Síndrome do Imperador

 

Cada vez mais presenciamos e nos surpreendemos com comportamentos de algumas crianças diante dos professores, parentes e até dos próprios pais. Gritos, falta de respeito e outras atitudes que me levam a pensar que a autoridade esta mudando de lado. Crianças ditando o que os pais devem fazer, escolhendo onde devem ir nas férias, satisfazendo os anseios consumistas e tudo isso acontecendo feito se “fazer os luxos” dos pequenos fosse algo normal e bom para eles.

Recebi de amigos um vídeo no qual o psicoterapeuta Léo Fraiman abordou a criação dos filhos e a “síndrome do imperador” em uma entrevista no programa do Ronnie Von da TV Gazeta.

Ele explica que os pais de hoje em dia são narcisistas, pois querem fazer com que seus filhos sejam felizes a qualquer custo, tomando atitudes que privam os pequenos de terem frustrações. “Se uma criança não é treinada a esperar, a criar, a negociar, a ceder e a se frustrar, você está aleijando a criança”, salienta. Segundo o profissional, esses pais estão criando um tirano, uma pessoa que vai ser chata, birrenta, neurótica, depressiva e terá tendência a se envolver com drogas.

De acordo com a matéria do site “Exploring your Mind”as crianças com esta síndrome possuem alguns comportamentos em comum:

  • Traços de personalidade próprios do egocentrismo.
  • Baixa tolerância a frustrações.
  • Não sabem como controlar ou segurar seus sentimentos e emoções.
  • Não toleram ver suas demandas não cumpridas.
  • Conhecem as fraquezas dos outros.
  • São especialistas em manipular psicologicamente as pessoas.

Em outra matéria no site Psicorientação :

  • A criança não sente culpa pelo que faz aos outros, seu comportamento é desmedido e nada convencional para a idade.
  • É tirana e controla tudo o que vê pela frente; dá ordens e exige respeito, atua de forma impulsiva, não teme figuras de autoridades como professores, diretores da escola, pais, irmãos mais velhos.
  • Uma criança imperadora pode chegar a dar empurrões, bater, fazer ameaças, destruir o ambiente onde está por birra, faz agressão verbal, coage os pais, não demonstra solidariedade.
  • Quando frustrada torna-se violenta.
  • No cotidiano a criança não é capaz de servir o outro, é arrogante, soberba, não faz nada que lhe pedem e desrespeita ordens.
  • Na infância apresenta necessidade de chamar a atenção, quer ser o centro de tudo. É agitada, inquieta, grita quando é contrariada, é manipuladora, tem marcante desobediência, rebeldia e insubordinação.

Segundo especialistas este problema costuma apresentar relevância por volta dos 7 anos de idade,  começando inicialmente com pequenas desobediências, posteriormente vai aumentando até chegar à desconsideração geral. 

E quais seria as características dos pais destas crianças?

Pais hesitantes, que exercem uma educação passiva e relaxada, não estabelecem limites de referência para a conduta dos filhos, permitindo a réplica, cedendo à chantagem e sendo vítimas até de agressões verbais e físicas.

Chegando a adolescência, se tornam incapazes de conceber que alguma autoridade externa possa impor limites. Em casos graves, podem chegar a agredir seus pais e abusar de drogas e álcool.

Infelizmente a escola e a família estão perdendo a capacidade de educar. Nos sentimos desorientados, culpados, cheios de dúvidas a respeito de como devemos caminhar e orientar os nossos filhos.

Temos que voltar agarrar com pulsos firmes a nossa responsabilidade como figuras de autoridade e como pais. Temos que ensinar nossos filhos a aceitar as normas e entende-las se for preciso.

Temos também o dever de ensinar que existem coisas que são inegociáveis. O respeito aos pais é um delas. Temos que tentar ser menos materialistas, permissivos e hedonistas.

Para educar nossos filhos de forma responsável não podemos abrir mão dos limites e frustrações, para que possam entender que o mundo não gira em torno do seu ego.

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Filhos e tecnologia, um desafio para toda família

 

Que nossos filhos preferem os tablets, celulares e jogos eletrônicos às bicicletas, bolas e bonecas já sabemos e além disso, estamos presenciando o uso cada vez mais cedo da internet, por crianças em todas as casas.

