Câncer: como prevenir ; por Mariana Andrade

A ligação entre a alimentação e o câncer está bem estabelecida, e estima-se que a nutrição e o estilo de vida sejam determinantes em um terço de todos os casos de câncer. Evidências de estudos epidemiológicos apoiam uma associação entre risco de câncer e o baixo consumo de frutas e vegetais.

A obesidade e falta de exercícios são graves fatores de risco para certos tipos de câncer de mama pós-menopausa, câncer de colón em homens e mulheres, câncer do endométrio, câncer de próstata, câncer renal e possivelmente câncer pancreático.

A nutrição por meio de alimentos específicos e seus componentes bioativos podem ser utilizados com uma estratégia de prevenção do câncer.

Uma alimentação alcalina tem sido relacionada com menor risco de desenvolver câncer, ela é baseada em consumo de frutas e vegetais, e na eliminação de alimentos industrializados (acidificantes), ricos em açúcar, aditivos químicos, amido, farinha branca, laticínios e carne vermelha, pois estes acidificam o sangue e dificulta a absorção de nutrientes e a eliminação de toxinas, gerando inflamação no organismo que levam ao desenvolvimento do câncer.

Uma alimentação anti-câncer deve ser anti-inflamatória e deve ser livre de alimentos alérgenos, pois as alergias alimentares geram inflamação e ativa a liberação de citocinas inflamatórias.

O intestino deve funcionar todos os dias, pois a constipação intestinal (prisão de ventre) tem sido relacionada com o risco de câncer, pois gera um microbioma inflamatório.

Problemas na tireoide estão relacionados a chance de desenvolver câncer de mama, o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado, pois na falta de T3 o metabolismo da estrona (estradiol) vai ser alterado para uma forma mais carcinogênica.

As toxinas ambientais, agrotóxicos, metais tóxicos, plastificantes (bisfenol, fitalatos, benzenos) presentes em alimentos em embalagens plásticas estão relacionados com o desenvolvimento de câncer.

Com base em artigos atuais, segue algumas atitudes saudáveis que podem reduzir o risco de desenvolver o câncer:

– Consumir 6 porções de Frutas e verduras ao dia, de preferência orgânicos;

– Alimentos fora de época terão mais agrotóxicos;

– Comer Brássicas (couve, rúcula, couve-flor, repolho roxo, folha de brócolis, nabo, rabanete) modula processo de desintoxicação;

– Consumir 6 x na semana 15gramas por dia de sementes oleaginosas (semente de chia, castanhas, macadâmia, gergelim, semente de abóbora);

– Utilizar temperos (cúrcuma, gengibre, alho, cebola):

– Consumir probióticos, como: Kombucha e Kefir de açúcar mascavo, pois melhoram o microbioma intestinal;

– Evitar consumo de: café quente em copinho de plásticos, água em garrafas de plásticas, cozinhar arroz em saquinhos plásticos, esquentar alimentos em embalagens plásticas, sucos de caixinha, leite em caixinha.
– Alimentos Alcalinizadores do sangue:
Laranja, banana, cereja, abacaxi, pêssego, figo, melão, kiwi, mirtilo, maçã, pêra, limão, lima, melancia, uva, manga, mamão papaya, cenoura, tomate, milho fresco, cogumelos, repolho, ervilha, casca de batata, azeitona, tofu, quiabo, abóbora, beterraba, aipo, alface, abobrinha, batata doce, aspargo, cebola, alho, salsa, espinafre cru, brócolis, suco de vegetais, castanhas, amêndoas, óleos de canola e de oliva, amaranto, arroz selvagem, quinoa, soja, chá de gengibre chá verde, chá de ervas, água com limão.

Mariana Andrade  é Nutricionista formada pela Faculdade UNIBH, especializada em Nutrição Funcional pela Faculdade UNICSUL.

Com experiência em atendimento clínico nutricional em clínica de emagrecimento multidisciplinar, planejamento de dietas, reeducação alimentar e emagrecimento ortomolecular.

Atualmente trabalha na área de emagrecimento ortomolecular e nutrição para praticantes de atividade física.

