Mamãe no CrossFit! Um pouco da modalidade para quem ainda não conhece.

Há mais ou menos quatro anos atrás, entrei pela primeira em um box de CrossFit sem realmente ter muita idéia do que encontraria por lá. Eu já havia escutado algumas histórias de conhecidos e suas variadas interpretações do que seriam aulas de CrossFit. Uma coisa era meio comum nestas histórias: contavam algo sobre levantar pneu de trator, vomitar no final das aulas e ser muito semelhante a um treinamento militar. Como já havia tentado sem sucesso muitas aulas em academias “normais”, mesmo sendo sedentária e estando um pouco apreensiva, resolvi tentar como ultima cartada.

O CrossFit foi desenvolvido por Greg Glasser durante várias décadas. 
Todos os exercícios Crossfit são baseados em movimentos funcionais, e estes movimentos agregam os melhores aspectos da ginástica, LPO, corrida, remo e muito mais.

O grande final  é chamado de “WOD” (workout of the day) e é a parte principal de cada treino, e costuma variar de 5 a 30 minutos.
Ele exige alta intensidade de trabalho para se cumprir a tarefa proposta, que pode ser de executar o máximo de exercícios em um tempo determinado, ou uma sequência de exercícios o mais rápido possível, tendo exercícios aeróbicos, exercícios de ginástica e de levantamento de peso.
O WOD do dia é sempre o mesmo para todos, porém os alunos iniciantes executam o movimento de forma adaptada, e o progresso ocorre de acordo com as facilidades aptidões físicas de cada um. Por exemplo, o iniciante faz a barra (pull-up) usando um caixote ou um elástico, até conseguir executar o exercício sem nenhuma adaptação.

Existe um verdadeiro espírito de comunidade no CrossFit e você logo se encontra gritando palavras de encorajamento para os seus colegas. É viciante. Como disse antes, “detestava” academias, uma verdadeira tortura fazer qualquer aula em grupo para mim! Hoje muitas vezes mesmo resfriada, ou dormindo mal, lá estou eu!

Se você nunca treinou peso antes, ou treinou apenas em máquinas fazendo musculação, o CrossFit é um ótimo lugar para começar, desde que você tenha um ótimo treinador. Você aprenderá a fazer todos os levantamentos de peso que nunca imaginou fazer antes, com muita consciência corporal,  e sem julgamentos.

Nestes anos já vi grandes diferenças em minha forma física e ganho de força. Já passei por alguns momentos os quais pensei que iria vomitar ou queria ir embora, mas definitivamente vale a pena! Que tal experimentar?!

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Como consegui abandonar o sedentarismo e seguir firme nos exercícios

Muitas mães ficam por conta da casa e dos filhos em tempo integral, algumas além de cuidar da casa ainda trabalham fora. Quando sobra algum tempo livre, você prefere dormir, ver TV, ler um livro à fazer algum exercício, estou certa? Durante muito tempo em minha vida optei também em usar meu tempo “livre” para ficar em um sofá vendo uma série, navegando na internet ou lendo algum livro.

Antes de dizer que você não tem tempo nem energia para praticar algum exercício, vou falar de algo que comprovei na pratica: exercícios não vão destruir sua energia e sim  aumenta-la, e é exatamente isso que as mães estão em busca, não é mesmo? Hoje com a rotina de exercícios e a mudança dos hábitos alimentares me sinto muito mais jovem e com energia do que quando tinha meus 20 anos.

Então vou tentar resumir algumas dicas que deram certo para mim, como já relatei em post anterior, tenho um histórico longo de sedentarismo, detestava academias e hoje estou no terceiro ano de prática de CrossFit e continuo apaixonada:

  • Crie uma meta para motivar você.

Por que praticar algum exercício seria bom para você? você quer emagrecer e voltar ao peso de antes da gravidez, deseja estar mais animada e disposta para seus filhos e família, ou até mesmo estar na melhor forma de sua vida?

