Síndrome do Final de Ano?

Segunda feira de manhã chuvosa, preparei a vitamina das meninas e fui tomar o meu café da manhã escutando as Pílulas do Ricardo Melo, mais acelerada e ansiosa do que o normal. Comecei a pensar o motivo de minha inquietação e só consegui chegar a conclusão de que minha inquietação tem um nome: “DEZEMBRO”.

Fui levar minha filha a aula de teclado e comecei a reparar as pessoas na rua. Moça apressada falando ao celular, rapaz buzinando para o carro que  estava devagar a sua frente.

Stress de fim de ano? Uma Síndrome Coletiva?

Chegou dezembro com suas festas, algumas pessoas,  entram em um período de muita ansiedade e podem chegar a sentir angústia ao se sentirem obrigadas a serem felizes, presentear e confraternizar. Mil compromissos, mil compras e eventos por todo lado. Além das férias escolares e a cabeça a mil para pensar em atividades para não deixar as crianças o dia inteiro por conta da tecnologia.

Hoje consigo identificar os pontos que me causam maior ansiedade, no meu caso, sei que é muito mais por ter que sair de minha rotina, e sei que tudo acaba passando depois do dia de virada de ano.

Para minha surpresa decidi pesquisar sobre o assunto e esse turbilhão de emoções não é privilégio só meu.

São vários os sintomas da Síndrome do Final do Ano  segundo a psicóloga clinica Dra. Patrícia, em matéria para o site Mais Equilíbrio:

“- Alterações de humor ( irritabilidade acentuada podendo alternar com tristeza ou apatia)

– Crises de ansiedade

– Insônia ou sono excessivo

– Alterações na alimentação (perda de apetite ou episódios de compulsão alimentar)

– Fadiga constante

– Dores musculares constantes (contraturas musculares)

– Aumento do consumo de bebidas alcoólicas (não apenas pelos eventos sociais que são promovidos nesta época do ano, mas pela tentativa de minimizar o impacto do estresse que esta época proporciona)

– Diminuição da libido

– Perda do interesse pelas atividades rotineiras (dificuldade para cumprir com a rotina)

– Lapsos de memória, lentidão no exercício das atividades laborais

– Em alguns casos: comportamento hiperativo

– Aceleração e direção agressiva no trânsito e nas ruas”

Lendo mais sobre o assunto no site Psicósmica  a psicóloga Isabela de França completa:

“Com a chegada do final de ano somos tomados por um sentimento de urgência – terminar os projetos iniciados, fazer todas as pequenas coisas que deixamos de lado o ano todo e planejar o próximo ano – e esse sentimento já nos encontra desgastados pelo cansaço e estresse acumulados em um ano de trabalho. 

Nesse clima, é natural que as nossas percepções nem sempre sejam as mais acuradas, e assim, o que deixamos em evidência é o que não conseguimos concretizar, ou seja, a falta e o vazio dos projetos desprezados, não iniciados ou simplesmente que não deram certo.”

Então como explicar que algumas pessoas ficam tão felizes neste clima das festas e outras ficam ansiosas e angustiadas com o fim de ano? Talvez algumas pessoas simplesmente conseguem curtir os momentos sem se aprofundar em pensamentos.

O que tento fazer para diminuir esta sensação é agradecer pelo ano que está passando, mas não sou muito do tipo que faz  muitos planos para o ano que se inicia.

Que tal nos propormos uma coisa diferente então? deixar um pouco deste sentimento negativo de lado e se alguma coisa não deu certo neste ano, pensar que talvez não estivéssemos realmente prontos ou não precisávamos de verdade daquilo.

Se deixamos de realizar algum sonho ou plano por falta de vontade, preguiça ou medo, nascerá uma nova chance deste se concretizar!

