A descoberta da ambliopia e o uso do tampão (oclusor)

 

Resolvi levar Sofia na oftalmologista por achar que estava na hora, havia até passado um pouco do tempo, 6 anos e nenhuma desconfiança sobre possíveis problemas de visão. Sempre atenta na escola, assistia filmes na TV, tablet e cinemas sem nenhuma queixa.

Eventualmente reclamava de dores de cabeça, mas como estava sempre em tratamento por causa de uma sinusite que sempre ia e voltava, os médicos também se confundiam e encontravam na sinusite a possível causa da dor.

Sentada e tranquila observava o exame de Sofia e a leitura das fileiras de letras que ia diminuindo cada vez mais e ela conseguia ler sem dificuldades. Bem, chegou a vez do outro olhinho. As letras garrafais surgiram e Sofia estava muda. Não acertou nenhuma!

Eu mal acreditava no que via, Sofia estava cega de um olho?  Como eu não pude perceber? Foi tanta aflição, minha pressão estava no chão mas não podia transparecer meu medo para minha filha que sem entender o que acontecia me olhava tentando buscar alguma explicação naquela novidade que ali surgia.

A médica então começou a explicar tentando me acalmar e tirar um pouco da culpa que eu estava sentindo por não ter notado antes o que estava acontecendo com minha filha.

Sofia enxerga bem com um olho e quase nada com o outro, pelo que a médica explicou o cérebro da criança “esquece” aquele olho que enxerga mal  e usa somente o olho bom.

Esse problema normalmente pode ser causado por estrabismo ( um olho desalinhado em relação ao outro), pelo diferença grande de “grau” de um olho para o outro ou por causas menos comuns como catarata congênita, ptose (pálpebra caída) ou outros problemas de córnea.

Quando um olho da criança não “apreende a enxergar” chamamos de ambliopia. Esta alteração pode normalmente ser tratada até os sete anos de idade. Ou seja, descobrimos no limite!

O caso de ambliopia da Sofia foi causado por uma hipermetropia bem alta.

No caso especifico dela, a médica decidiu ajudar o olho “preguiçoso” a melhorar a visão com o uso de tampão por seis horas diárias. Tapamos o olhinho bom, obrigando a Sofia a enxergar com o olho que não enxerga bem. Desta maneira o cérebro desenvolve a visão do olho ruim.

Em poucos meses de uso já conseguimos uma melhora de visão significativa, uma grande vitória, ainda mais sabendo que se não tivesse descoberto a tempo de tratamento ela correria o risco de perder a visão.

O uso do tampão não é fácil para a criança, Sofia ficou tristonha e muito desmotivada no começo, hoje esta reclamando bem menos. A médica optou pelo uso em casa e não durante o período da escola. Fica o alerta, pois nem sempre problemas de visão são facilmente notados na infância e o testemunho de que vale a pena persistir nos tratamentos.

Saiba mais: 

http://oftalmologia-pediatrica.eu/pagina,131,148.aspx

http://cbco.com.br/doencas/ambliopia/

https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/ambliopia/

https://www.infoescola.com/doencas/ambliopia/

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Autor: mamaeraiz

41 anos. Casada. Mãe de duas meninas. Formada em Zootecnia, já fui Pesquisadora, Secretária Executiva, Escritora, Proprietária de Franquia, Artesã e hoje Mãe e Dona de Casa. Adoro viajar em família, cozinhar e praticar CrossFit. Tento levar minha vida de forma leve, cada dia aprendendo mais e vendo o lado positivo da maternidade. Tentando descobrir novos caminhos e possibilidades, que a vida de uma mulher que resolveu abrir mão de trabalhar fora e abraçar integralmente sua família, pode trazer!

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