  • Qual será o seu resultado final.

Quando comecei a treinar, minha primeira meta era sair do sedentarismo e dar um bom exemplo para minhas filhas. Comecei a emagrecer, ganhar músculos e senti a necessidade de procurar orientação de uma nutricionista. Fui então em busca de uma meta, ganhei  massa magra e minha melhor forma física de toda vida. Não esperava conseguir isso depois dos 40 e com duas filhas, mas consegui.

  • Encontre uma academia perto de sua casa ou no seu trajeto.

Minha escolha do box de CrossFit foi muito influenciada pelo fato de poder ir a pé e treinar logo após deixar as meninas na escola. Na volta aproveito para fazer compras de supermercado, antes de voltar para casa. É muito importante é que este local seja parte do seu caminho diário, e o mais perto possível de casa, da escola dos filhos, ou do seu trabalho. Desta forma, haverá menos desculpas para faltar aos treinos.

  • Traçar metas realistas. 

Primeiro, planeje o quanto você vai treinar a cada semana. Quando entrei no CrossFit, comecei a treinar duas vezes por semana, já que estava sedentária. Aos poucos, quando comecei a executar melhor os exercícios e a gostar da prática, passei para três vezes por semana, hoje estou em quatro. Se você só pode se exercitar duas vezes por semana por 30 minutos, é melhor do que não fazer nada.

  • Como o exercício faz você se sentir?

Você ama esse sentimento depois de treinar, energia e bem estar, embora esteja cansada. Aquela sensação de dever cumprido. Então, quando você precisar de um pouco de motivação, pense como você se sente bem depois. Não deixe o desanimo bater, no inicio, antes de me apaixonar pelo exercício eu tentava encontrar desculpas em minha mente para não ir. Depois não pensava, limpava tudo aquilo da cabeça e seguia em frente! Quase como tomar coragem para pular em uma piscina gelada para nadar com seus filhos.

  • Encontre a atividade física que te dá prazer.

Durante anos cheguei a perder as contas de quantas tentativas mal sucedidas e matrículas que cancelei, pois simplesmente não conseguir levar a diante as aulas  ou porque não me identificava ou porque morria de tédio: musculação, spinning, zumba, etc…. quando descobri o CrossFit me encontrei! Hoje também frequento um clube de escalada com minhas filhas e também tenho muito prazer aprendendo a técnica por lá.

  • Procure amigos para acompanhar na prática dos exercícios.

Assim, criará uma fonte de motivação a mais para treinar.

  • Procure um bom acompanhamento profissional.

Fundamental você ter bons profissionais para te motivar, assessorar e te dar broncas também. Bons professores, personal trainers e academias especializadas irão te auxiliar a evoluir, a emagrecer,  a aprimorar técnicas e  se manter motivada.

Estas são algumas dicas me ajudaram a sair do sedentarismo e começar a treinar de verdade! Nada melhor do que sentir mais disposição, mais saúde e olhar para o corpo  e ver os resultados aparecendo. Mas lembrar também que comer bem, direito e com qualidade, é fundamental para alcançar resultados.

Leia também:

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Todo o esforço será recompensado!

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Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

Convidei o meu “Coach” Felipe Brandão Bastos para escrever para o blog pois admiro demais sua competência, conhecimento técnico e experiência em varias modalidades esportivas. Ele já presenciou muitos casos de pessoas sedentárias, que começam a prática esportiva e por vários motivos acabam abandonando.

Como estamos no fim de ano e com muitos planos para um novo ano que vai iniciar, achei que seria maravilhoso poder compartilhar esta experiência dele com vocês, para ajudar, de alguma forma a abandonar de forma definitiva o sedentarismo, assim como eu fiz!