 

 

 

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Minha Lista de Hábitos para Ser uma Mãe Melhor

Em 2011, a pediatra Meg Meeker lançou um livro nos EUA sobre os hábitos das mães felizes. A abordagem do livro “Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming our Passion, Purpose and Sanity” (“Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando nossa Paixão, Propósito e Sanidade”) não é sobre você estar realizada por ter tido filhos, mas se você é feliz como mulher.

Algumas destas dicas estão no meu texto da forma que consigo por em prática, outras dicas fui descobrindo sozinha e resolvi listar, pois durante estes últimos 11 anos de vida que me tornei mãe, estou aprendendo que alguns destes pequenos hábitos e posturas podem fazer uma grande diferença.

Não sou e nem pretendo ser uma SUPER MÃE, mas tento a cada dia me tornar uma versão melhor de mim mesma. Compartilho algumas atitudes que acredito que possam ajudar a nos tornar mães melhores.

  • Tentar dedicar tempo de qualidade aos nossos filhos. Algumas mães estão em casa em tempo integral como eu, outras trabalham fora, mas este ponto se aplica a todas nós. Tentar usar menos o telefone, ou qualquer tecnologia quando estiver com eles. Perguntar e escutar de verdade sobre o dia na escola, sobre as amizades, planos para o futuro. Assistir filmes e séries juntos. Criar trabalhos manuais e sentar para fazer junto. Eu nunca gostei de brincar de bonecas, fazer arte sempre foi a melhor opção para preencher esta minha dificuldade.
  • Não se culpar por seus defeitos e fraquezas o tempo todo.Toda mãe sempre carregara alguma culpa, as que trabalham fora, se culpam muitas vezes pela ausência, no meu caso muitas vezes me culpei por não estar financeiramente ativa, por ser ríspida e dura no modo de falar com elas. Em fim, quando vem a culpa, tento ser menos cruel comigo mesma e me policiar tentando melhorar naquilo que pode ser trabalhado naquele momento.
  • Não se comparar com outras mulheres, mães e esposas. Somos as melhores mães que nossos filhos poderiam ter.  Todas nós fazemos nosso melhor no dia a dia e educamos por amor. Levo este hábito para tudo mais em minha vida. Somos únicas.
  • Manter atividades e amizades que nos fazem bem. Não abro mão de meu CrossFit e de amigos que me fazem rir e crescer. Quando abrimos mão acabamos descontando de alguma forma em nossos filhos.
  • Cultivar a fé e espiritualidade. Não falo em religião aqui. Cada um tem sua fé. Mas o habito e o cultivar estes valores dentro de casa com os filhos nos dá segurança e força para sustentar a família.
  • Não se sobrecarregar. Decidi ser dona de casa e mãe, tenho mil afazeres em casa e com as meninas, me sinto cansada como qualquer pessoa, e tenho pouco tempo para minhas coisas. Quando o marido esta em casa ele me ajuda, e eu peço e aceito a ajuda sem dor na consciência.
  • Saber o valor que eu tenho. Sei que mães como eu, tendem a ser julgadas por não estar trabalhando fora, tendo uma carreira. Mas sei do valor do trabalho que tenho em meu lar. Não podemos esperar este reconhecimento externo, pois muitas vezes não teremos. Os bons frutos que colhemos com nossos filhos fazem tudo valer a pena.
  • Fazer as refeições com calma na mesa. Nada de comer com tablet, televisão ou qualquer distração. Reunir a família para conversar sem interrupções é muito importante para nós.

Para ler mais: Revista Crescer

O Tempo é a Gente que Faz : por Roberta Sodré

Convidei esta amiga para escrever um texto contando um pouco de sua história que para mim é mais um exemplo de força e perseverança. Acompanho seu desempenho no esporte e admiro muito a forma que administra tantos afazeres ao mesmo tempo.

 Roberta Sodré  é mãe de gêmeos, esposa, delegada e atleta de CrossFit.

“Eu nunca fui gordinha. Tá, eu nunca fui nem cheinha, pelo contrário. Morria de amores pelos corpos voluptuosos das amigas que tinham peito, bunda e todos aqueles atributos que fazem um mulherão, sabe?