Site: https://nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

 

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Nunca é Tarde para Encontrar um Esporte para Chamar de Seu!

Fui uma criança e adolescente muito ativa e a pratica de esportes sempre foi algo de extrema importância para meus pais. Na vida adulta, hoje sei que provavelmente por não ter encontrado o esporte adequado para mim, me tornei sedentária.

somente de três anos para cá, considero que me tornei uma mulher ativa e hoje pratico mais de um esporte na semana e me exercito de 4 a 5 vezes por semana, religiosamente!

Na verdade, há uma série de razões para começar a praticar exercícios depois de adulto, e muitos benefícios já comprovados, como:

Você pode amplificar o seu nível de diversão! Uma nova atividade que te desafia e coloca um novo gás na vida pode torná-la divertida novamente. Nunca é tarde demais para tentar. Não gosto de esportes muito “previsíveis” e não suporto ter que seguir uma ficha de musculação por exemplo! Descobri no CrossFit, escalada e em aulas diferentes como Parkour, Ninja Warrior e Free Jump atividades muito divertidas e desafiadoras.

Somente com estes desafios mentais e físicos eu consigo continuar motivada para manter a rotina frequente de exercícios. Não é porque sou mãe de duas meninas, esposa, e tenho 41 anos que tenho que fazer aulas que são comuns para todas. Não gosto de aulas de dança, academia e musculação, definitivamente! Pode ser também este o seu motivo de não conseguir ficar firme e persistir na pratica de exercícios, já pensou nisto?

Atrasar o relógio biológico. Pesquisa sobre envelhecimento e desenvolvimento muscular mostra que o treinamento de resistência progressiva em indivíduos mais velhos, se feito com uma carga suficiente e frequência correta, podem neutralizar a diminuição natural da força muscular que naturalmente ocorre com a idade. Você também poderá diminuir seus riscos de desenvolver doenças como osteoporose, hipertensão, diabetes tipo II e doença arterial coronariana.
Você pode racionalizar sua vida social. Além dos resultados físicos positivos do exercício regular, os estudos também mostram que podemos ter uma considerável ajuda na saúde mental também, melhorando a memória e os declínios da função do cérebro associados com a idade.

Seja qual for a sua idade, se você se encontra inclinado a iniciar uma nova rotina saudável e dar o primeiro passo, consulte o seu médico e encontre uma atividade que desperta o seu interesse… e comece logo um novo capítulo!

Dica de leitura: “O Livro do Corpo” ( The Body Book – Cameron Diaz)

Cameron Diaz sempre foi um ideal de beleza feminina para mim, a atriz é conhecida por seus filmes, beleza e seu bom humor. Seu livro The Body Book, (O Livro do Corpo) compartilha alguns de seus segredos para se tornar uma mulher mais feliz, saudável e  forte. O livro é fundamentado na ciência e inspirado pela experiência pessoal da atriz e foi um best seller do New York Times.

O livro não se trata de uma receita de bolo para ficar em boa forma e nem tampouco promete fórmulas mágicas afinal, não somos mais ingênuas para cair neste tipo de enganação não acha?! Sempre tive a certeza de que tudo que vem rápido, vai embora rápido e somente uma mudança real e a longo prazo realmente é eficaz.

O grande diferencial do livro é a abordagem científica mas que permite fácil adaptação na prática e à nossa realidade, de como cuidar do nosso corpo para ter uma vida longa com força e saúdepor toda vida!

Ela, assim como eu, durante a adolescência se alimentava muito mal e hoje aos 45 anos esbanja saúde e vitalidade. É exatamente isso que acho importante. Temos que buscar alimentos que tragam saúde e previnam doenças, e não alimentos que nos adoeçam.

