Envelhecer Positivamente

Hoje pela manhã ao lavar o rosto, fiquei observando as marcas dos 41 anos de vida. Senti um certo desconforto mas em seguida senti uma profunda gratidão por todos estes anos, e fiquei refletindo sobre o “envelhecer”.

Envelhecer não é algo que a sociedade tende a ver de uma forma brilhante e positiva na maioria das vezes. Deixamos de reconhecer os traços que sempre tivemos, a pele firme e rosada, a flexibilidade, a energia, os olhos mais abertos, sem as pálpebras pesando.
No caso dos homens sabemos que é um processo mais fácil e aceito, normalmente quanto mais cabelos brancos mais charmosos ficam, não é assim? Até as gordurinhas a mais são muito bem toleradas, afinal o importante é o interior. Mas no final das contas, sendo homem ou mulher, é díficil não sentir de alguma forma o peso dos anos.

Grande parte do Conselho sobre envelhecer é sobre a tentativa de não alcançar a velhice  fingindo ser algo que nunca vai chegar para a gente! Mas envelhecer deveria ser  um tempo para ser comemorado,  um momento onde deveríamos encontrar equilíbrio, maturidade e felicidade.

Para mim, a maturidade esta dando a chance de viver mais plenamente sem ter que me importar tanto com o julgamento e aprovação das outras pessoas. Uma libertação grande de muitos fantasmas que sempre me assombraram e alguns que ainda precisarei exorcizar.

E como podemos tentar envelhecer com saúde e felizes?

Pesquisando, encontrei alguns pontos em comum:

  • Pode ser tentador dizer que você chegou a este ponto da vida sem se preocupar com seus hábitos de saúde, mas a  estratégia para envelhecer bem e evitar doenças físicas e mentais é comer de forma saudável e praticar exercícios regularmente. Hábitos que incorporei ainda em tempo na minha vida. Por isso, mantenha-se ativa.
  • Evite ou abandone substâncias e hábitos insalubres. Se você ainda não tiver feito isso, agora é a hora ideal para desistir de tomar medicamentos sem real necessidade, exceder no consumo de álcool, cigarro e compulsões alimentares.
  • Pratique o pensamento positivo.Faça meditação.
  • Cultive a felicidade. Na velhice, é necessário fazer um esforço para cultivar a felicidade através de exercícios diários que podem manter a saúde física e fortalecer a sua felicidade interior. Faça a escolha de permanecer envolvido com o seu crescimento contínuo, em busca de crescimento interno e serenidade na sua vida.
  • Considere fazer coisas positivas para os outros. Uma atividade de voluntariado por exemplo. Uma parte de você sempre vai viver em cada pessoa que você ajudar e ensinar, para fazer o bem e viver na energia do amor.Ao fazer o bem para os outros, você se torna a mãe ou pai do mundo, não apenas de seus filhos.
  • Ame animais. A convivência com estes “anjos” comprovadamente nos acalma e enche a casa de alegria e amor.
  • Não se conforme com estereótipos de idade. Se você gosta de alguma coisa, saia e faça. Tive a vontade de conhecer esportes diferentes e menos comuns depois dos 40.  Muitos dos colegas são jovens e com menos da metade de minha idade.  Socializar com os jovens que compartilham de seus interesses é uma boa maneira de manter-se em equilíbrio, alegre e cheia de energia.

No mais, me enxergo no futuro, na “melhor idade”, feliz, com espírito jovem e praticando esportes. Muito devo as eternas jovens senhoras de minha família e em especial a minha mãe, que envelhecem nas certidões de nascimento, mas cultivam uma chama viva de juventude, otimismo e alegria em suas almas!

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Dica de leitura: “O Livro do Corpo” ( The Body Book – Cameron Diaz)

Cameron Diaz sempre foi um ideal de beleza feminina para mim, a atriz é conhecida por seus filmes, beleza e seu bom humor. Seu livro The Body Book, (O Livro do Corpo) compartilha alguns de seus segredos para se tornar uma mulher mais feliz, saudável e  forte. O livro é fundamentado na ciência e inspirado pela experiência pessoal da atriz e foi um best seller do New York Times.

