução de gordura, fortalecimento ósseo…). Mas esse processo de adaptação envolve tempo, tem um limite e acontece “de dentro para fora”.

Entender isso, principalmente a questão da adaptação “de dentro para fora” deve ajudar você a desenvolver respeito por natureza, para que você não queira buscar atalhos ou forçar demais a obtenção do resultado desejado. Para não estabelecer metas irrealistas e nem deixar de adotar um critério para avaliar se você está caminhando em direção a elas, o melhor é procurar coerência e equilíbrio.

Mesmo se você criou a “rotina perfeita”, você precisará aceitar o fato de que provavelmente nem tudo sairá exatamente como você imagina e de que o não surgimento aparente de uma mudança rápida não quer dizer que você não esta se beneficiando do esforço que está fazendo. A chave do sucesso nesse caso é ter paciência e perseverança – mas não deixe de procurar um critério de avaliação caso você tenha um objetivo específico e esteja sempre disposto a reavaliar a estratégia utilizada em caso de necessidade.

Eu não discordo de maneira alguma que, dentre as inúmeras opções existentes de programas alimentares e de exercícios físicos, existem àqueles que são mais eficazes para determinados objetivos. Mas na grande maioria dos casos, os resultados muito rápidos e a vontade de encontrar atalhos, acaba sacrificando sua saúde, causando desidratação, enfraquecimento ou te expondo a um risco alto e desnecessário de se machucar.

Além disso os resultados obtidos muito rapidamente costumam ser tão inconsistentes quanto a perseverança de quem os busca. A atitude imatura de quem só pensa em alimentação e exercício por causa de eventualidades quase sempre faz com que essas pessoas abandonem o que conquistaram por qualquer motivo ou desafio que aparece.

Eu quero incentivar você a elevar essa perspectiva sobre resultados de um estilo de vida saudável, a um nível mais alto.

Ajuste a sua expectativa e queira mais do que os resultados excelentes em três meses (por causa das férias na praia, do casamento, da formatura, da prova de concurso público e etc).

Desenvolva seu amor próprio e se esforce no sentido de criar resultados que sejam consistentes, procurando perpetuá-los para toda a vida. Lembre-se de que isso terá uma séria influência sobre sua qualidade de vida nos anos futuros. Quando você alcançar esse nível sentirá o prazer de se sentir bem consigo mesmo a maior parte do tempo e não apenas por alguns poucos dias ou meses. Isso não há preço que pague e por isso não se pode comprar.

Um grande abraço e até breve.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

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Vida de expatriada; por Vanessa Zilio

 

Convidei Vanessa para escrever este texto não somente por nossa amizade, e por considera-la uma das minhas almas gêmeas desta vida, mas por conhecer um pouco de sua história e ter uma imensa admiração pela mulher, mãe e pessoa que ela é.  

Ela é Jornalista formada pela PUC-MG, casada e mãe de dois meninos.

Sobre nossa amizade vou usar as palavras de Veronica Shoffstall:

” Um dia voce aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.”

“Romper fronteiras pode parecer assustador. Porém, quando compreendemos que os sentimentos são estados de espírito o magnetismo do inexplorável passa a exercer sob nós uma força arrebatadora. A decisão é difícil: ir ou ficar?

Tomamos esta decisão há três anos. Começamos a viver esta mudança de País no momento em que meu esposo vencia os processos avaliativos do seu futuro emprego. Não sabíamos muito sobre o nosso novo destino. Então, passamos noites e mais noites pesquisando. Meu marido foi primeiro. Eu passei três meses com nossos dois filhos preparando nossa mudança. O aprendizado que esta transformação nos trouxe começou com o ato de arrumar as malas. Tivemos que colocar tudo o que acreditávamos ser imprescindível a nossa nova vida em 6 malas de 23 quilos. Após muitas revisões recheadas de desapegos, conseguimos atingir nossa meta. Doei muitas roupas, brinquedos, livros, utensílios domésticos. Vendi nossos carros. Encaixotei algumas coisas.