A geração de nossos filhos já esta pagando um preço alto por conta da má alimentação. Em um trecho do livro o assunto é abordado: “Ao longo da história a expectativa de vida do homem aumentou lenta e uniformemente… Segundo um estudo de 2005 publicado no New England Journal of Medicine, está e a primeira geração de crianças americanas cuja expectativa de vida é menor que seus pais. Deu para entender? Pela primeira vez na história, nossa expectativa de vida está diminuindo em vez de aumentar

Este livro discute a biologia da nutrição, boa forma e saúde mental de forma bem simples e compreensível. Embora isso possa soar como um assunto cansativo para muita gente, na verdade é extremamente motivador. Todo mundo sabe que o açúcar, alimentos industrializados, sódio em excesso e conservantes são ruins. No entanto, uma vez que você entenda o real motivo porquê que não deve comer tudo isso, o desejo diminui.

Em outras partes do livro encontramos descrições específicas do efeito que proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, água e minerais têm sobre o nosso corpo e toda esta explicação serve como uma inspiração para consumir mais ou não cada um.

O livro também oferece uma visão interessante da conexão do nosso corpo e mente, desde o nível celular até os grupos de alimentos, importância do movimento (atividade física) da força muscular e óssea e por que precisamos suar um pouco todos os dias.

O livro não estabelece metas para alcançar em sete dias ou em um ano; ele oferece uma abordagem ampla, para que possamos fazer escolhas conscientes e alcançar uma vida saudável com mais respeito e amor ao nosso corpo, respeitando sempre a nossa natureza que é única.

Receita Low Carb: Bolo Queijadinha por Chef Paula Couri e Chef Mariana Lisboa

Gosto muito de cozinhar, e cozinho diariamente em casa para a família. Como optei por um estilo de vida mais saudável, faço questão de aprender pratos leves, saborosos e de preferência com ingredientes integrais e com pouco carboidrato.

Tive a oportunidade de participar de curso de culinária Low Carb   com as Chefs Paula Couri  Mariana Lisboa.

Nestes cursos aprendemos passos e técnicas culinárias enquanto as chefs executam algumas receitas e posteriormente degustamos cada uma delas. Uma delicia!

A seguir compartilho uma receita simples e deliciosa Low Carb das Chefs com vocês.

Curiosidade sobre o Queijadinha:  é um típico doce brasileiro, oriundo da culinária portuguesa e um dos poucos que não têm origem nos conventos das ordens religiosas. Essa verdadeira lenda da doçaria tradicional brasileira também recebeu influência da cultura dos escravos africanos. Conta a história que foi um escravo quem substituiu o queijo pelo coco, o que torna o doce dono de uma característica muito peculiar: embora o nome sugira o contrário, não há queijo na sua composição. O doce é típico no sudeste brasileiro.

BOLO QUEIJADINHA

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de adoçante (de sua preferência)
  • 1 e 1/2 de coco ralado
  • 80g de manteiga derretida
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

Bater todos os ingredientes na batedeira ou com o auxílio de um fouet até ficar homogêneo e em seguida acrescentar o fermento.

Pré aquecer o forno a 180 graus e assar por aproximadamente 30 minutos se for forma única, ou 15 minutos em forminhas pequenas, tipo muffins ou até que fique dourado.

 

Sobre as Chefs:

Paula Couri

Cursou faculdade de nutrição, posteriormente se formou em gastronomia e há 11 anos trabalha com aulas, eventos, treinamentos e consultorias em gastronomia contemporânea, internacional, funcional, low carb, diet e light.

Mariana Lisboa

Formada em gastronomia pela Faculdade Estácio de Sá, trabalha há 9 anos na área de gastronomia com consultorias, eventos e alimentação especial, vegetariana, low carb e fit.

 

 

O Tempo é a Gente que Faz : por Roberta Sodré

Convidei esta amiga para escrever um texto contando um pouco de sua história que para mim é mais um exemplo de força e perseverança. Acompanho seu desempenho no esporte e admiro muito a forma que administra tantos afazeres ao mesmo tempo.

 Roberta Sodré  é mãe de gêmeos, esposa, delegada e atleta de CrossFit.

“Eu nunca fui gordinha. Tá, eu nunca fui nem cheinha, pelo contrário. Morria de amores pelos corpos voluptuosos das amigas que tinham peito, bunda e todos aqueles atributos que fazem um mulherão, sabe?