O livro não se trata de uma receita de bolo para ficar em boa forma e nem tampouco promete fórmulas mágicas afinal, não somos mais ingênuas para cair neste tipo de enganação não acha?! Sempre tive a certeza de que tudo que vem rápido, vai embora rápido e somente uma mudança real e a longo prazo realmente é eficaz.

O grande diferencial do livro é a abordagem científica mas que permite fácil adaptação na prática e à nossa realidade, de como cuidar do nosso corpo para ter uma vida longa com força e saúdepor toda vida!

Ela, assim como eu, durante a adolescência se alimentava muito mal e hoje aos 45 anos esbanja saúde e vitalidade. É exatamente isso que acho importante. Temos que buscar alimentos que tragam saúde e previnam doenças, e não alimentos que nos adoeçam.

A geração de nossos filhos já esta pagando um preço alto por conta da má alimentação. Em um trecho do livro o assunto é abordado: “Ao longo da história a expectativa de vida do homem aumentou lenta e uniformemente… Segundo um estudo de 2005 publicado no New England Journal of Medicine, está e a primeira geração de crianças americanas cuja expectativa de vida é menor que seus pais. Deu para entender? Pela primeira vez na história, nossa expectativa de vida está diminuindo em vez de aumentar

Este livro discute a biologia da nutrição, boa forma e saúde mental de forma bem simples e compreensível. Embora isso possa soar como um assunto cansativo para muita gente, na verdade é extremamente motivador. Todo mundo sabe que o açúcar, alimentos industrializados, sódio em excesso e conservantes são ruins. No entanto, uma vez que você entenda o real motivo porquê que não deve comer tudo isso, o desejo diminui.

Em outras partes do livro encontramos descrições específicas do efeito que proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, água e minerais têm sobre o nosso corpo e toda esta explicação serve como uma inspiração para consumir mais ou não cada um.

O livro também oferece uma visão interessante da conexão do nosso corpo e mente, desde o nível celular até os grupos de alimentos, importância do movimento (atividade física) da força muscular e óssea e por que precisamos suar um pouco todos os dias.

O livro não estabelece metas para alcançar em sete dias ou em um ano; ele oferece uma abordagem ampla, para que possamos fazer escolhas conscientes e alcançar uma vida saudável com mais respeito e amor ao nosso corpo, respeitando sempre a nossa natureza que é única.

Autoestima e a Maternidade

Durante boa parte de minha vida conheci mulheres que enxergavam a  maternidade através de lentes cor-de-rosa,  e quase nunca escutava sobre às partes desagradáveis ​​de  criar filhos, o “lado negro da força”. Minha mãe, sempre muito presente e dedicada não nos criou com esta ilusão romântica, e agradeço muito a ela por isso!

Ter um filho é uma das maiores mudanças que podemos experimentar na vida, então seguindo está lógica, é esperado que a maternidade carregue com ela vários tipos de mudanças psicológicas e consequentemente físicas, não é mesmo?

Comigo não foi diferente, minha autoestima nunca foi muito boa, e antes da maternidade não era muito vaidosa e a preguiça de praticar esportes era maior do que a vontade de estar em forma. Não é difícil de imaginar que logo após o nascimento de minha primeira filha, com o ganho de peso, cansaço e toda bagagem que vem junto a autoestima piorou muito. Somente de 4 anos para cá eu realmente fiz as pazes com ela.

Recentemente, um grupo de pesquisadores analisaram dados de 84.711 mães norueguesas, concentrando-se em como tornar-se mãe afetava a autoestima e a satisfação das mulheres com seus relacionamentos amorosos.

Primeiro, os pesquisadores descobriram que, em média, a autoestima das mulheres diminuiu ao longo da gravidez. Quando as mulheres se tornaram mães, sua autoestima começou a aumentar novamente mas apenas por seis meses! A partir dos seis meses, a autoestima das mães sofreu uma diminuição gradual e prolongada.