“Atitudes que nos atrapalham a ter um estilo de vida fisicamente ativo e maneiras de lidar com estes comportamentos:

1 – Comodismo

O comodismo com certeza é um aspecto de comportamento que impede a muitos ter um estilo de vida fisicamente ativo. Por ser uma expressão muito utilizada, quase todo leitor já deve ter uma idéia sobre o que o comodismo significa.

Mesmo assim, para avançar na abordagem desse assunto, vamos definir o comodismo como: a característica predominante de quem evita o incômodo ou o esforço.

Talvez você esteja agora pensando naquela pessoa pouco atarefada, que passa horas do dia no mais puro ócio, não é verdade? No entanto, quando consideramos a definição utilizada para o comodismo, vamos compreender que o comodismo vai muito além disso.

Para conseguir adotar e permanecer com um estilo de vida fisicamente ativo e mais saudável, TODO SER HUMANO, isso mesmo, TODO SER HUMANO  precisará:

  • Aprender a fazer esforço mental e físico
  • Ajustar a rotina
  • Superar a barreira inicial do esforço, sem resultado aparente

Então vamos começar falando sobre enfrentar o incômodo de fazer esforço mental e físico.

Você imagina o porquê eu digo que é necessário esforço, aliás, bastante esforço mental para se tornar e se manter fisicamente ativo? E o porquê que eu digo que esse esforço é incômodo?

Deixe eu explicar melhor: o esforço mental começa com a tomada de decisão, ou seja, quando você diz para si mesmo: “Eu vou começar a me exercitar”! Isso pode parecer algo simples, mas não é. Tanto não é que, a maior parte da população mundial é sedentária por não ter força mental suficiente para tomar essa decisão. Seja você que está lendo, um praticante regular de exercícios físicos ou não, você com certeza já ouviu muita gente dizer. Coisas como: “semana que vem eu começo”, ou, “agora eu vou ficar firme”. Mas infelizmente pouquíssimo tempo depois, a maioria das pessoas que dizem esse tipo de frase são as mesmas que estão encontrando inúmeras justificativas para aliviar sua própria consciência, pelo fato de não terem se mantido tão firmes em seus objetos como haviam prometido.

Essa desistência precoce se dá em grande parte pelo fato das pessoas não trabalharem vários aspectos mentais que serão importantes para a adoção é manutenção de hábitos de vida mais saudáveis. Quais são alguns desses aspectos mentais? Como posso trabalhar neles?

1 – Querer atalhos e economia de esforço

A inovação tecnológica que consumimos está quase sempre relacionada a fazer as coisas mais rápido e fazer as coisas com menos esforço. Como assim?

Para trocar o canal de televisão ou aumentar o volume? Criamos o controle remoto.

Precisa abrir o portão? Criamos o portão eletrônico

Para abrir o vidro do carro? Vidro elétrico e por aí vai.

Essas inovações e outras que estão por vir são boas, mas muitas vezes elas podem ter um impacto em nosso comportamento mais profundo do que imaginamos ou reconhecemos. Como assim? Sem perceber a maioria das pessoas está transferindo essa lógica, quase que universal, de evitar esforço e sai procurando um programa de alimentação e exercícios físicos que resulte em resultados rápidos e com pouco ou nenhum esforço.

As pessoas podem se desaperceber disso, mas a indústria não! E de maneira bem oportuna, fatura muito com isso. É quase Infindável a lista de programas e produtos que oferecem verdadeiros milagres, você compra e não precisa fazer quase nada e vai se transformar em pouquíssimo tempo. Igualmente grande é o número de comodistas que caem nesse tipo de fria.

Vá por mim. Isso é furada! Nada disso é consistente, nada disso é real e verdadeiramente benéfico. Mesmo quando aparentemente o resultado é alcançado, dificilmente esse tipo de resultado gera uma real melhora da condição de saúde.

