Dica de leitura: “O Livro do Corpo” ( The Body Book – Cameron Diaz)

Cameron Diaz sempre foi um ideal de beleza feminina para mim, a atriz é conhecida por seus filmes, beleza e seu bom humor. Seu livro The Body Book, (O Livro do Corpo) compartilha alguns de seus segredos para se tornar uma mulher mais feliz, saudável e  forte. O livro é fundamentado na ciência e inspirado pela experiência pessoal da atriz e foi um best seller do New York Times.

O livro não se trata de uma receita de bolo para ficar em boa forma e nem tampouco promete fórmulas mágicas afinal, não somos mais ingênuas para cair neste tipo de enganação não acha?! Sempre tive a certeza de que tudo que vem rápido, vai embora rápido e somente uma mudança real e a longo prazo realmente é eficaz.

O grande diferencial do livro é a abordagem científica mas que permite fácil adaptação na prática e à nossa realidade, de como cuidar do nosso corpo para ter uma vida longa com força e saúdepor toda vida!

Ela, assim como eu, durante a adolescência se alimentava muito mal e hoje aos 45 anos esbanja saúde e vitalidade. É exatamente isso que acho importante. Temos que buscar alimentos que tragam saúde e previnam doenças, e não alimentos que nos adoeçam.

A geração de nossos filhos já esta pagando um preço alto por conta da má alimentação. Em um trecho do livro o assunto é abordado: “Ao longo da história a expectativa de vida do homem aumentou lenta e uniformemente… Segundo um estudo de 2005 publicado no New England Journal of Medicine, está e a primeira geração de crianças americanas cuja expectativa de vida é menor que seus pais. Deu para entender? Pela primeira vez na história, nossa expectativa de vida está diminuindo em vez de aumentar

Este livro discute a biologia da nutrição, boa forma e saúde mental de forma bem simples e compreensível. Embora isso possa soar como um assunto cansativo para muita gente, na verdade é extremamente motivador. Todo mundo sabe que o açúcar, alimentos industrializados, sódio em excesso e conservantes são ruins. No entanto, uma vez que você entenda o real motivo porquê que não deve comer tudo isso, o desejo diminui.

Em outras partes do livro encontramos descrições específicas do efeito que proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, água e minerais têm sobre o nosso corpo e toda esta explicação serve como uma inspiração para consumir mais ou não cada um.

O livro também oferece uma visão interessante da conexão do nosso corpo e mente, desde o nível celular até os grupos de alimentos, importância do movimento (atividade física) da força muscular e óssea e por que precisamos suar um pouco todos os dias.

O livro não estabelece metas para alcançar em sete dias ou em um ano; ele oferece uma abordagem ampla, para que possamos fazer escolhas conscientes e alcançar uma vida saudável com mais respeito e amor ao nosso corpo, respeitando sempre a nossa natureza que é única.

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O que podemos fazer para nossos filhos terem hábitos alimentares saudáveis?

Desde que Luana, hoje com 11 anos, começou a comer sozinha escuto quase que diariamente a pergunta: “Mamãe, posso ficar só hoje sem comer salada?” minha resposta é sempre a mesma, “NÃO!”

Já fui taxada de radical, e outras palavras mais, por causa de minha postura alimentar com as meninas. Não me importo! Quero ter a certeza que o trabalho de base foi feito e se um dia decidirem, ao sair de casa, não se alimentar mais assim, vou lamentar, mas minha consciência vai estar tranquila.

Muitas vezes a alimentação saudável pode parecer difícil de ser seguida, mas na verdade é bem simples: precisamos daqueles nutrientes dos alimentos que a natureza nos oferece, ou seja, quanto mais natural e  integral for o alimento que você coloca na mesa de sua casa, mais fácil será conseguir os nutrientes que seus filhos precisam para serem saudáveis.

Lógico, que na prática  sabemos que muitas vezes as coisas não vão funcionar desta forma. Nossos filhos nem sempre comem o que oferecemos. E quando estiverem maiores farão as próprias escolhas. Como podemos então ajudá-los a crescer, alimentando bem e   que possam continuar fazendo escolhas saudáveis quando estiverem fora de nossa casa?

De acordo com especialistas os alimentos que oferecemos aos nossos bebês em crescimento podem ajudar a moldar seus padrões alimentares à medida que crescem.

