Receita Low Carb: Bolo Queijadinha por Chef Paula Couri e Chef Mariana Lisboa

Gosto muito de cozinhar, e cozinho diariamente em casa para a família. Como optei por um estilo de vida mais saudável, faço questão de aprender pratos leves, saborosos e de preferência com ingredientes integrais e com pouco carboidrato.

Tive a oportunidade de participar de curso de culinária Low Carb   com as Chefs Paula Couri  Mariana Lisboa.

Nestes cursos aprendemos passos e técnicas culinárias enquanto as chefs executam algumas receitas e posteriormente degustamos cada uma delas. Uma delicia!

A seguir compartilho uma receita simples e deliciosa Low Carb das Chefs com vocês.

Curiosidade sobre o Queijadinha:  é um típico doce brasileiro, oriundo da culinária portuguesa e um dos poucos que não têm origem nos conventos das ordens religiosas. Essa verdadeira lenda da doçaria tradicional brasileira também recebeu influência da cultura dos escravos africanos. Conta a história que foi um escravo quem substituiu o queijo pelo coco, o que torna o doce dono de uma característica muito peculiar: embora o nome sugira o contrário, não há queijo na sua composição. O doce é típico no sudeste brasileiro.

BOLO QUEIJADINHA

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de adoçante (de sua preferência)
  • 1 e 1/2 de coco ralado
  • 80g de manteiga derretida
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

Bater todos os ingredientes na batedeira ou com o auxílio de um fouet até ficar homogêneo e em seguida acrescentar o fermento.

Pré aquecer o forno a 180 graus e assar por aproximadamente 30 minutos se for forma única, ou 15 minutos em forminhas pequenas, tipo muffins ou até que fique dourado.

 

Sobre as Chefs:

Paula Couri

Cursou faculdade de nutrição, posteriormente se formou em gastronomia e há 11 anos trabalha com aulas, eventos, treinamentos e consultorias em gastronomia contemporânea, internacional, funcional, low carb, diet e light.

Mariana Lisboa

Formada em gastronomia pela Faculdade Estácio de Sá, trabalha há 9 anos na área de gastronomia com consultorias, eventos e alimentação especial, vegetariana, low carb e fit.

 

 

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Ela tem a Força : Maternidade e MMA por Cristina Yukie

Quero apresentar mais uma amiga que me inspira como mulher, mãe e esportista. Nos conhecemos há mais de 25 anos. Hoje com dois filhos está mais bonita e em forma do que no passado. Sempre que possível pretendo trazer textos como este, escrito por Yukie, para mostrar que podemos e devemos conciliar a maternidade a pratica de esportes. 

“Meu nome é Yukie, tenho 42 anos, sou casada há 17 e tenho 2 lindos filhos, Lucas de 13 e Gabriel de 9.
Quando recebi o convite da Carol, confesso que pensei: “Será que eu tenho algo a dizer, será que vou conseguir escrever?”
Bom, vamos lá. O esporte sempre esteve presente na minha vida, sempre fui muito ativa no colégio, jogava handball, volleyball, fazia balé, jazz e natação. Nunca fui competitiva, sempre fiz esporte pelo simples prazer de manter o corpo em movimento.
Durante a faculdade, fazia todas as aulas que inventavam na academia, aeróbica, step, aerostep, aerobahia, bodypump, musculação…
Depois que me casei e fui mãe, as coisas mudaram um pouco, ou melhor, muito. Não tinha mais forças e nem ânimo para toda essa agitação. O que eu mais queria era um tempo para dormir. Meus filhos sempre acordaram a noite toda para mamar e isso me deixava exausta. Mal sabia eu, que essa falta de vitalidade estava ligada à falta de exercícios.
Até que um dia me animei e desci na academia do prédio para dar uma caminhada na esteira. Quando vi todos aqueles aparelhos que um dia fizeram parte do meu dia-a-dia e naquela hora me pareciam tão estranhos, me deu uma tristeza! Mas fui em frente, cada dia um pouco e no outro um pouco mais. A minha resistência física foi melhorando e a medida de ela aumentava, eu me animava.
Há 5 anos, estava correndo na esteira da academia do meu prédio e de olho em uma aula de Muay Thai  que estava acontecendo no mesmo espaço. Como quem não quer nada, fui perguntar como funcionava e pronto! Já não tinha mais volta!
Comecei tendo 1 aula por semana com um Personal Fighting de MMA, e agora treino praticamente todos os dias em um clube de luta aqui em Porto Alegre e faço yoga para me alongar.
Nunca me senti tão bem e em forma.
Encontrei na luta o meu ponto de equilíbrio. Saio do treino uma nova mulher todos os dias.
O inevitável se torna mais prazeroso quando escolhemos um bom caminho. Gosto do meu corpo, do meu rosto e da maneira que escolhi para envelhecer.
A maternidade nos faz mudar, mas nada impede que seja para melhor. Hoje sou mais ponderada, um pouco mais calma, penso antes, reflito mais, sou mais amorosa, mais preocupada, mas tudo isso fora do ring, pois lá dentro, como disse acima, sou outra pessoa!”