Sempre fui magrela, seca e desinteressante. Mas eu sempre gostei dos esportes, e de uma forma ou de outra, me dava bem ali naquele meio.

Natação, a antiga ginástica olímpica (que hoje chamam ginástica artística), vôlei… já fiz de tudo um pouco.

Um acidente nos treinos me fez então largar tudo aos 16 anos e recomeçar só na musculação aos 19 anos. Algo que eu nunca gostei.

Após casamento e gêmeos, resolvi que aquele “trem”  estava muito sem graça e decidi me aventurar no tal do CrossFit.

Comecei pensando só na estética, e me apaixonei. Cada dia um passo além, um salto mais alto… e de repente me vi competindo nas seletivas dos melhores do país.

Sim eu com 36 anos, mãe de gêmeos com cinco anos de idade, ali no meio daquelas menininhas todas que vivem daquilo e para aquilo.

E sabe o que eu senti? Orgulho.

Ali eu me encontrei, me achei e permaneci.

Treino hoje cerca de duas horas por dia, a partir das 05:00 da manhã, cinco vezes na semana. Não sofro pra fazer dieta, minha saúde melhorou 898%, além dos treinos de jiu jitsu e defesa pessoal duas vezes na semana (esses aí eu acrescentei por causa da minha profissão, que me exige preparo sempre contra qualquer agressão).

E assim, mãe, esposa, filha, amiga, Delegada de Polícia que trabalha dez horas por dia, eu me vi totalmente fora de uma rotina impositiva de padrão de beleza, para encontrar um outro padrão: o da minha realização.

As coisas não mudam por dois motivos apenas. Ou é medo ou é tarde. O tempo é a gente que faz. Espero vocês!”

Fotografia:Fred Paco

Instagram : Roberta Sodré

Ela tem a Força : Maternidade e MMA por Cristina Yukie

Quero apresentar mais uma amiga que me inspira como mulher, mãe e esportista. Nos conhecemos há mais de 25 anos. Hoje com dois filhos está mais bonita e em forma do que no passado. Sempre que possível pretendo trazer textos como este, escrito por Yukie, para mostrar que podemos e devemos conciliar a maternidade a pratica de esportes. 

“Meu nome é Yukie, tenho 42 anos, sou casada há 17 e tenho 2 lindos filhos, Lucas de 13 e Gabriel de 9.
Quando recebi o convite da Carol, confesso que pensei: “Será que eu tenho algo a dizer, será que vou conseguir escrever?”
Bom, vamos lá. O esporte sempre esteve presente na minha vida, sempre fui muito ativa no colégio, jogava handball, volleyball, fazia balé, jazz e natação. Nunca fui competitiva, sempre fiz esporte pelo simples prazer de manter o corpo em movimento.
Durante a faculdade, fazia todas as aulas que inventavam na academia, aeróbica, step, aerostep, aerobahia, bodypump, musculação…
Depois que me casei e fui mãe, as coisas mudaram um pouco, ou melhor, muito. Não tinha mais forças e nem ânimo para toda essa agitação. O que eu mais queria era um tempo para dormir. Meus filhos sempre acordaram a noite toda para mamar e isso me deixava exausta. Mal sabia eu, que essa falta de vitalidade estava ligada à falta de exercícios.
Até que um dia me animei e desci na academia do prédio para dar uma caminhada na esteira. Quando vi todos aqueles aparelhos que um dia fizeram parte do meu dia-a-dia e naquela hora me pareciam tão estranhos, me deu uma tristeza! Mas fui em frente, cada dia um pouco e no outro um pouco mais. A minha resistência física foi melhorando e a medida de ela aumentava, eu me animava.
Há 5 anos, estava correndo na esteira da academia do meu prédio e de olho em uma aula de Muay Thai  que estava acontecendo no mesmo espaço. Como quem não quer nada, fui perguntar como funcionava e pronto! Já não tinha mais volta!
Comecei tendo 1 aula por semana com um Personal Fighting de MMA, e agora treino praticamente todos os dias em um clube de luta aqui em Porto Alegre e faço yoga para me alongar.
Nunca me senti tão bem e em forma.
Encontrei na luta o meu ponto de equilíbrio. Saio do treino uma nova mulher todos os dias.
O inevitável se torna mais prazeroso quando escolhemos um bom caminho. Gosto do meu corpo, do meu rosto e da maneira que escolhi para envelhecer.
A maternidade nos faz mudar, mas nada impede que seja para melhor. Hoje sou mais ponderada, um pouco mais calma, penso antes, reflito mais, sou mais amorosa, mais preocupada, mas tudo isso fora do ring, pois lá dentro, como disse acima, sou outra pessoa!”