Um estudo feito pela organização britânica Internet Matters com 1.500 famílias, descobriu que, hoje em dia, 48% das crianças de 6 anos fazem uso dessas tecnologias e 41% delas acessam a internet sem nenhuma supervisão dos pais.

A mesma pesquisa revelou que 44% das crianças entrevistadas utilizam a internet dentro do próprio quarto e 27% ficam online fora de casa. Além disso, 32% utilizam os serviços de mensagem instantânea para se comunicar (como o WhatsApp).

Após a conclusão do estudo, a organização britânica se posicionou: “Isso só mostra o quão rápido é o ritmo de mudança no mundo da tecnologia e o quão vital é que os pais criem mecanismos de segurança e entendam alguns dos riscos que existem quando a criança fica online”

Por mais que este contato de nossos filhos com a internet seja inevitável, é importante refletirmos sobre  tempo de uso, conteúdos que estão acessando e quais os benefícios e os riscos envolvidos.

A seguir listamos algumas recomendações gerais da Academia Americana de Pediatria para os pais sobre este assunto:

– Promova pelo menos uma hora diária de brincadeiras e atividades que façam a criança se movimentar.

– Deixe claro ao seu filho o limite de uso diário de cada equipamento com tela.

– Não permita que a criança durma com tablet ou smartphone por perto.

– Ensine a criança a evitar uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir.

– Desencoraje o uso de eletrônicos enquanto a criança faz tarefas escolares.

– Estabeleça momentos em família como “livre de telas”. Pode ser, por exemplo, o jantar em família, para estimular que todos conversem.

– Converse sobre bullying virtual com seu filho e ensine sobre os perigos da internet.

Sempre fui apaixonada por tecnologia, acho que a facilidade e riqueza de informações disponibilizadas podem ser muito positivas, desde que haja cautela e filtros não somente no computador mas também em nossa cabeça e consciência, tendo sempre o cuidado de verificar e pesquisar fontes antes de sair divulgando qualquer coisa. Aqui em casa estipulamos algumas regras quanto ao uso da internet, para minhas duas filhas de 11 e 7 anos:

1. Não usar tablet, celular e computador nos quartos.
permitimos o uso, dentro dos horários que combinamos na sala, onde consigo monitorar tempo e conteúdo. Tenho a senha de acesso de todos aparelhos e tenho o costume de verificar histórico de pesquisas e conversas. Não faço escondido, elas sabem disso e só baixam aplicativos com minha permissão. Explico e converso sobre o risco de contatos e pedofilia na internet, adaptando as discussões de acordo com a  idade das meninas.

2. Conversamos sobre vídeos e canais que estão assistindo no Youtube.
Busco saber detalhes sobre conteúdo e canais que elas andam assistindo. Vejo vídeos ao lado das duas e acredite, algumas vezes pode ser divertido. Adoramos canais como : Manual do MundoJapão nosso de cada dia; e vários outros.

4. Tempo de uso do computador e da internet
Não permito que passem horas em um tablet, deixamos em torno de uma hora seguida, depois desligamos. Horário limite, para uso de aparelhos eletrônicos, é 20 horas, uma hora antes de deitar.

5. Cuidado e supervisão em redes sociais

A filha mais velha sabe as regras antes de postar fotos na rede social, converso sobre super exposição e cuidados.

6. Filtros de internet

Google SafeSearch

Norton Family

Youtube

Sei que mesmo monitorando e tendo alguns cuidados, ainda assim não conseguimos ter todo o controle em nossas mãos. A maior arma pode ser uma relação com os filhos com diálogos, trocas e abertura. Não podemos deixar de estar atentos e achar que a tecnologia nas mãos das crianças é algo inofensivo e seguro como um cubo mágico.

Steve Jobs, que foi CEO da Apple até sua morte em 2012, revelou em uma entrevista ao New York Times em 2011 que havia proibido seus filhos de usarem o recém-lançado iPad.

Nós limitamos a quantidade de tecnologia que nossos filhos usam em casa”, contou Jobs ao repórter Nick Bilton.

Os filhos de Jobs já terminaram a escola, por isso é impossível saber como o cofundador da Apple reagiria à tecnologia na educação, também conhecida como “edtech”.