Chorei com meus filhos a saudade do papai. Segurei a mãozinha deles em cada despedida nestes últimos três meses. Eles se despediram da escola, das professoras, do porteiro, dos amigos. Despediram-se do clube, das atividades extras. Disseram adeus aos domingos na casa dos avós, aos banhos de piscinas com a família nos finais de semana quentes. Acenaram infinitas vezes em direção a nossa casa. Despediram-se dos brinquedos, das bicicletas, dos vizinhos, de seus quartos e de quase tudo que os abraçava e tornava o seu mundo seguro. Eu me despedi não querendo pensar muito sobre o que estava deixando. Minha despedida aconteceu, aos poucos, no choro inesperado durante um banho ou embaixo dos lençóis da minha cama durante as madrugadas. Eu tinha que ser forte e apoiar os meus filhos. Mas, a vida nos prega peças. No nosso último mês vivendo no Brasil, devido a complicações na gestação, minha irmã fez uma cesárea de emergência e minha sobrinha nasceu prematura. Foram dias tão difíceis. Minha sobrinha passou dias na UTI e minha irmã precisava tanto de mim. Confesso que deixá-las dias após toda esta tempestade foi dolorosamente inexplicável. O voo estava marcado para o dia 20 de janeiro de 2016, aniversario de meu pai. Ele ganhou um abraço apertado entre sorrisos e lágrimas e me deixou ir.

Meu marido havia retornado ao Brasil para nos buscar e juntos, de mãos dadas, entramos no avião que nos levaria ao nosso novo lar. Foram 14 horas de voo até o destino final. Quando tocamos o solo rezei e pedi força a Deus. Cobri-me de coragem e decidi viver toda a novidade de coração aberto. Chegamos no inverno e, em poucos dias, nos vimos passando frio no deserto. Moramos em um hotel por um mês. Meu marido se dividia entre os livros e a burocracia que os expatriados têm que enfrentar. Fiz traduções de documentos, exames médicos, carteira de identidade. Buscamos escolas e levamos nossos filhos para avaliações. Uma infinidade de afazeres que extinguiam nossas forças no final de nossos dias.

Os primeiros meses foram difíceis como sabíamos que seriam. A saudade era sufocante. Até a instabilidade da conexão de internet, que tornava as ligações inteligíveis, agredia a minha alma. Mas, a perseverança e a resiliência fazem milagres. Hoje, passados dois anos nas terras do Oriente Médio colhemos os louros de nossas escolhas. Experenciamos muitos sentimentos que ataram, ainda mais, nossos laços. Rendendo-me ao magnetismo do inexplorável, fui transformada por ele. Atualmente, vivo cada momento junto de minha família com intensidade. Aprendi que o amor vive dentro de nós. Ele está impresso em nossos corações e em nossos pensamentos. O amor nos conecta de forma latente àqueles que amamos e nos faz senti-los mesmo a quilômetros de distância.

A vida de expatriado é um eterno aprendizado. É um processo longo que ocorre dentro e fora de nós. Enfrentamos pequenas batalhas diárias ainda. Um das mais valiosas lições é de que os problemas mudam de acordo com as nossas novas coordenadas geográficas e cada canto deste globo terrestre pode nos oferecer um aprendizado único. Nos desapegos diários das coisas, da rigidez cultural e dos pré-conceitos passamos a ver o mundo através de um novo prisma.

Fotografia: Vanessa Zilio

Vanessa Zilio 

Jornalista formada pela PUC-MG e mãe imersa na maternidade, mas infinitamente curiosa ao que acontece ao meu redor. Expatriada há 2 anos. Mergulhando na Maternidade é um projeto que busca disseminar informações úteis à mulheres e homens antenados em questões referentes ao universo mãe/pai e muito mais .

Minha filha agora é vegetariana

Estava cursando a faculdade de Zootecnia quando decidi parar de comer “mamíferos”.

A decisão foi tomada durante uma visita monitorada a um abatedouro de bovinos com alto padrão de exigência, onde a carne em sua maioria era para exportação. Mesmo sendo um abatedouro de alto nível eu fiquei extremamente tocada e angustiada ao ver aqueles animais em fila indiana, aos berros, aguardando a hora do tiro na testa.

Mesmo comendo desde então somente aves, peixes e frutos do mar, em comum acordo com meu marido, decidimos que incluiríamos todo tipo de carne na dieta das meninas, deixando a opção por conta delas no futuro.

As duas nunca foram fãs de carne “vermelha”, para que comessem um pouco e de vez em quando eu disfarçava muitas vezes, cozinhando junto ao feijão. Luana nunca gostou de carne, mas gostava um pouco de frutos do mar, principalmente os camarões. Começou a rejeitar com mais força aos 10 anos de idade. Eis que um dia, aos prantos, deu um basta pedindo para que não insistissem mais que ela comesse qualquer “bichinho”  pois ela estava sentindo muito mal com isso.

Confesso, que mesmo com toda minha crença, com toda a pena que sempre senti dos animais, fui surpreendida! Muito por toda “lenda” que plantam em nossas cabeças desde cedo sobre a alimentação vegetariana e as possíveis consequências da falta de carne na dieta.