Instagram: @cyukie

Mãe de 3 e Atleta (IRONMAN) : Catarina Porfírio

Conheço Catarina já faz tempo, sempre foi bela e determinada. Perdemos contato por alguns anos, agora depois dos 40 anos de idade, nos reencontramos pelas redes sociais. Para minha surpresa e admiração, Catarina hoje esta ainda mais determinada, forte e bonita. Decidi convida-la para escrever e compartilhar com vocês este exemplo de superação e força. Inspirador!

A maternidade não me impediu de me tornar atleta!

Quando criança fui ginasta. Passava todas as manhãs no ginásio do Minas Tênis Clube fazendo aula de ginástica olímpica, era a parte mais feliz do meu dia.

Meu sonho era ser selecionada para a equipe do clube, na qual só havia atletas com muito potencial, mas esse sonho nunca se realizou porque embora eu fosse muito flexível e dedicada eu era alta, pesada, um biotipo que condenava meu progresso na modalidade!

Na adolescência fui nadadora, integrei uma equipe de competição, fui federada pelo Praia Clube e disputei campeonatos regionais!

Depois veio a faculdade, casamento, três gestações seguidas e com isso me distanciei do esporte competitivo por 20 anos, mas hora nenhuma deixei de praticar esporte, me exercitava uma hora, 5 vezes por semana, alternando musculação com aeróbico!

Em 2013, aos 39 anos resolvi me inscrever em um triathlon da região, estava com muita saudade de nadar e curiosa para saber como seria meu desempenho depois de tanto tempo longe das piscinas.

Como eu não tinha domínio do ciclismo na época, entrei no revezamento com meu marido. Eu nadei e corri, e ele pedalou. Mesmo ambos não tendo nenhuma experiência com o triathlon, conseguimos um pódio de terceiro lugar e ganhamos um troféu maravilhoso! Ali me encantei pelo triathlon e decidi que iria treinar para me tornar uma triatleta.

Comecei nas provas menores e em um ano já estava fazendo meu primeiro IRONMAN 70.3 e dois anos depois fiz o IRONMAN 140.6, a maior e mais difícil prova regulamentadas do triathlon.

Ao todo foram 7 IRONMAN 70.3 e 2 IRONMAN 140.6. Uma média de três horas diárias de treino de segunda a sábado, inúmeras competições no Brasil e outras fora: Monterrey/México, Miami/EUA, Londres/Inglaterra, Tirol/Áustria. Sonhava em ser atleta, ter um corpo atlético e ser assim reconhecida desde que eu era criança, mas isso só foi acontecer na fase menos provável da minha vida: aos 39 anos, após ter me tornado mãe de três filhos!

Hoje, tenho 43 anos, nesses quatro anos meu corpo se transformou, tenho hoje a melhor forma física da minha vida! Estou em paz com o espelho e me orgulho da imagem que vejo porque ela não veio de graça, por trás dela há muita dedicação. Mesmo tendo engordado muito nas três gestações, a maternidade não me impediu de recuperar a forma física.

Amo meus três filhos, mas sei que para ser uma boa mãe, preciso antes de tudo estar bem comigo mesma e ser atleta me traz essa realização! É fácil conciliar a vida de atleta com a maternidade? Não, mas é possível! Toda escolha tem seu preço: o sedentarismo custa caro, ser atleta também! Vale refletir e fazer a escolha que te faz feliz!

Por: Catarina Porfírio

Instagram: @catarina140.6