Convenhamos que as armadilhas da tecnologia, excesso de informações e redes sociais podem ser extremamente perigosas até mesmo para pessoas maduras como nós, que dirá para crianças?!

 

Entendendo um pouquinho mais sobre a primeira infância

 

“Grande é a poesia
A bondade
e as danças.
Mas o melhor do mundo são as CRIANÇAS.”

 (Fernando Pessoa)

 

Provavelmente todos nós concordamos com Fernando Pessoa: as crianças, em qualquer lugar e a qualquer hora, conseguem surpreender com as suas palavras, atos, ações, sonhos e fantasias. Tudo aquilo que vivem na infância, as experiências sociais, afetivas, intelectuais, desportivas e artísticas que experimentam, as relações que estabelecem, determinam o adulto que serão no futuro, os valores, crenças e atitudes que a conduzirão ao longo da vida.
Para uma professora da Educação Infantil, mais especificamente do Maternal apaixonada, falar sobre o desenvolvimento da criança de 0 até 3 anos é descortinar este mundo mágico descrito por Fernando Pessoa. É refletir sobre a mudança constante de estruturas que se alternam a cada instante e de desafios que surgem entre o cansaço da repetição e a coragem de enfrentar/desafiar o novo.

Considerada como primeira infância os três primeiros anos de vida são os que, em boa parte, ajudarão a definir quem será o adulto no futuro. Com  as descobertas da neurociência, não mais se discute que o período que se estende do nascimento até os dois anos de idade é aquele no qual o desenvolvimento do cérebro,  vivência o seu ápice e forma metade dos trabalhos da inteligência humana.

De acordo com a teoria piagetiana, até os dois anos de idade, a criança vive o período sensório-motor em que a aquisição do conhecimento acontece por meio dos sentidos. A criança tem sensações e descobre o mundo através do deslocamento de seu corpo. A emoção é o principal canal de interação, por isso é muito importante que todas as experiências ofertadas sejam baseadas em situações de segurança, de vínculo e de afeto, ressaltando a importância do impacto das ações e emoções dos pais sobre a vida do filho e lembrando que as ações e emoções transmitidas para a criança falam muito mais do que palavras.

O filho imita os pais em tudo, capta a emoção deles do momento. Se os pais estão bem ou se estão estressados, o filho vai captar e reproduzir essas atitudes.

Nessa idade a criança começa a reconhecer cores e formas. Procura e encontra objetos que guardou. Prefere brinquedos que consiga empurrar, puxar, encaixar e explorar com os dedos. Adora descobrir como as coisas funcionam. Os pais podem achar que é descuidada, que estraga brinquedos, mas na verdade está tentando entender o funcionamento. Por isso, sucata e brinquedos de madeira, resistentes e de plástico (com os devidos cuidados com peças pequenas) são ideais para atender a essa curiosidade.

Dos dois aos três anos a coordenação fina está mais segura e é, geralmente, nessa época que a lateralidade (destra ou canhota) normalmente se define. Reconhece a imagem de seu próprio corpo diante do espelho, passa a fazer brincadeiras enquanto observa seu reflexo, aprende a reconhecer as características físicas e começa a construção de sua identidade.

É uma fase na qual a criança começa a descobrir o prazer em brincar com o outro. O egocentrismo (acredita que tudo o que acontece é em função dela) começa a dar lugar ao processo de socialização. Aceita a diversidade e a convivência numa sociedade multicultural. Por isso, o momento é propício para trazer uma educação livre de preconceitos, ensinando o respeito as diferenças.

A rotina e a previsibilidade dos acontecimentos, são parte do esforço da criança para compreender e controlar o seu mundo. Manter uma ordem de atividades a cada dia a ajuda saber o que está vindo em seguida, dando-lhe uma sensação de controle e segurança. Quando não há rotina/programação feita junto com a criança, é muito provável que o choro e a irritação apareçam de forma incontrolável.

A brincadeira de faz de conta torna-se seu melhor instrumento de aprendizagem, porque permite que simbolize o que sente e elabore seus conflitos, recriando experiências do seu dia a dia, representando o imaginário no mundo real, utilizando suas habilidades cognitivas e motoras. É nesta fase que as bonecas viram filhas, gostam das tintas, do barro, dos restos de papel e raspas de madeira, da areia, da água e da massa de modelar.

