Exercícios Físicos e Ansiedade

Desde que me conheço por gente sou uma pessoa ansiosa. Agora mesmo estou sentada escrevendo e o texto e pensando que logo vou sair para buscar as meninas na escola e que já deveria colocar os ovos para cozinhar para o almoço. Mas acredite, já foi muito pior do que hoje! Antes de ter a rotina de exercícios que tenho hoje, tomava medicamentos para ansiedade e depressão e mesmo assim não me sentia muito equilibrada.

Os benefícios físicos e mentais dos exercícios já foram comprovados a muito tempo e os médicos incentivam que sempre estejamos físicamente ativos.Estudos mostram que a prática de exercícios é muito eficaz na redução da fadiga, melhora da concentração e aumento da função cognitiva no geral.

Quando o estresse afeta nossa mente, o resto do corpo também sente o impacto e se seu corpo esta bem e ativo a sua mente também sente!

Exercício e outras atividades físicas produzem endorfinas, substancias químicas que atuam no cérebro como analgésicos naturais e também melhoraram a qualidade do sono, o que por sua vez reduz o estresse.

Os cientistas descobriram que a prática regular de exercícios diminuem os níveis globais de tensão, estabilizam o humor, melhoraram o sono, e também a autoestima. Cerca de cinco minutos de exercícios aeróbicos já podem começar a estimular estes efeitos anti-ansiedade.

A ciência também forneceu algumas evidências de que as pessoas fisicamente ativas têm taxas mais baixas de ansiedade e depressão do que as pessoas sedentárias.

Uma sessão vigorosa do exercício pode ajudar a aliviar sintomas por horas, e uma programação regular pode significativamente reduzi-los por muito tempo.
Se você já possui uma rotina de exercícios, maravilha! Se não tem ainda, aqui estão as dicas para você começar.

  1. Defina pequenas metas diárias, reais e palpáveis. É melhor andar todos os dias por 15 minutos do que esperar até o fim de semana para uma maratona de algumas horas. Muitos dados científicos sugerem que a frequência é mais importante. Hoje por conta de alguns compromissos não pude treinar, ao chegar em meu prédio subi de escadas em vez de usar o elevador (moro no 17°andar).
  2. Caminhe, ande de bicicleta ou dance de três a cinco vezes por semana durante 30 minutos.
  3. Encontre formas de exercício que são divertidas ou agradáveis.
  4. Busque um companheiro de atividade, é mais fácil furar a sua rotina de exercícios quando você está sozinho.

Seja paciente quando você começa uma nova pratica esportiva, a maioria das pessoas sedentárias precisa em torno de quatro a oito semanas, segundo especialistas, para se sentir confortável e em forma para o novo exercício. Vamos colocar o corpo em movimento e ajudar nossa mente a encontrar equilíbrio!

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Autoestima e a Maternidade

Durante boa parte de minha vida conheci mulheres que enxergavam a  maternidade através de lentes cor-de-rosa,  e quase nunca escutava sobre às partes desagradáveis ​​de  criar filhos, o “lado negro da força”. Minha mãe, sempre muito presente e dedicada não nos criou com esta ilusão romântica, e agradeço muito a ela por isso!

Ter um filho é uma das maiores mudanças que podemos experimentar na vida, então seguindo está lógica, é esperado que a maternidade carregue com ela vários tipos de mudanças psicológicas e consequentemente físicas, não é mesmo?

Comigo não foi diferente, minha autoestima nunca foi muito boa, e antes da maternidade não era muito vaidosa e a preguiça de praticar esportes era maior do que a vontade de estar em forma. Não é difícil de imaginar que logo após o nascimento de minha primeira filha, com o ganho de peso, cansaço e toda bagagem que vem junto a autoestima piorou muito. Somente de 4 anos para cá eu realmente fiz as pazes com ela.

Recentemente, um grupo de pesquisadores analisaram dados de 84.711 mães norueguesas, concentrando-se em como tornar-se mãe afetava a autoestima e a satisfação das mulheres com seus relacionamentos amorosos.

Primeiro, os pesquisadores descobriram que, em média, a autoestima das mulheres diminuiu ao longo da gravidez. Quando as mulheres se tornaram mães, sua autoestima começou a aumentar novamente mas apenas por seis meses! A partir dos seis meses, a autoestima das mães sofreu uma diminuição gradual e prolongada.

Quando se trata de satisfação no relacionamento, os efeitos típicos da maternidade não parecem ser muito melhores.

Os pesquisadores descobriram que as mães de primeira viagem tendem a ficar muito satisfeitas com seus relacionamentos amorosos durante a gravidez. No entanto, essas mães experimentaram um declínio precipitado na satisfação do relacionamento na época do parto. Depois desse ponto, a satisfação com os relacionamentos continuou a diminuir gradualmente nos próximos anos.

Claro, estas são tendências de como ter filhos afeta as mulheres, em média, com variação de uma mulher para a outra.

Não precisamos destes dados para confirmara algo que basta a gente observar a nossa volta. Quantas de nós éramos mais vaidosas, satisfeitas com a nossa aparência e com o relacionamento antes da maternidade?

Podemos pensar os porquês desta mudança negativa: a falta de liberdade; de individualidade; as mudanças no corpo; no sexo com o parceiro; as culpas; as inseguranças; a falta de tempo só nosso; o cansaço….

Se a maternidade tem um efeito sobre a autoestima, como o estudo diz, não é razão suficiente para suportar aqueles primeiros anos mais difíceis. Três anos, ou mais, se uma mulher tiver mais que um filho, é muito tempo para se sentir deprimida. É o suficiente para mudar o curso da sua vida.

Embora estivesse fora do escopo do estudo norueguês determinar as causas ou fazer sugestões de como melhorar as coisas, o ato de fornecer dados e informações já é uma grande luz.

Este estudo oferece às mulheres que sofrem com a baixa autoestima depois de ter filhos o pequeno conforto de saber que o que estão vivendo é normal e, com sorte, a possibilidade de desistirem de abraçar demandas desmedidas na maternidade.

O amor próprio e os cuidados com nossa saúde e bem estar físico e psicológico, tem que ter sim, um lugar de destaque em nossas prioridades. Cuidar e amar a si mesma, para poder cuidar e amar o próximo!