Sempre fui magrela, seca e desinteressante. Mas eu sempre gostei dos esportes, e de uma forma ou de outra, me dava bem ali naquele meio.

Natação, a antiga ginástica olímpica (que hoje chamam ginástica artística), vôlei… já fiz de tudo um pouco.

Um acidente nos treinos me fez então largar tudo aos 16 anos e recomeçar só na musculação aos 19 anos. Algo que eu nunca gostei.

Após casamento e gêmeos, resolvi que aquele “trem”  estava muito sem graça e decidi me aventurar no tal do CrossFit.

Comecei pensando só na estética, e me apaixonei. Cada dia um passo além, um salto mais alto… e de repente me vi competindo nas seletivas dos melhores do país.

Sim eu com 36 anos, mãe de gêmeos com cinco anos de idade, ali no meio daquelas menininhas todas que vivem daquilo e para aquilo.

E sabe o que eu senti? Orgulho.

Ali eu me encontrei, me achei e permaneci.

Treino hoje cerca de duas horas por dia, a partir das 05:00 da manhã, cinco vezes na semana. Não sofro pra fazer dieta, minha saúde melhorou 898%, além dos treinos de jiu jitsu e defesa pessoal duas vezes na semana (esses aí eu acrescentei por causa da minha profissão, que me exige preparo sempre contra qualquer agressão).

E assim, mãe, esposa, filha, amiga, Delegada de Polícia que trabalha dez horas por dia, eu me vi totalmente fora de uma rotina impositiva de padrão de beleza, para encontrar um outro padrão: o da minha realização.

As coisas não mudam por dois motivos apenas. Ou é medo ou é tarde. O tempo é a gente que faz. Espero vocês!”

Fotografia:Fred Paco

Instagram : Roberta Sodré

Ela tem a Força : Maternidade e MMA por Cristina Yukie

Quero apresentar mais uma amiga que me inspira como mulher, mãe e esportista. Nos conhecemos há mais de 25 anos. Hoje com dois filhos está mais bonita e em forma do que no passado. Sempre que possível pretendo trazer textos como este, escrito por Yukie, para mostrar que podemos e devemos conciliar a maternidade a pratica de esportes. 

“Meu nome é Yukie, tenho 42 anos, sou casada há 17 e tenho 2 lindos filhos, Lucas de 13 e Gabriel de 9.
Quando recebi o convite da Carol, confesso que pensei: “Será que eu tenho algo a dizer, será que vou conseguir escrever?”
Bom, vamos lá. O esporte sempre esteve presente na minha vida, sempre fui muito ativa no colégio, jogava handball, volleyball, fazia balé, jazz e natação. Nunca fui competitiva, sempre fiz esporte pelo simples prazer de manter o corpo em movimento.
Durante a faculdade, fazia todas as aulas que inventavam na academia, aeróbica, step, aerostep, aerobahia, bodypump, musculação…
Depois que me casei e fui mãe, as coisas mudaram um pouco, ou melhor, muito. Não tinha mais forças e nem ânimo para toda essa agitação. O que eu mais queria era um tempo para dormir. Meus filhos sempre acordaram a noite toda para mamar e isso me deixava exausta. Mal sabia eu, que essa falta de vitalidade estava ligada à falta de exercícios.
Até que um dia me animei e desci na academia do prédio para dar uma caminhada na esteira. Quando vi todos aqueles aparelhos que um dia fizeram parte do meu dia-a-dia e naquela hora me pareciam tão estranhos, me deu uma tristeza! Mas fui em frente, cada dia um pouco e no outro um pouco mais. A minha resistência física foi melhorando e a medida de ela aumentava, eu me animava.
Há 5 anos, estava correndo na esteira da academia do meu prédio e de olho em uma aula de Muay Thai  que estava acontecendo no mesmo espaço. Como quem não quer nada, fui perguntar como funcionava e pronto! Já não tinha mais volta!
Comecei tendo 1 aula por semana com um Personal Fighting de MMA, e agora treino praticamente todos os dias em um clube de luta aqui em Porto Alegre e faço yoga para me alongar.
Nunca me senti tão bem e em forma.
Encontrei na luta o meu ponto de equilíbrio. Saio do treino uma nova mulher todos os dias.
O inevitável se torna mais prazeroso quando escolhemos um bom caminho. Gosto do meu corpo, do meu rosto e da maneira que escolhi para envelhecer.
A maternidade nos faz mudar, mas nada impede que seja para melhor. Hoje sou mais ponderada, um pouco mais calma, penso antes, reflito mais, sou mais amorosa, mais preocupada, mas tudo isso fora do ring, pois lá dentro, como disse acima, sou outra pessoa!”