A linguagem ainda está em desenvolvimento e o vocabulário já é bastante extenso. Consegue comunicar-se com perfeição, por isso, a conversa, a música, a leitura e contação de histórias são fundamentais.

Na verdade, para uma professora da Educação Infantil, mais especificamente do Maternal apaixonada, cada etapa/idade é única e não volta mais.

É preciso curtir cada criança e aproveitar cada fase sem ansiedade, evitando esperar resultados que ela ainda não está madura para tal.

É importante que ofereçamos condições para que todas cresçam felizes e saudáveis física, emocional e cognitivamente!

 

Marita Fonseca Rodrigues Gastin é mãe, Pedagoga, pós graduada em Educação Infantil e Psicopedagogia Clínica e Institucional. Professora de Educação Infantil com 33 anos de experiência em sala de aula e apaixonada pela profissão, encantada por lecionar para a primeira infância onde acredita que uma base bem feita fará toda a diferença no futuro da criança.  

Como montar uma lancheira equilibrada e saudável

 

Hábitos alimentares saudáveis são construídos, principalmente durante a infância.  O paladar da criança é formado até 2 anos de idade. Quanto mais as crianças adotarem hábitos saudáveis, mais positivo será o efeito na saúde delas, além de também influenciarem as crianças ao seu redor.

Na hora do recreio é necessário um lanchinho para repor as energias e voltar para a aula com muita disposição e o lanche pode ser saboroso e saudável.

O alerta é que um lanche inadequado: rico em alimentos industrializados, ricos em gorduras trans e gorduras saturadas (biscoitos recheados ou industrializados, salgadinhos, chips), embutidos (salame, presunto, mortadela, salsicha, linguiça), sucos de caixinha, prejudicam não só o desenvolvimento da criança, como o próprio desempenho escolar, e pode levar a obesidade, o aumento do colesterol e hipertensão.

O ideal sempre buscar ter na lancheira alimentos mais naturais, com mais fibras e mínimo de açúcar e de sódio. Evite incluir guloseimas como doces, bolinhos industrializados, achocolatados, ou prefira escolher apenas um dia na semana para que a criança opte por levar alguma guloseima que ela queira.

Para facilitar a montagem, escolha uma opção de cada grupo e monte o lanche escolar para cada dia:

Base = Alimentos para Energia:

(  ) Pão integral ou Pão comum

(  ) Biscoito de Arroz integral, ou Cookies integrais

(  ) Bisnaguinha integral

(  ) Muffin de Chocolate *ver receita abaixo

(  ) Pipoca

 Acompanhamento = Alimentos para o Crescimento

( ) Iogurte *colocar o iogurte no congelador um dia antes, se na escola não tiver geladeira

(  ) Patê de Frango desfiado com requeijão light

(  ) Pasta de Amendoim s/ açúcar

(  ) Queijo Branco

Bebida ou Frutas = Vitaminas e Minerais *Acondicionar bem o suco natural, de preferência uma garrafa térmica.

(  ) Água de coco

(  ) Suco de Uva integral

(  ) Suco de Maçã, Banana e Mamão

(  ) Suco de Laranja e Morango

(  ) 1 unidade de Fruta ou Frutas picadas – 1 xícara *para não escurecer as frutas adicione suco de laranja ou gotinhas de limão.

A quantidade a serem definidas dos alimentos irá depender da idade e da fase da criança e deve ser estipulada por nutricionista.

Muffins Saudáveis de Chocolate

Ingredientes

1/2 xícara de açúcar de coco

1/2 xícara de óleo de coco,

1/2 xícara de raspas de chocolate 70% de cacau

2 colheres de copa de cacau em pó

1 xícara de farinha de castanha de caju ou farinha de amêndoas

1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio

2 ovos batidos

1 xícara de abobrinha ralada

1 colher de sopa de baunilha

 

Modo de Preparo:

 

Preaquecer o fogão a 180ºC. Em uma panela pequena, derreta o chocolate e o óleo de coco. Rale as abobrinhas e esprema bem o líquido com a ajuda de um pano de prato. Em uma tigela, misture o cacau em pó, o açúcar de coco, a farinha, o bicarbonato de sódio, os ovos, a baunilha e a abobrinha. Mexa até que se forme uma massa homogênea. Distribua em formas de muffins e leve ao forno por 20 minutos.