Se oferecemos apenas coisas doces como bananas, batata-doce, maçã provavelmente irão preferir um paladar mais doce. Tente começar com algo como espinafre e brócolis antes de apresentar o doce. Troque uma idéia com o pediatra.

À medida que seu filho cresce, tente continuar oferecendo mais vegetais do que frutas e doces. O paladar de cada criança é diferente, então será mais fácil para alguns do que para outros, mas vale a pena o esforço.

Minhas filhas demonstram interesse em cozinhar sempre que as convido. Muitas vezes, quando resolvo fazer alguma receita nova, com legumes e ingredientes integrais, sei que a chance das meninas experimenta-la é pequena e uma boa estratégia é pedir uma ajuda para cozinhar, sendo assim elas mostram bem menos resistência, e muitas vezes comem com gosto, sabendo que ajudaram a fazer aquele prato!

Falo abertamente com as meninas sobre como certos alimentos podem realmente fazer mal à saúde. Na maior parte das vezes esses alimentos são açucarados, com farinha refinada ou alimentos muito industrializados.

O vício em açúcar é uma coisa real, muito perigosa e não é algo que queremos para nossos filhos. Sabemos que o mecanismo de ação do açúcar no cérebro é bem semelhante ao das drogas, além de causar a obesidade e diabetes tipo 2 mais tarde na vida.

Na prática as coisas aqui em casa funcionam mais ou menos assim, não compro, não ofereço, mas permito de vez em quando fora de casa: refrigerantes, bolachas recheadas, doces, etc…

Sempre tenho à vontade na cozinha: frutas, legumes, iogurte, castanhas, leite, cereais integrais.

Como adoro cozinhar, estou sempre buscando receitas novas com ingredientes frescos e nutritivos.

Conseguir que nossos filhos comam de maneira saudável pode, às vezes, ser uma luta, mas é uma luta de amor e que podemos sair vitoriosas com o tempo. Mesmo que pareça que nada está funcionando, nossos filhos absorvem mais do que podemos imaginar. ]

Na minha casa, quando criança, tive a sorte de ter pais que tiveram a preocupação com a alimentação de qualidade e hoje sigo este exemplo. Queremos que nossos filhos cresçam saudáveis, não queremos? de quebra nos mantemos saudáveis também! Vamos seguir firmes fazendo nosso melhor.

Autoestima e a Maternidade

Durante boa parte de minha vida conheci mulheres que enxergavam a  maternidade através de lentes cor-de-rosa,  e quase nunca escutava sobre às partes desagradáveis ​​de  criar filhos, o “lado negro da força”. Minha mãe, sempre muito presente e dedicada não nos criou com esta ilusão romântica, e agradeço muito a ela por isso!

Ter um filho é uma das maiores mudanças que podemos experimentar na vida, então seguindo está lógica, é esperado que a maternidade carregue com ela vários tipos de mudanças psicológicas e consequentemente físicas, não é mesmo?

Comigo não foi diferente, minha autoestima nunca foi muito boa, e antes da maternidade não era muito vaidosa e a preguiça de praticar esportes era maior do que a vontade de estar em forma. Não é difícil de imaginar que logo após o nascimento de minha primeira filha, com o ganho de peso, cansaço e toda bagagem que vem junto a autoestima piorou muito. Somente de 4 anos para cá eu realmente fiz as pazes com ela.

Recentemente, um grupo de pesquisadores analisaram dados de 84.711 mães norueguesas, concentrando-se em como tornar-se mãe afetava a autoestima e a satisfação das mulheres com seus relacionamentos amorosos.

Primeiro, os pesquisadores descobriram que, em média, a autoestima das mulheres diminuiu ao longo da gravidez. Quando as mulheres se tornaram mães, sua autoestima começou a aumentar novamente mas apenas por seis meses! A partir dos seis meses, a autoestima das mães sofreu uma diminuição gradual e prolongada.

Quando se trata de satisfação no relacionamento, os efeitos típicos da maternidade não parecem ser muito melhores.

Os pesquisadores descobriram que as mães de primeira viagem tendem a ficar muito satisfeitas com seus relacionamentos amorosos durante a gravidez. No entanto, essas mães experimentaram um declínio precipitado na satisfação do relacionamento na época do parto. Depois desse ponto, a satisfação com os relacionamentos continuou a diminuir gradualmente nos próximos anos.