Instagram: @cyukie

Mãe de 3 e Atleta (IRONMAN) : Catarina Porfírio

Conheço Catarina já faz tempo, sempre foi bela e determinada. Perdemos contato por alguns anos, agora depois dos 40 anos de idade, nos reencontramos pelas redes sociais. Para minha surpresa e admiração, Catarina hoje esta ainda mais determinada, forte e bonita. Decidi convida-la para escrever e compartilhar com vocês este exemplo de superação e força. Inspirador!

A maternidade não me impediu de me tornar atleta!

Quando criança fui ginasta. Passava todas as manhãs no ginásio do Minas Tênis Clube fazendo aula de ginástica olímpica, era a parte mais feliz do meu dia.

Meu sonho era ser selecionada para a equipe do clube, na qual só havia atletas com muito potencial, mas esse sonho nunca se realizou porque embora eu fosse muito flexível e dedicada eu era alta, pesada, um biotipo que condenava meu progresso na modalidade!

Na adolescência fui nadadora, integrei uma equipe de competição, fui federada pelo Praia Clube e disputei campeonatos regionais!

Depois veio a faculdade, casamento, três gestações seguidas e com isso me distanciei do esporte competitivo por 20 anos, mas hora nenhuma deixei de praticar esporte, me exercitava uma hora, 5 vezes por semana, alternando musculação com aeróbico!

Em 2013, aos 39 anos resolvi me inscrever em um triathlon da região, estava com muita saudade de nadar e curiosa para saber como seria meu desempenho depois de tanto tempo longe das piscinas.

Como eu não tinha domínio do ciclismo na época, entrei no revezamento com meu marido. Eu nadei e corri, e ele pedalou. Mesmo ambos não tendo nenhuma experiência com o triathlon, conseguimos um pódio de terceiro lugar e ganhamos um troféu maravilhoso! Ali me encantei pelo triathlon e decidi que iria treinar para me tornar uma triatleta.

Comecei nas provas menores e em um ano já estava fazendo meu primeiro IRONMAN 70.3 e dois anos depois fiz o IRONMAN 140.6, a maior e mais difícil prova regulamentadas do triathlon.

Ao todo foram 7 IRONMAN 70.3 e 2 IRONMAN 140.6. Uma média de três horas diárias de treino de segunda a sábado, inúmeras competições no Brasil e outras fora: Monterrey/México, Miami/EUA, Londres/Inglaterra, Tirol/Áustria. Sonhava em ser atleta, ter um corpo atlético e ser assim reconhecida desde que eu era criança, mas isso só foi acontecer na fase menos provável da minha vida: aos 39 anos, após ter me tornado mãe de três filhos!

Hoje, tenho 43 anos, nesses quatro anos meu corpo se transformou, tenho hoje a melhor forma física da minha vida! Estou em paz com o espelho e me orgulho da imagem que vejo porque ela não veio de graça, por trás dela há muita dedicação. Mesmo tendo engordado muito nas três gestações, a maternidade não me impediu de recuperar a forma física.