Quando se trata de satisfação no relacionamento, os efeitos típicos da maternidade não parecem ser muito melhores.

Os pesquisadores descobriram que as mães de primeira viagem tendem a ficar muito satisfeitas com seus relacionamentos amorosos durante a gravidez. No entanto, essas mães experimentaram um declínio precipitado na satisfação do relacionamento na época do parto. Depois desse ponto, a satisfação com os relacionamentos continuou a diminuir gradualmente nos próximos anos.

Claro, estas são tendências de como ter filhos afeta as mulheres, em média, com variação de uma mulher para a outra.

Não precisamos destes dados para confirmara algo que basta a gente observar a nossa volta. Quantas de nós éramos mais vaidosas, satisfeitas com a nossa aparência e com o relacionamento antes da maternidade?

Podemos pensar os porquês desta mudança negativa: a falta de liberdade; de individualidade; as mudanças no corpo; no sexo com o parceiro; as culpas; as inseguranças; a falta de tempo só nosso; o cansaço….

Se a maternidade tem um efeito sobre a autoestima, como o estudo diz, não é razão suficiente para suportar aqueles primeiros anos mais difíceis. Três anos, ou mais, se uma mulher tiver mais que um filho, é muito tempo para se sentir deprimida. É o suficiente para mudar o curso da sua vida.

Embora estivesse fora do escopo do estudo norueguês determinar as causas ou fazer sugestões de como melhorar as coisas, o ato de fornecer dados e informações já é uma grande luz.

Este estudo oferece às mulheres que sofrem com a baixa autoestima depois de ter filhos o pequeno conforto de saber que o que estão vivendo é normal e, com sorte, a possibilidade de desistirem de abraçar demandas desmedidas na maternidade.

O amor próprio e os cuidados com nossa saúde e bem estar físico e psicológico, tem que ter sim, um lugar de destaque em nossas prioridades. Cuidar e amar a si mesma, para poder cuidar e amar o próximo!

Alimentação Saudável não sai de férias! por Mariana Andrade

Férias, quem não gosta delas? Quando falamos de férias vem logo o sinônimo de descanso, busca por um maior bem-estar, momentos de lazer, de diversão, de novas alegrias e renovação das energias. Mas… onde está a preocupação com a alimentação nas férias?

Há quem pense que neste período a boa alimentação também “entra de férias”, puro engano: com mais tempo para pensar em si mesmo, o melhor é pararmos para reavaliar como anda nossa alimentação, buscando assim um equilíbrio capaz de aumentar os benefícios de umas boas férias.

O ideal é evitar armadilhas e é fundamental resistir às tentações. Sendo assim, a alimentação deve continuar nos horários certos, não se permitindo “comer com os olhos”.

Veja algumas dicas:

Evite “pular” o café da manhã, pois a primeira refeição deve garantir a energia necessária para aproveitar o dia inteiro;

Procure manter as 5 a 6 refeições ao dia, mantendo sua rotina: horário para acordar, para fazer as refeições, para se divertir e para dormir;

Evite que fique beliscando besteiras o dia inteiro;

Evite comer certo tipos de alimentos em exagero, como chocolates, doces, salgadinhos, frituras, etc.

Mantenha o consumo de 2 litros de água;

Se você se organizar consegue até levar seus lanches nos passeios, como: sanduíches naturais, crepioca, etc.

Deixe sempre na bolsa/no carro uns lanchinhos extras caso a fome aperte em horários que você não esteja preparado. Principalmente em viagens e passeios longos, para não acabar caindo nas guloseimas.

Leve com você: barras de frutas, barras de proteína, kits com castanhas, frutas secas, coco chips, whey protein em sachê são boas opções;

Caso queira experimentar algum prato que tenha mais carboidrato (massas, etc), inclua no almoço e no jantar mantenha opções com vegetais e carnes;

Experimente criar pratos novos e saudáveis, incluindo vegetais.