Instagram: @cyukie

Mãe de 3 e Atleta (IRONMAN) : Catarina Porfírio

Conheço Catarina já faz tempo, sempre foi bela e determinada. Perdemos contato por alguns anos, agora depois dos 40 anos de idade, nos reencontramos pelas redes sociais. Para minha surpresa e admiração, Catarina hoje esta ainda mais determinada, forte e bonita. Decidi convida-la para escrever e compartilhar com vocês este exemplo de superação e força. Inspirador!

A maternidade não me impediu de me tornar atleta!

Quando criança fui ginasta. Passava todas as manhãs no ginásio do Minas Tênis Clube fazendo aula de ginástica olímpica, era a parte mais feliz do meu dia.

Meu sonho era ser selecionada para a equipe do clube, na qual só havia atletas com muito potencial, mas esse sonho nunca se realizou porque embora eu fosse muito flexível e dedicada eu era alta, pesada, um biotipo que condenava meu progresso na modalidade!

Na adolescência fui nadadora, integrei uma equipe de competição, fui federada pelo Praia Clube e disputei campeonatos regionais!

Depois veio a faculdade, casamento, três gestações seguidas e com isso me distanciei do esporte competitivo por 20 anos, mas hora nenhuma deixei de praticar esporte, me exercitava uma hora, 5 vezes por semana, alternando musculação com aeróbico!

Em 2013, aos 39 anos resolvi me inscrever em um triathlon da região, estava com muita saudade de nadar e curiosa para saber como seria meu desempenho depois de tanto tempo longe das piscinas.

Como eu não tinha domínio do ciclismo na época, entrei no revezamento com meu marido. Eu nadei e corri, e ele pedalou. Mesmo ambos não tendo nenhuma experiência com o triathlon, conseguimos um pódio de terceiro lugar e ganhamos um troféu maravilhoso! Ali me encantei pelo triathlon e decidi que iria treinar para me tornar uma triatleta.

Comecei nas provas menores e em um ano já estava fazendo meu primeiro IRONMAN 70.3 e dois anos depois fiz o IRONMAN 140.6, a maior e mais difícil prova regulamentadas do triathlon.

Ao todo foram 7 IRONMAN 70.3 e 2 IRONMAN 140.6. Uma média de três horas diárias de treino de segunda a sábado, inúmeras competições no Brasil e outras fora: Monterrey/México, Miami/EUA, Londres/Inglaterra, Tirol/Áustria. Sonhava em ser atleta, ter um corpo atlético e ser assim reconhecida desde que eu era criança, mas isso só foi acontecer na fase menos provável da minha vida: aos 39 anos, após ter me tornado mãe de três filhos!

Hoje, tenho 43 anos, nesses quatro anos meu corpo se transformou, tenho hoje a melhor forma física da minha vida! Estou em paz com o espelho e me orgulho da imagem que vejo porque ela não veio de graça, por trás dela há muita dedicação. Mesmo tendo engordado muito nas três gestações, a maternidade não me impediu de recuperar a forma física.

Amo meus três filhos, mas sei que para ser uma boa mãe, preciso antes de tudo estar bem comigo mesma e ser atleta me traz essa realização! É fácil conciliar a vida de atleta com a maternidade? Não, mas é possível! Toda escolha tem seu preço: o sedentarismo custa caro, ser atleta também! Vale refletir e fazer a escolha que te faz feliz!

Por: Catarina Porfírio

Instagram: @catarina140.6