Claro, estas são tendências de como ter filhos afeta as mulheres, em média, com variação de uma mulher para a outra.

Não precisamos destes dados para confirmara algo que basta a gente observar a nossa volta. Quantas de nós éramos mais vaidosas, satisfeitas com a nossa aparência e com o relacionamento antes da maternidade?

Podemos pensar os porquês desta mudança negativa: a falta de liberdade; de individualidade; as mudanças no corpo; no sexo com o parceiro; as culpas; as inseguranças; a falta de tempo só nosso; o cansaço….

Se a maternidade tem um efeito sobre a autoestima, como o estudo diz, não é razão suficiente para suportar aqueles primeiros anos mais difíceis. Três anos, ou mais, se uma mulher tiver mais que um filho, é muito tempo para se sentir deprimida. É o suficiente para mudar o curso da sua vida.

Embora estivesse fora do escopo do estudo norueguês determinar as causas ou fazer sugestões de como melhorar as coisas, o ato de fornecer dados e informações já é uma grande luz.

Este estudo oferece às mulheres que sofrem com a baixa autoestima depois de ter filhos o pequeno conforto de saber que o que estão vivendo é normal e, com sorte, a possibilidade de desistirem de abraçar demandas desmedidas na maternidade.

O amor próprio e os cuidados com nossa saúde e bem estar físico e psicológico, tem que ter sim, um lugar de destaque em nossas prioridades. Cuidar e amar a si mesma, para poder cuidar e amar o próximo!

Alimentação Saudável não sai de férias! por Mariana Andrade

Férias, quem não gosta delas? Quando falamos de férias vem logo o sinônimo de descanso, busca por um maior bem-estar, momentos de lazer, de diversão, de novas alegrias e renovação das energias. Mas… onde está a preocupação com a alimentação nas férias?

Há quem pense que neste período a boa alimentação também “entra de férias”, puro engano: com mais tempo para pensar em si mesmo, o melhor é pararmos para reavaliar como anda nossa alimentação, buscando assim um equilíbrio capaz de aumentar os benefícios de umas boas férias.

O ideal é evitar armadilhas e é fundamental resistir às tentações. Sendo assim, a alimentação deve continuar nos horários certos, não se permitindo “comer com os olhos”.

Veja algumas dicas:

Evite “pular” o café da manhã, pois a primeira refeição deve garantir a energia necessária para aproveitar o dia inteiro;

Procure manter as 5 a 6 refeições ao dia, mantendo sua rotina: horário para acordar, para fazer as refeições, para se divertir e para dormir;

Evite que fique beliscando besteiras o dia inteiro;

Evite comer certo tipos de alimentos em exagero, como chocolates, doces, salgadinhos, frituras, etc.

Mantenha o consumo de 2 litros de água;

Se você se organizar consegue até levar seus lanches nos passeios, como: sanduíches naturais, crepioca, etc.

Deixe sempre na bolsa/no carro uns lanchinhos extras caso a fome aperte em horários que você não esteja preparado. Principalmente em viagens e passeios longos, para não acabar caindo nas guloseimas.

Leve com você: barras de frutas, barras de proteína, kits com castanhas, frutas secas, coco chips, whey protein em sachê são boas opções;

Caso queira experimentar algum prato que tenha mais carboidrato (massas, etc), inclua no almoço e no jantar mantenha opções com vegetais e carnes;

Experimente criar pratos novos e saudáveis, incluindo vegetais.

Realize atividades físicas, ao menos uma caminhada.

E lembre-se: apesar de férias serem sinônimo de diversão, não podemos nos descuidar de nossa saúde. Caso contrário, no final das férias, novamente estaremos com a consciência pesada por termos adquirido aqueles “quilinhos a mais” indesejáveis.

Curta as férias da melhor maneira possível, aprendendo que a energia não vem somente do lazer momentâneo, mas também da boa alimentação que você deve continuar a ter!