Pedi para que ficasse calma pois eu não forçaria nada. Peguei o celular e conversei com o pediatra dela que me disse que, desde que não parasse com ovo e leite não tinha problemas maiores.

Resolvi mesmo assim marcar uma consulta com um nutrólogo pediátrico.

Fizemos alguns exames de sangue e bioimpedancia, e não detectamos nenhum problema nem necessidade de suplementação no momento, somente a vitamina “d”que não depende desta opção.

Fui orientada em relação a dieta e confesso que esta sendo bem tranquilo até agora. Encontrei uma Mercearia vegana na cidade onde encontro muita opção vegetariana e vegana, além de conseguir muitas receitas gratuitas pela internet , ebooks com receitas e livros.

Todos em casa consequentemente estão consumindo bem menos carne, o que de todo eu acredito que é muito positivo.

Retiro o trecho a seguir da Coluna da Revista Época,escrita pela Jornalista Letícia Sorg:

“Com as discussões sobre a relação da carne com problemas de saúde e com o aquecimento global, é ainda mais provável que os jovens escolham a nova dieta, em geral diferente da dos pais. E são os pais que devem se preparar para lidar com a novidade. O médico Dan Waitzberg, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pela nutrologia do Hospital das Clínicas, esclarece algumas dúvidas que podem surgir na cabeça dos pais quando os filhos decidem deixar de comer carne.

Acontece de os pais não aceitarem a decisão do filho?
Dan Waitzberg –
 Isso é uma questão de dinâmica familiar. É preciso que haja um ambiente de respeito ao adolescente, que é muito salutar para o desenvolvimento da mente dele. Geralmente o jovem decide parar de comer carne junto com um grupo de amigos na escola. É muito difícil que ele faça isso sozinho. Então a recomendação para a família é entender, porque o adolescente não está propondo nenhum absurdo, e tentar acomodar isso dentro do convívio.

Os pais devem tentar dissuadir o filho de adotar o vegetarianismo?
Não acho que devam tentar. A Sociedade Americana de Pesquisa sobre o Câncer recentemente publicou que devemos ingerir 300 gramas de carne vermelha por semana. O brasileiro come isso num almoço. Uma churrascaria ultrapassa até o limite semanal. E é reconhecido que a ingestão exagerada de carne está relacionada a vários problemas futuros, como doenças cardiovasculares e câncer. Existe também um outro ponto de vista que relaciona a ingestão de carne ao aquecimento global. Tem o ponto de vista de saúde, o ponto de vista social. O que eu friso do ponto de vista da saúde é que a opção pelo vegetarianismo não pode ser encarada de maneira amadora. Ou seja, se a pessoa tomou essa decisão, tem que buscar conselho de nutricionista, de nutrólogo, para desenhar um cardápio diário.

Existe algum risco relacionado ao vegetarianismo entre adolescentes?
Os problemas maiores obviamente vão acontecer com os vegans (aqueles que não comem nenhum derivado animal, nem leite nem ovo), porque as crianças estão numa fase em que precisam de alguns nutrientes em uma certa quantidade que nem sempre é possível obter facilmente pela dieta vegetariana. É possível, mas tem que ter um acompanhamento de um médico nutrólogo, que vai avaliar as curvas de peso e altura, e de uma nutricionista, que vai prescrever uma dieta diária com base na idade, nas atividades e em outras características do paciente. Pode também haver necessidade de reposição nutricional, por exemplo, entre meninas que têm bastante fluxo menstrual. Elas podem necessitar mais de ferro, ácido fólico e vitamina B12. Entre os adolescentes que se dedicam seriamente aos esportes, é também importante observar que eles precisam de mais vitaminas e minerais. Então os cardápios têm que ser bem avaliados e, mesmo que a dieta seja adequada, pode ser necessária a suplementação.

Existe alguma idade mínima para adotar o vegetarianismo?
Os filhos de vegan convictos, por exemplo, mamam o leite materno até mais tarde e, depois, vão começando a se alimentar só com os vegetais. Mas tem que saber muito bem como fazer, com conselho de pediatras, que vão acompanhando e recomendando, também, os suplementos que todo bebê têm que tomar, de vitamina A. O vegetarianista consciente hoje não é um fanático. É um sujeito consciente, que quer manter uma boa saúde evitando os alimentos de origem animal. O ovo-lacto-vegetariano não tem o menor problema porque consegue suprir todas as necessidades proteicas e de vitaminas com a alimentação. O mais delicado é o vegan.