Realize atividades físicas, ao menos uma caminhada.

E lembre-se: apesar de férias serem sinônimo de diversão, não podemos nos descuidar de nossa saúde. Caso contrário, no final das férias, novamente estaremos com a consciência pesada por termos adquirido aqueles “quilinhos a mais” indesejáveis.

Curta as férias da melhor maneira possível, aprendendo que a energia não vem somente do lazer momentâneo, mas também da boa alimentação que você deve continuar a ter!

Mariana Andrade 

Nutricionista Funcional ; Clínica Maison Blanc (31) 3309-2007 nutricaofuncionalbh@gmail.com
nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

Como consegui abandonar o sedentarismo e seguir firme nos exercícios

Muitas mães ficam por conta da casa e dos filhos em tempo integral, algumas além de cuidar da casa ainda trabalham fora. Quando sobra algum tempo livre, você prefere dormir, ver TV, ler um livro à fazer algum exercício, estou certa? Durante muito tempo em minha vida optei também em usar meu tempo “livre” para ficar em um sofá vendo uma série, navegando na internet ou lendo algum livro.

Antes de dizer que você não tem tempo nem energia para praticar algum exercício, vou falar de algo que comprovei na pratica: exercícios não vão destruir sua energia e sim  aumenta-la, e é exatamente isso que as mães estão em busca, não é mesmo? Hoje com a rotina de exercícios e a mudança dos hábitos alimentares me sinto muito mais jovem e com energia do que quando tinha meus 20 anos.

Então vou tentar resumir algumas dicas que deram certo para mim, como já relatei em post anterior, tenho um histórico longo de sedentarismo, detestava academias e hoje estou no terceiro ano de prática de CrossFit e continuo apaixonada:

  • Crie uma meta para motivar você.

Por que praticar algum exercício seria bom para você? você quer emagrecer e voltar ao peso de antes da gravidez, deseja estar mais animada e disposta para seus filhos e família, ou até mesmo estar na melhor forma de sua vida?

  • Qual será o seu resultado final.

Quando comecei a treinar, minha primeira meta era sair do sedentarismo e dar um bom exemplo para minhas filhas. Comecei a emagrecer, ganhar músculos e senti a necessidade de procurar orientação de uma nutricionista. Fui então em busca de uma meta, ganhei  massa magra e minha melhor forma física de toda vida. Não esperava conseguir isso depois dos 40 e com duas filhas, mas consegui.

  • Encontre uma academia perto de sua casa ou no seu trajeto.

Minha escolha do box de CrossFit foi muito influenciada pelo fato de poder ir a pé e treinar logo após deixar as meninas na escola. Na volta aproveito para fazer compras de supermercado, antes de voltar para casa. É muito importante é que este local seja parte do seu caminho diário, e o mais perto possível de casa, da escola dos filhos, ou do seu trabalho. Desta forma, haverá menos desculpas para faltar aos treinos.

  • Traçar metas realistas. 

Primeiro, planeje o quanto você vai treinar a cada semana. Quando entrei no CrossFit, comecei a treinar duas vezes por semana, já que estava sedentária. Aos poucos, quando comecei a executar melhor os exercícios e a gostar da prática, passei para três vezes por semana, hoje estou em quatro. Se você só pode se exercitar duas vezes por semana por 30 minutos, é melhor do que não fazer nada.

  • Como o exercício faz você se sentir?

Você ama esse sentimento depois de treinar, energia e bem estar, embora esteja cansada. Aquela sensação de dever cumprido. Então, quando você precisar de um pouco de motivação, pense como você se sente bem depois. Não deixe o desanimo bater, no inicio, antes de me apaixonar pelo exercício eu tentava encontrar desculpas em minha mente para não ir. Depois não pensava, limpava tudo aquilo da cabeça e seguia em frente! Quase como tomar coragem para pular em uma piscina gelada para nadar com seus filhos.

  • Encontre a atividade física que te dá prazer.