Para não cair nesse tipo de roubada, o melhor que você tem a fazer, é se ESFORÇAR em mudar a sua programação mental e compreender, aceitar, aderir e propagar a ideia de que bons resultados em termos de alimentação e exercício físico vão envolver bastante esforço físico e mental. Quando você tiver alcançado isso você estará mais apto a colocar seus planos em prática e a colher os reais benefícios de aumento de saúde que o estilo de vida saudável pode lhe proporcionar.

Muito bem! Até agora vou te dar tempo para refletir nisso e mudar sua maneira de pensar. Pare de ser comodista e assuma o fato de que, se você quer ter mais saúde, não conseguirá comprar isso com dinheiro. Antes de mais nada você deve entender, aceitar, aderir e propagar a verdade. Ser saudável exige esforço físico e mental. Mas todo o esforço nesse sentido vale a pena.

Ainda sobre como o COMODISMO é um obstáculo que te atrapalha a ter um estilo de vida fisicamente ativo, falta esclarecer sobre encarar o incômodo de:

2 – Ajustar a rotina

3 – Superar a barreira inicial do esforço sem resultado aparente

Esses temas vão ficar para postagens futuras. E depois deles ainda virão outros como:

4 – procrastinação

5 – diálogo interior negativo

6 – erros de escolha

7 – pressa

8 – falta de persistência

9 – trabalhar demais

10 – descansar “de menos”

11 – falta de meta específica

12 – comparação inadequada

Se você gostou e se identificou com o que foi dito ou acha que isso pode ser de ajuda para alguém, deixe seu comentário, compartilhe, e mais importante, continue acompanhando o blog para ver aonde essa conversa vai parar.

Um grande abraço!”

Felipe Brandão Bastos,

29 anos, casado e apaixonado, sem filhos.

Bacharel em Educação física pela faculdade Estácio de Sá desde 2013. Professor de ciclismo indoor, personal trainer, e treinador certificado de CrossFit level 1.

Praticante regular de exercícios físicos desde os 15 anos de idade.

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

O Tempo é a Gente que Faz : por Roberta Sodré

Convidei esta amiga para escrever um texto contando um pouco de sua história que para mim é mais um exemplo de força e perseverança. Acompanho seu desempenho no esporte e admiro muito a forma que administra tantos afazeres ao mesmo tempo.

 Roberta Sodré  é mãe de gêmeos, esposa, delegada e atleta de CrossFit.

“Eu nunca fui gordinha. Tá, eu nunca fui nem cheinha, pelo contrário. Morria de amores pelos corpos voluptuosos das amigas que tinham peito, bunda e todos aqueles atributos que fazem um mulherão, sabe?

Sempre fui magrela, seca e desinteressante. Mas eu sempre gostei dos esportes, e de uma forma ou de outra, me dava bem ali naquele meio.

Natação, a antiga ginástica olímpica (que hoje chamam ginástica artística), vôlei… já fiz de tudo um pouco.

Um acidente nos treinos me fez então largar tudo aos 16 anos e recomeçar só na musculação aos 19 anos. Algo que eu nunca gostei.

Após casamento e gêmeos, resolvi que aquele “trem”  estava muito sem graça e decidi me aventurar no tal do CrossFit.

Comecei pensando só na estética, e me apaixonei. Cada dia um passo além, um salto mais alto… e de repente me vi competindo nas seletivas dos melhores do país.

Sim eu com 36 anos, mãe de gêmeos com cinco anos de idade, ali no meio daquelas menininhas todas que vivem daquilo e para aquilo.

E sabe o que eu senti? Orgulho.

Ali eu me encontrei, me achei e permaneci.

Treino hoje cerca de duas horas por dia, a partir das 05:00 da manhã, cinco vezes na semana. Não sofro pra fazer dieta, minha saúde melhorou 898%, além dos treinos de jiu jitsu e defesa pessoal duas vezes na semana (esses aí eu acrescentei por causa da minha profissão, que me exige preparo sempre contra qualquer agressão).

E assim, mãe, esposa, filha, amiga, Delegada de Polícia que trabalha dez horas por dia, eu me vi totalmente fora de uma rotina impositiva de padrão de beleza, para encontrar um outro padrão: o da minha realização.