Mariana Andrade 

Nutricionista Funcional ; Clínica Maison Blanc (31) 3309-2007 nutricaofuncionalbh@gmail.com
nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

Acupuntura, minha expêriencia com a ansiedade

Anos atrás, recém casada e no interior de São Paulo, passei por uma crise grande de ansiedade. Procurei ajuda de um médico psiquiatra e tomei durante algum tempo medicamentos ansiolíticos.   O problema não era a eficácia do tratamento com estes remédios , mas o fato de ter que tomar comprimidos diariamente, me fazia sentir dependente. Um amigo, relatou sua experiência com um médico acupunturista e curiosa resolvi ir atrás dele.

Comecei o tratamento muito descrente, confesso. Como aquelas agulhas tão finas poderiam ser melhor do que aquela química tão forte que eu estava tomando? e não é que foi!

Algumas semanas atrás, em plena crise de sinusite e vivendo uma fase de ansiedade, decidi marcar consulta. Para quem não sabe a Acupuntura é um método terapêutico, que teve origem na China e se caracteriza pela inserção de agulhas na superfície do corpo, para tratar doenças e promover a saúde. Ela é reconhecida como especialidade médica desde 1995 pelo Conselho Federal de Medicina.

O paciente é diagnosticado através de perguntas sobre a sua vida e através da observação da pele e língua, analisando a cor e aspecto dessas duas regiões. Também são analisadas a respiração, pulsação e outras.E depois de feito o diagnóstico, o paciente pode ter mais de mil pontos de acupuntura estimulado nas seções.

De acordo com a Dra. Ana Eliza Queiroga de Medeiros o mecanismo de ação tem sido demonstrado através de pesquisas científicas realizadas, onde a inserção das agulhas nos pontos de acupuntura estimula as terminações nervosas da pele e dos tecidos subjacentes. Este estímulo gera uma mensagem que segue pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central, onde ocorre a liberação de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores que promovem a modulação sobre as emoções, sobre o sistema endócrino, sistema imunológico, sobre as dores em geral, provocando efeitos analgésico, anti-inflamatório, relaxante muscular e mental, e vários outros efeitos nas funções orgânicas.

A OMS ( Organização Mundial de Saúde) organizou uma extensa lista de doenças tratáveis com acupuntura como por exemplo disfunções neurológicas, psiquiátricas, ortopédicas, respiratórias, reumatológicas, digestivas, endócrinas, entre outras.

O campo de atuação da acupuntura é muito amplo devida a sua natureza e mecanismos de ação, regula, equilibra e harmoniza o funcionamento do organismo como um todo.

Minha crise de sinusite, que já passava de 15 dias e mesmo com medicação ainda sentia dor aguda na face, foi “tirada com a mão” após a sessão daquele dia.

Já sinto uma melhora significativa na minha ansiedade e na qualidade do meu sono. Faço hoje em dia, uma sessão por semana.

Sei que algumas pessoas têm certo receio por causa das agulhas, eu particularmente não sinto dor alguma, dependendo do ponto, um pouco de incomodo. Sou super agitada e mesmo assim consigo relaxar ao ponto de dormir na maca com todas aquelas agulhas espetadas em mim.

Hoje não só acredito como comprovei a eficácia por mais de uma vez, tratando ansiedade, prisão de ventre, alergia e sinusite e recomendo!

Leia mais:

http://www.ibramrp.com.br/noticia/58/por-que-a-acupuntura-funciona-para-alivio-da-ansiedade

http://www.abapuntura.com.br/pagina_simples.php?titulo=EFEITO%20NO%20SEU%20ORGANISMO&pagina=efeito_organismo

O que ensinamos aos nossos filhos quando gritamos?

Resolvi escrever sobre este assunto não porque sou uma mãe perfeita, daquelas mulheres serenas que nunca se alteram e levantam o tom de voz. Detesto gritar com as meninas, mas uma vez ou outra, com muito pesar confesso, que isso acontece aqui em casa. Mas tenho uma meta interna de lutar comigo até chegar ao ponto de não fazer mais.

Já sabemos que as pesquisas dizem que dar palmadas nos filhos pode provocar neles comportamentos agressivos. Só que, em “substituição” destas palmadas, muitas vezes ao sair do sério nosso primeiro recurso é gritar com os filhos.

A pior forma de gritos são aqueles que envolvem insultos e xingamentos. Existe até uma pesquisa que mostra que esse tipo de gritaria é mais prejudicial do que as próprias palmadas.

