Organizando a rotina: dicas de uma dona de casa com duas filhas

 

Quando tinha somente minha primeira filha, trabalhava como secretária executiva em empresa de engenharia. A profissão de meu marido exige que ele esteja sempre fora de casa e nesta época eu ainda tinha uma ajudante de segunda a sexta, mas nunca tive babá.

Assim que minha segunda filha nasceu, decidi parar de trabalhar fora e comecei a passar por vários apertos, as vezes por falta de tempo e outras vezes consequência da falta de experiência doméstica e organização do tempo.

Como estava em casa para poder acompanhar as meninas de perto, sem intenção de voltar a trabalhar fora, optei por manter minha ajudante somente dois dias da semana, e não mais diariamente.

Surgiu assim a necessidade de criar uma rotina mais organizada.

Conversando com uma amiga, ela perguntou como eu consigo ficar sem um pessoa me auxiliando em casa diariamente, cozinhando, treinando e mantendo a casa em ordem sem ficar louca! Mesmo sabendo que não é tão perfeito e certo como ela pensa ser, acho que posso dar umas algumas dicas que já foram testadas por nossa família e continuamos mantendo em nossa rotina:

  • Tenha uma agenda para os compromissos: agenda tradicional, computador, ou até mesmo lembretes sobre uma parede visível. Costumo a fixar na minha geladeira pois estou sempre mexendo nela. Ali, anote todos os compromissos, consultas ao médico, aniversários importantes.
  • Fazer um cronograma com atividades domésticas: como não tenho ajudante diariamente, me programo para limpar a casa e roupas durante o tempo em que as meninas estão na aula. Normalmente chegando do treino já começo a fazer tudo: colocar roupas para lavar  e começo a cozinhar algumas coisas para o almoço. Revezando os dias durante a semana. Assim a casa esta sempre limpa e nada fica acumulado.
  • Deixar as mochilas, sempre prontas no dia anterior: minhas filhas estudam de manhã e assim que terminam a tarefa, organizam o material do dia seguinte. Preparo o lanche, uniforme e deixo tudo sempre no mesmo lugar, assim não existe correria antes de sair para a escola, nem tenho que ficar procurando nada. Acordo, preparo o meu café e a vitamina de abacate com banana das meninas, acordo as duas com beijinhos e já entrego o uniforme na mão. Elas já colocam o uniforme, tomam a vitamina, escovam cabelos e dentes, e em menos de 20 minutos estão prontas para ir a escola.
  • Passar responsabilidades e tarefas domésticas para os filhos: cada um deve arrumar sua cama, guardar suas roupas e brinquedos no armário, levar o pratos e copo depois de acabar de comer. Assim educamos para o mundo e não ficamos sobrecarregadas.
  • Planeje o que a família vai comer durante a  semana: em vez de perder tempo e paciência todos os dias, no meu caso que ainda tenho que cozinhar, tento organizar um cardápio semanal e faço compras de produtos perecíveis de acordo com a necessidade. Muitas vezes deixo algumas refeições engatilhadas e semi prontas para o dia seguinte, com o preparo de véspera.
  • Programe suas contas para débito automático ou anote na agenda o vencimento um dia antes da data máxima, se necessário programe um despertador com lembrete no dia. Cabe também aqui, colocar junto aos lembretes na agenda, geladeira, porta de armário.
  • Divida com o marido a tarefa de levar os filhos à escola, as atividade, até mesmo o supermercado.
  • Criar horários para a rotina e respeitá-los: sempre fui rígida com horários em casa por um simples motivo, sei que na prática isso dá segurança para as crianças e nos ajuda a cuidar das tarefas de forma bem mais fácil. Temos horário para acordar, almoçar, fazer tarefa escolar, desligar tecnologia, e dormir. Isso dá uma certa tranquilidade para encarar o dia a dia.
Anúncios

Sobre a Escolha de Cuidar Pessoalmente da Família

Sentada hoje vendo as meninas na ginástica artística, me peguei sorrindo por dentro. Muitas mães assim como eu, largaram seus empregos e não retornaram após o fim da licença maternidade.

No meu caso, aconteceu após o nascimento da segunda filha. Foi uma decisão tomada principalmente por acreditar que nenhuma pessoa poderia e nem faria melhor papel na educação, formação da moral e valores nos quais acredito, do que eu mesma. Ninguém teria mais interesse real no crescimento moral e intelectual de minhas filhas, do que eu. Por isso, este papel me pertence.

Sempre tive a consciência que seria julgada, principalmente pela minha geração que não aceita e condena a mulher que abre mão da carreira e de trabalhar fora para cuidar do lar e dos filhos.

Não vou mentir que as vezes sinto falta da época que trabalhava fora, algumas vezes bate a saudade, principalmente de ter contato com pessoas diferentes e conversar de assuntos variados que não se resumem em problemas com filho e faxineira.

Sempre tive muito medo e cuidado para não me tornar uma mulher alienada, por isso acompanho noticiários diariamente, leio sobre diversos temas, e mantenho o hábito de fazer programas culturais e conversar sempre que posso com pessoas diferentes.

Financeiramente falando, não tenho duvidas que estar em casa pode ser uma grande economia para a família. No meu caso, para voltar a trabalhar fora como secretária executiva, tirando a média dos salários que recebia, quase pagaria para trabalhar fora. Mesmo que a opção não fosse uma escola integral e sim manter uma funcionaria com salário fixo e os transportes que pagaria por fora, não seria viável.