As coisas não mudam por dois motivos apenas. Ou é medo ou é tarde. O tempo é a gente que faz. Espero vocês!”

Fotografia:Fred Paco

Instagram : Roberta Sodré

Do sedentarismo ao CrossFit

Estava voltando das compras, sacola pesada nos ombros, muito cansada e apressada para chegar a tempo de buscar as meninas na escola.

Recebo da mão de um garoto um panfleto com algumas palavras sobre :”Qual a sua desculpa?” e um belo corpo suado, moldado em músculos. Era algo sobre um “box” de “CrossFit“.  Sabia muito pouco sobre o esporte, lembrava de relatos de “exaustão extrema”, talvez “treinamento de soldados”, pneus, pesos, etc…

Fiquei curiosa….

Cheguei em casa, decidi ligar e pedir informações sobre aula experimental. Já havia passado por várias aulas tradicionais em academias. Detestava todas! Não entendia de onde vinha tanta empolgação e gritaria por tão pouco. Contei alguns anos em minha cabeça, tentando lembrar quanto tempo não fazia exercícios regulares. Long time ago!

38 anos, diastase abdominal gigante, fruto de vários kilos que ganhei e depois perdi durante as gestações. Muita, muita flacidez em todo corpo, fadiga, e baixa auto estima. Era assim que estava e não queria mais ficar. E lá fui eu, no dia seguinte, fazer a tal da aula experimental.

Ao chegar ao box me deparei com um local bem diferente das academias. Sem espelhos,(adorei já que não estava muito amiga deles), algumas cordas, pesos, anilhas, barras, caixas de madeira e argolas.

O “coach” com uma barba gigante negra, cabeça raspada e cara de bravo fez algumas perguntas sobre meu passado no esporte e o que eu esperava de lá.

Finalizei o treino (se é que posso dizer isso) e nitidamente senti que estava muito fora de forma. Os colegas de lá, com muito alto astral, tentavam me motivar. Energia diferente. Fiquei exausta mas interessada. Assim foi, por pelo menos um mês.

Na primeira semana demorava dois minutos para sentar no vaso sanitário e mais dois para levantar, tamanha dor muscular. Mas, conforme o tempo foi passando, fui sentindo cada vez mais motivada a vencer cada desafio, aprender cada movimento, levantar cada peso e SUPERAR meus limites. Fui secando e comendo cada dia mais.

O CrossFit me ensinou que eu consigo fazer tudo que eu quiser, basta dedicar e repetir até aprender. Hoje faço movimentos que nunca sonhei poder executar, tenho uma mobilidade e força que nunca imaginei conquistar. Meu corpo é muito mais harmonioso e definido do que aos 20 anos, quando praticava exercício também. Não sinto a fadiga, estou feliz com o que vejo no espelho, e de quebra resolvi anos de dores nas costas causadas pela flacidez abdominal e lombar.

Hoje minha alimentação é um misto de low carb, funcional e bom senso!  Como ganhei muita massa muscular tive que mudar a alimentação que tinha, que era baseada em carboidratos e muito lixo.

Já entrei no terceiro  ano de prática do esporte, sem lesões durante a prática, com maturidade, bom senso e bem assessorada,  ninguém se machuca!

Hoje sou muito mais feliz, disposta e quero muito que outras mães sigam este caminho da prática de esportes.  O sedentarismo é muito mais grave do que a gente pode imaginar. Envolve saúde, amor próprio, problemas emocionais e as vezes é a maior causa de muitos conflitos e problemas que vivemos. Eu decidi recomeçar, esta sendo maravilhoso para minhas filhas, que hoje tem a mãe muito mais disposta, menos ansiosa, mais feliz; para meu marido que hoje tem uma mulher que se ama, e principalmente para mim que me reinventei após todos estes anos em segundo plano.