Quando estes gritos acontecem muito raramente, em uma situação extrema, ok, pedimos perdão e seguimos em frente, mas se o grito é o caminho para tentar educar em nossa casa ou a maneira de fazer com que nossos filhos nos escutem, estamos indo muito mal.

Muitas vezes o que irão  aprendem é que você pode gritar para deixar alguém mais frágil e somente assim ele irá conseguir a atenção de alguém. Nossos filhos aprendem que podem tratar aqueles que são menores ou mais fracos desta forma, intimidando, aos gritos porque assim será escutado.

E não devemos nos surpreender se virmos nosso filho gritando com o irmão, colegas e amigos pois ele aprendeu isso em casa.

Nos incomoda muito quando alguém grita com a gente porque parece desrespeitoso, grosseiro e agressivo, para nossos filhos também!

Com a diferença de que eles nos amam e nos idolatram, nos tem como exemplo e pensam que tudo o que fazemos é ótimo, e deve ser repetido. Por isso a criança enxerga que se gritamos com eles é porque merecem ser tratados de forma rude.

É por isso que é tão importante pedir perdão, para que nossos filhos entendam que ninguém deve ser tratado desta forma, inclusive eles.

Toda vez que gritamos,  perdemos um pouco do respeito, da comunicação, aumentamos a distancia e o desconforto emocional. Além de causar segundo psicólogos um desastre na auto estima dos filhos.

E o que podemos fazer para tentar melhorar ou reverter este nosso comportamento? segundo a psicóloga Mireia Navarro Vera, devemos:

  • Adquirir um compromisso:
    será como um acordo familiar em que nos comprometemos a parar de gritar e falar com respeito. Vamos dizer aos nossos filhos que estamos aprendendo a fazê-lo e que eles terão que nos ajudar, que provavelmente cometeremos erros, mas que, se tiverem paciência, faremos o melhor a cada momento.
  • Nosso trabalho como pais é controlar nossas emoções:
    com o manejo de nossas emoções, ensinamo-los a controlar as deles. Se formos um bom exemplo, eles serão melhores. Portanto, devemos começar a trabalhar com nossas emoções, o que sentimos, o que transmitimos e como o controlamos. É um treinamento que requer tempo e esforço.
  • Lembre-se que as crianças devem agir como crianças:
    devem brincar, o esperado para a idade e nós somos os responsáveis por lembrá-los de suas obrigações todos os dias. É o nosso trabalho como pais. 
  • Pare de recolher lenha:
    quando você tem um dia ruim, qualquer faísca acenderá o fogo. Tire um momento, faça algo que faça você se sentir melhor e pare de se reunir lenha para o fogo. Em algum momento você tem que parar.
  • Ofereça empatia quando seu filho expressar qualquer emoção:
    qualquer emoção, boa ou má, deve ser ouvida. Para mostrar empatia, devemos fazer nosso filho enxergar que entendemos como ele se sente. Dessa forma,  aprenderão a aceitar seus próprios sentimentos, que é o primeiro passo para aprender a lidar com eles. Depois que as crianças conseguem controlar suas emoções, elas também podem gerenciar seu comportamento.
  • Trate seu filho com respeito:
    quando as crianças são tratadas com respeito, elas sentem mais vontade de se comportar e tratar os outros com respeito. Você apenas tem que entender que seu filho merece seu respeito mais do que qualquer outra pessoa.
  • Quando você ficar com raiva, pare:
    não faça nada nem tome decisões. Respire fundo. Se você já está gritando no meio da frase. Não continue até que esteja calmo. Falar, punir ou agir quando se está com raiva aumenta muito a probabilidade de tomar decisões erradas, gritar em vez de falar, usar punições exageradas e sem instrução e agir de forma desproporcional.
  • Respire e perceba seus sentimentos:
    quando você ficar com raiva de seu filho e sentir raiva e raiva, afaste-se da situação, se possível, e respire. Lave seu rosto e pense sobre o que está sob essa raiva que geralmente é medo, tristeza e decepção. Dê a si mesmo um espaço para sentir e chore se você sentir, então você verá como a raiva desaparece.
  • Encontre sua própria sabedoria:
    analise a situação objetivamente. Agora que você não sente mais raiva, será mais fácil. Pense no que você deseja alcançar e qual é a melhor maneira de fazer isso. Você quer que seu filho lhe obedeça, seja paciente e repita a norma quantas vezes for necessário, até mesmo o ajude fisicamente a fazê-lo, pegue-o pela mão e guie seus passos. Você quer que seu filho o respeite, ensine-o pelo exemplo. Você quer educar bem o seu filho, faça-o a partir do reconhecimento e do afeto não dos gritos e punições. Defina seus objetivos e também defina seus passos. Aprender requer tempo e paciência, seu filho não pode aprender tudo a princípio, ao contrário, é o contrário, você não aprenderá nada no início.
  • Adote medidas positivas, procure um lugar calmo.