O fato de estar em casa, cuidando pessoalmente da economia doméstica, compras, energia e tudo mais, não me deixa mais duvidas de que economizamos muito mais quando estamos no controle, do que quando deixamos na mão de outra pessoa.

A escolha de ser uma dona de casa na era moderna foi minha, só minha. Pude me dar a este “luxo” por ter o marido trabalhando fora e a parceria para conseguir encaixar a economia doméstica dentro desta nossa realidade.

Estive presente nos primeiros passos, nas primeiras palavras, nos primeiros tombos. Cada vez que escuto de uma pessoa de fora, elogios a postura das meninas, sinto que cada minuto de dedicação vale a pena.

Sobre o amanha? Não faço planos. Estarei aqui ao lado delas enquanto tiver condições financeiras para isso, e o tempo que julgar necessário. Cabe a cada mulher escolher o caminho a seguir, este é o meu!

Habilidades de Mãe

Sentada agora na frente do notebook, deu vontade de escrever. Contar um pouco de um dia que para muitas mães não terá novidade alguma.

Acordei e comecei o dia arrumando a casa. Cada dia começo por um cômodo diferente, para quebrar a rotina, e a rotina não me quebrar. Fiz nosso almoço, e agora com a novidade da filha mais velha ter decidido virar vegetariana, ficou bem mais desafiador tentar balancear a dieta até o dia da consulta com o nutrologo.

Lavar a louça, brigar com as meninas para sair do tablet, depois da frente da TV. Sem muita novidade para um dia de dona de casa.

Após arrumar um fio desencapado de abajur, fiquei pensando sobre quantas habilidades tenho desenvolvido após minha carreira de mãe e de dona de casa.

  1. Habilidades em negociação: estou com uma filha pré adolescente, sobrevivi a duas passagens pelo “terrible two” madrugadas em claro com meninas querendo vir para minha cama e o marido nervoso com a situação, estou cada dia mais afiada e pronta para negociar qualquer coisa.
  2. Habilidade de sobrevivência em situações extremas: experimentei passar noites em claro, estando muito gripada, sem marido, sem ajudante e tendo que cuidar de duas crianças e uma lista de afazeres domésticos para realizar naquele mesmo dia e sobrevivi.
  3. Habilidades de Gerente de Planejamentos: Após alguns anos de prática posso citar um pequeno exemplo bem simples que diz tudo: uma viagem em família, onde tenho que calcular cada lanche fora de hora, roupas e eventuais mudanças climáticas que poderão ocorrer, medicamentos, dinheiro para cada dia. Planejo também o calculo da ração dos gatos para os dias que receberão a visita do tratador, a lista com a quantidade de água e os dias que as plantas deverão ser regadas e muito mais.
  4. Habilidade Financeira: Aprendi a segurar cada centavo gasto no supermercado, escola e lazer, anotando todas as despesas e gastos para não ultrapassar a meta estudada com o marido.
  5. Habilidades de Informática: Por necessidade e segurança, estou cada dia aprendendo mais sobre este mundo. Hoje sei instalar e usar filtros de navegação,  aplicativos, jogos e redes sociais, por segurança e vontade de falar a mesma língua que minhas filhas.

Poderia listar muito mais, mas como neste momento não estou planejando voltar a trabalhar fora, vou parar por aqui. Pode ser que algum caçador de talentos leia meu post, faça alguma proposta e eu fique tentada a aceitar. Meu lar precisa de mim.

Brincadeirinha!

 

Mamãe Raiz, quem sou eu.

cropped-img_97751.jpg

Sou Carolina, 41 anos, casada e mãe de duas meninas, uma com 11 anos e a caçula com 7 anos. Resolvi escrever o blog para relatar de forma irreverente e positiva estes anos de maternidade vivida de forma integral e real, já que assumi a casa e parei de trabalhar fora, assim que minha segunda filha nasceu.

Foi tudo planejado, estudado e desejado por mim e meu marido, já que a profissão dele exige que esteja sempre fora de casa.

Sou formada em  Zootecnia  e trabalhei como pesquisadora na área, assim que me formei. Logo que casei, tive a oportunidade de trabalhar como secretária bilíngue em uma obra com grandes empresas e uma multinacional, onde trabalhei com estrangeiros e aprendi muito. Também montei e toquei uma franquia de lavanderia durante alguns anos, até decidir vender e ficar somente no emprego. Neste intervalo nasceu minha primogenita, fiquei um tempo parada. Tive uma leve depressão pós parto, tratei, e resolvi voltar ao mercado. Trabalhei novamente como secretária, mas desta vez para um membro da Secretaria do Governo de Minas, e logo depois para outra empresa de engenharia, que era mais meu perfil.

Engravidei de minha segunda filha, planejada também, assim como havia decidido parar de trabalhar e virar mãe em tempo integral pelo tempo que pudesse a achasse necessário.

Desde então, nestes últimos 6 anos em casa, tenho passado por varias experiências, aprendizados, erros e acertos. Vivi períodos de baixa auto estima, crises existenciais, dúvidas e culpas, assim como também consegui sair e driblar quase tudo isso e acredito que dividir experiencias é sempre um excelente caminho para todas as pessoas que compartilham tudo isso.

Adoro viajar sempre com a família, voltei a praticar esportes depois de longos anos de sedentarismo (um dos motivos deste blog é contar a experiência e como isso me ajudou no processo de melhorar minha qualidade de vida e auto estima), também adoro criar receitas saudáveis e estar presente em cada momento de minhas filhas.

Espero poder dividir de forma positiva e alegre minhas vivências e desta forma contribuir com a experiência maravilhosa e poderosa que é a MATERNIDADE.