Amo meus três filhos, mas sei que para ser uma boa mãe, preciso antes de tudo estar bem comigo mesma e ser atleta me traz essa realização! É fácil conciliar a vida de atleta com a maternidade? Não, mas é possível! Toda escolha tem seu preço: o sedentarismo custa caro, ser atleta também! Vale refletir e fazer a escolha que te faz feliz!

Por: Catarina Porfírio

Instagram: @catarina140.6

Mãe X Mulher

Já faz mais de  10 anos que me tornei mãe pela primeira vez. Nunca fui um primor de vaidade, nem mesmo antes de me casar, quando era mais jovem. Comecei a ter cuidados como usar protetor solar, cremes e até mesmo maquiar, alguns anos após o casamento.

Nas gestações ganhava muitos quilos e a pouca vaidade que restava, ia para o buraco junto com minha auto estima. A fase mais complicada para mim sempre era a fase da amamentação e das meninas com poucos meses de idade. Acordava muitas vezes durante a madrugada e consequentemente, as noites mal dormidas, os hormônios e a depressão pós parto , me faziam sentir cada dia mais feia e mal cuidada.

Quando tive minha segunda filha, reconheci a depressão logo no início, comecei a fazer  tratamento medicamentoso e logo consegui sair dela, diferente da primeira gravidez.

Nunca idealizei a maternidade, sempre imaginei ser algo intenso, de grande valor espiritual, mas extremamente complexo.

Ser mãe, do ponto de vista feminino, deveria sempre nos fazer sentir mais plenas, fortes e belas. Mas pelo menos comigo este processo tem acontecido de forma lenta e crescente.

Com as meninas maiores, aos poucos comecei a sentir a real necessidade de voltar a cuidar da mulher dentro de mim. As mudanças que vieram no meu corpo após as duas gestações, não chegavam a incomodar tanto quanto o fato de me sentir exausta e descuidada de uma forma geral.

O primeiro passo que dei foi sair do sedentarismo; logo em seguida veio a necessidade de buscar hábitos e alimentação mais saudável. Quando fui notando resultados naturalmente comecei a sentir mais vontade e prazer em me cuidar. Comecei a refletir também sobre o exemplo que poderia dar as meninas, de uma vaidade saudável, valorizando bons hábitos alimentares e exercitar o corpo para ter uma boa saúde e se sentir bem com você mesma.

Quase como um grande prêmio, por minha mudança de atitude e por ter voltado a amar e cuidar da mulher que existe em mim, tive o prazer de ser fotografada pelo grande artista Geraldo, no seu Projeto 100 retratos como Diana.

Hoje, tento a cada dia, manter este equilíbrio entre a Mãe e a Mulher , complexo e belo como deve ser!

Devaneios de Mamãe….

Festa lotada, muitos gritos, criançada correndo para todo lado. Sentada, com minha tacinha na mão, tentando colocar um olho na filha e outro no papo das mamães à mesa.

Por um momento Lulu, na época com 7 anos, desaparece do meu raio de visão, levanto e por uns minutos tento encontra-la já um pouco aflita. A menina estava dentro de um brinquedo daqueles de “hamster”. Volto ao papo e aguardo o parabéns.

No dia seguinte ela segue calada, monossilábica. Tento conversar, mas Lu diz que não quer falar. Volta da escola, senta para fazer a  tarefa e começa a chorar. Nesta altura meu coração já esta disparado. Perguntei se algo havia acontecido na escola, ela responde que não. Depois de muita conversa sobre confiança, amor e tudo mais ela resolve falar:

“_ Mamãe, foi na festa ontem. Não queria falar, tenho vergonha, você vai ficar brava.”

Minha pressão vai ao chão, prometi que não brigaria com ela, mas que queria saber o que era. Minha imaginação pintou as piores cenas, dignas de Nelson Rodrigues. Maldita festa! Sabia que havia acontecido algo errado ali!

Com olhos marejados, eis que escuto a confissão:

“_ Mamãe, eu provei Coca Cola e gostei!”