Às vezes, basta respirar, sair um pouco de perto,  para que a raiva desapareça.

Administrando bem nossas emoções e sentimentos, ensinamos o mesmo aos nossos filhos e isso certamente nos tornará mães muito melhores.

Leia mais:

Gritar com crianças é tão ruim quanto bater nelas

Gritar com os filhos pode ser prejudicial

 

Egoísta eu?!

Assim que me tornei mãe pela primeira vez, acredito que como outras muitas mulheres comecei a viver uma fase em que a prioridade era cuidar da minha filha, da casa, do marido e de certa forma eu não conseguia mais cuidar de mim mesma.

Me sentia exausta e sem energia. Eu sabia que algo precisava mudar, e aconteceu … Aprendi a ser egoísta. E aprendi que era o melhor presente que eu poderia ter dado a mim mesma e à minha família também.

Definitivamente a palavra “egoísta” remete a um sentimento negativo, a moralidade exige que sejamos altruístas, mas gostaria de apresentar a palavra no sentido de “cuidar de si mesma”. Arrisco dizer que o egoísmo é saudável quando não esquecemos os nossos deveres e não ultrapassamos o direitos dos outros.

Nós mães e mulheres  somos educadas desde pequenas a cuidar do próximo, o que é natural e muito incentivado, aprendemos a cuidar e servir a todos menos a nós mesmas. Muitas vezes sacrificamos nossa saúde, boa forma, nutrição e serenidade para atender as necessidades e desejos de nossos filhos, marido e família.

Como ser feliz, forte e saudável para quem você ama se não se cuidar? Você só vai conseguir, se for um pouco egoísta todos os dias reservando um tempo para olhar para si mesma e escutar seus anseios e respeitar seus limites.

Quando deixamos de cuidar de nós mesmos, perdemos a força, nos sentimos esgotadas e com baixa auto estima, além de mostrar aos nossos filhos que as nossas necessidades  não são importantes como as deles.

Como queremos reconhecimento e amor se nós mesmas não nos amamos o suficiente?

Tudo isso que hoje escrevo aqui não veio de forma simples e natural em minha vida. Como já relatei em outros posts, tenho aprendido com o tempo a me amar de verdade, de forma lenta e madura. Ainda sinto dificuldade em dosar e saber até onde devo respeitar minha vontade e o quanto devo ceder para conseguir equilíbrio. Mas o fato é que viver este “egoísmo” que nada mais é do que cuidar de mim mesma, tem me feito uma mãe e esposa melhor.

Alguns exemplos de hábitos que inseri em minha vida:

  • Alimentar bem e adaptar a minha dieta saudável para a família. Eu cozinho e compro aqueles alimentos que considero saudáveis. Minhas filhas comem aquilo que eu ponho na mesa, e não o contrário.
  • Tenho meu horário de programação na TV. Acompanho jornais e séries, durante estes horários as meninas podem ler, desenhar, jogar um pouco no tablet.
  • Treino pela manhã, assim que deixo as meninas na escola. Meu exercício é sagrado!
  • Dividir tarefas domésticas com o marido, mesmo sendo dona de casa, me dou o direito de sentir cansaço e pedir ajuda em tarefas de casa e com as meninas (sem culpa).
  • Falo abertamente sobre meus sentimentos com a família. Quando estou cansada, sobrecarregada ou chateada, exponho o que sinto e peço a colaboração de todos, assim como faço com eles.

Hoje reconheço minha força interior e cuido da melhor forma que posso de minha família, mas deixei de lado a posição de “super heroína” pois este papel já aprendi que não me faz bem!