Qual é o principal desafio para os pais de vegetarianos?
Um dos problemas é que é muito fácil falar coma determinados alimentos. O complicado é preparar a nova dieta. A família precisa se reestruturar para suprir as necessidades do filho vegetariano. Não é nada impossível, mas a mãe vai ter que aprender métodos de preparo diferenciados. Talvez os outros filhos não queiram o mesmo e o filho vegetariano vai ter que entender que, na mesma mesa, os outros vão comer carne e outros derivados. Mas com conversa e entendimento, isso é perfeitamente possível.”

Leia mais:

Sociedade Vegetariana Brasileira

O papel da dieta anti-inflamatória no tratamento da celulite; por Giovana Zampieri

 

Um dos grandes pesadelos das mulheres, a celulite, tem causas multifatoriais, como idade, alterações hormonais, estresse, genética, tabagismo, falta de atividade física e alimentação inadequada.

O mais intrigante é que muitas vezes ela insiste em aparecer e permanecer até mesmo em mulheres magras. O que parece um mistério, na verdade é resultado de processos inflamatórios causados por uma combinação de fatores.

O aparecimento da celulite está intimamente relacionado à inflamação em nosso organismo. Inflamação é a resposta do corpo frente a agressões físicas, químicas ou biológicas, ativada na presença de infecções virais ou bacterianas, mas também na presença de outras substâncias estranhas ao organismo, incluindo toxinas advindas de poluentes ambientais, aditivos alimentares, corantes, conservantes, edulcorantes, metais pesados, migrantes de embalagens, agrotóxicos, estresse e maus hábitos alimentares.

A exposição constante a esses compostos capazes de desencadear a inflamação pode resultar em um quadro denominado inflamação crônica de baixo grau, que danifica os tecidos e órgãos de forma lenta e silenciosa, aumenta o estresse oxidativo intracelular, até que surjam as doenças.

A inflamação é considerada a base das doenças modernas, como obesidade, diabetes tipo 2, fibromialgia, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, depressão, doenças auto imunes e os cânceres.

Além do fato da alta exposição a compostos inflamatórios, muitas vezes a alimentação não provê nutrientes anti-inflamatórios e antioxidantes. Ao contrário, vemos um alto consumo na dieta moderna ocidental de alimentos como: açúcares refinados, gorduras hidrogenadas, produtos industrializados ricos em aditivos químicos, embutidos, carnes gordas, leite integral, doces, refrigerantes, alimentos refinados, enlatados, todos esses com alto potencial inflamatório.

Para combater esse processo é imprescindível reduzir a exposição a esses fatores desencadeantes da inflamação, talvez você não consiga mudar de cidade escolhendo um lugar menos poluído para morar, mas pode fazer escolhas alimentares que o auxiliarão poderosamente.

Substituir ao máximo alimentos industrializados por alimentos naturais, incluir alimentos orgânicos, reduzir o consumo de açúcar e gordura são um grande passo na prevenção de doenças e da celulite. Além disso, alguns alimentos possuem nutrientes capazes de neutralizar essa inflamação e os radicais livres em excesso.

Segue uma lista de alguns parceiros nesse combate:

  • Frutas vermelhas como mirtilo, framboesa, amora, açaí natural, romã. Suco de uva integral.
  • Ácidos graxos ômega-3 encontrados em peixes como sardinha e salmão e em algumas sementes como linhaça e chia.
  • Gengibre que pode ser consumido na forma de chá, em sucos, saladas e preparações culinárias.
  • Chá verde.
  • Cúrcuma (açafrão da terra) rica em curcumina, pode ser adicionada aos alimentos prontos como arroz, carnes, purês e ovos. Dica: utilize junto com a pimenta preta, pois ela aumenta a biodisponibilidade da curcumina.
  • Sementes oleaginosas como nozes, amêndoas, macadâmia, castanhas.
  • Pimenta vermelha.
  • Frutas e verduras em geral.
  • Vegetais crucíferos (agrião, brócolis, couve-flor, couve de Bruxelas, couve, rúcula, rabanete, repolho).
  • Farelo de aveia.

Não podemos esquecer que um bom funcionamento intestinal também é determinante para a eliminação de toxinas. O consumo adequado de água e fibras é essencial para a manutenção de um intestino saudável.

Portanto, para o tratamento e prevenção da celulite é indispensável investir no consumo frequente de alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes. A suplementação pode ser necessária em alguns casos e deve ser feita com orientação e prescrição do nutricionista. Resumindo, vamos investir em comida de verdade, “desembalar menos e descascar mais”.

 

Giovana Zampieri Rojas Gonçalves – CRN 17778

Nutricionista clínica e esportiva funcional

(31)99402-7871

nutri.gizampieri@gmail.com /