Durante anos cheguei a perder as contas de quantas tentativas mal sucedidas e matrículas que cancelei, pois simplesmente não conseguir levar a diante as aulas  ou porque não me identificava ou porque morria de tédio: musculação, spinning, zumba, etc…. quando descobri o CrossFit me encontrei! Hoje também frequento um clube de escalada com minhas filhas e também tenho muito prazer aprendendo a técnica por lá.

  • Procure amigos para acompanhar na prática dos exercícios.

Assim, criará uma fonte de motivação a mais para treinar.

  • Procure um bom acompanhamento profissional.

Fundamental você ter bons profissionais para te motivar, assessorar e te dar broncas também. Bons professores, personal trainers e academias especializadas irão te auxiliar a evoluir, a emagrecer,  a aprimorar técnicas e  se manter motivada.

Estas são algumas dicas me ajudaram a sair do sedentarismo e começar a treinar de verdade! Nada melhor do que sentir mais disposição, mais saúde e olhar para o corpo  e ver os resultados aparecendo. Mas lembrar também que comer bem, direito e com qualidade, é fundamental para alcançar resultados.

Leia também:

Abandonando o sedentarismo; ajustes na rotina precisam ser práticos e sustentáveis; por Felipe Bastos

Todo o esforço será recompensado!

Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

Cultivando Paixões

Nossa vida é uma sequência de fases e ciclos, dentro de cada fase vivemos paixões.  Estas paixões de alguma forma nos movem para frente.

Quando a gente se torna mãe,  a paixão pelo filhos preenche nosso coração e nosso tempo. Nossas conversas, programas, leituras e tudo mais em nossa vida acaba girando em torno da maternidade.

Minha experiência como mãe não tem sido diferente, mas de repente, com o nascimento da Sofia, segunda filha, comecei a prestar mais atenção em alguns detalhes que começaram a me preocupar.

Reparando em minhas conversas e os assuntos com amigos e família, estes sempre acabavam se voltando para casos ou vivências das meninas, não as minhas.

Um dia em uma conversa sobre planos para o futuro, as meninas me contavam sobre os sonhos que tinham, foi quando minha ficha caiu ao tentar visualizar quais eram os MEUS planos pessoais e sonhos para o MEU futuro e um grande  vazio tomou conta da minha mente. Tudo que conseguia imaginar eram planos para as duas e não para mim.

Conclusão: precisava arrumar novas paixões!

Uma destas paixões hoje é o esporte, o CrossFit é minha terapia, fiz novas amizades e consegui traçar várias metas que pretendo alcançar lá dentro desafiando meu corpo e minha mente. Consigo me enxergar bem velhinha fazendo pullups e não tricot no sofá.

O blog também foi uma destas paixões e meta que tracei para meu futuro, ocupar minha mente e poder aprender coisas novas e conhecer pessoas dividindo as experiências de maternidade e mudança de vida. Tenho lido bastante para poder ficar em dia com acontecimentos em todo mundo e sobre todo tipo de assunto.

Mais uma paixão que descobri  são as séries, hoje sigo principalmente no NETFLIX,  a maioria para publico adulto e não mais somente programas infantis. Algumas séries sigo com marido e outras sozinha. Entre as minhas preferidas estão: SUITS, MR. SELFRIDGE, DESIGNATED SURVIVOR, DOWNTON ABBEY, ANNE with an “E”, OUTLANDER, HOMELAND…

A verdade é que quando comecei a cultivar as novas paixões, passei a imaginar e planejar também o MEU futuro. Não que exista a possibilidade de desvincular  as meninas destes planos, mas sim não ser uma mera coadjuvante nesta história. Penso também em voltar a estudar quando as meninas estiverem maiores, talvez montar algum negócio ou fazer trabalhos voluntários.

É fundamental ter nossa própria vida, interesses e sonhos, e não viver somente a vida de nossos maridos e filhos. Enxergo com muita clareza  hoje a importância disso tudo para me sentir mais completa e feliz.

Mudando seu estilo de vida de forma eficaz; por Felipe Brandão Bastos

Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

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