 

Mariana Andrade

CRN9/ 5237

Nutricionista Funcional

Instagram: @nutrimariana

Site: https://nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

Clínica Médica Maison Blanc – Buritis

Tel:(31)3309-2007

 

5 dicas para ajudar seus filhos em situações de bullying

 

O tema já foi abordado aqui no blog anteriormente no post “Mais uma conversa sobre BULLYING”, mas desta vez decidi voltar ao assunto após uma nova visão abordada em um blog chamado “MOMTRENDS”.

O artigo passa 5 estratégias para empoderar e mostrar a criança que ela pode tentar mudar o curso da situação de bullying do qual esta sendo vítima, através da linguagem corporal.

Esta abordagem é uma forma diferente de tentar lidar com a situação sem deixar de lado e nem tentando substituir toda orientação padrão que costumamos a passar para os filhos.

Fiz uma versão livre para o português das dicas da especialista em linguagem corporal Yana German:

  1. Postura: uma das dicas mais importantes é manter uma postura aberta. “Os pais devem sempre encorajar seus filhos a manterem sempre a cabeça erguida e o queixo para cima” diz Yana. “Ter uma boa postura aumentará instantaneamente sua confiança. Manter os ombros para trás e abrir o peito é uma dica rápida que opera maravilhas. Além de dar a impressão à própria criança de que é maior do que realmente é, esta postura irá aumentar a sua confiança pessoal” explica German.
  2. Contato Visual: Quando uma criança esta conversando com outra, ela deve sempre manter o contato visual. Manter um bom contato visual faz transparecer sua confiança de um modo não verbal. Esta estratégia pode ser facilmente praticada nas refeições à mesa, enquanto conversamos sobre acontecimentos do dia ou durante o momento de colocar as crianças para dormir.
  3. Sorriso: A criança que faz o bullying costuma atacar a vitima através de sua baixa auto-estima e também aquelas crianças que se mostram mais tímidas e vulneráveis.  “O sorriso serve como uma barreira contra toda negatividade, e a criança que pratica o bullying raramente terá como alvo uma vítima que se mostra feliz, sorridente, calma e irradiando boas energias” completa German.
  4. Seja maior do que a vida: usar o corpo para ocupar todo espaço físico ao seu redor o quanto for capaz. Balançar os braços, abrir os quadris, ampliar a postura. Ocupar mais espaço físico do que o habitual faz você se sentir mais poderoso e aumenta a confiança.
  5. Braços para baixo: Cruzar os braços é um grande sinal de que você esta na defensiva. Para parecer receptivo, aberto a novas amizades e pronto para se juntar a um grupo, lembre seu filho de manter sempre os braços ao lado do corpo, sem cruza-los (manter os braços dentro dos bolsos pode ser uma alternativa). Esta atitude passa a mensagem que o coração esta aberto e receptivo.

Conversar com os filhos com naturalidade e sem tabus pode fazer uma grande diferença!

De onde vem os bebês?

Ainda me lembro da primeira vez que passei por isso com a mais velha, cozinhando, panela no fogo, a pequena estática com dois grandes olhos me fitando, a amiga mais velha ao lado, com um livro nas mãos:

“_Luana, fala logo com sua mãe, assim como combinamos!”

Luana segue:

“_Mamãe, estou sabendo de tudo, mas a “fulana” me explicou que se eu não quiser fazer isso que eu posso fazer uma “inseminação artificial”.

Engoli seco, parei para entender melhor tudo que estava acontecendo, e sentei com as duas no sofá. Peguei o livro e pude perceber que se tratava do mesmo livro o qual no passado havia aprendido sobre o tema.

Repassei com Luana o assunto para ter a certeza de que tudo havia sido explicado de forma correta. Expliquei que não era algo “nojento” como elas estavam falando, quando era feito pelo casal que se amava e respeitava.

Esta semana voltou a acontecer, desta vez com a minha caçula. Primeiro a explicação sobre as “sementinhas” se encontrando na barriga e formando o bebê foi o suficiente. Dois dias depois o questionamento voltou mas de forma diferente. Decidi então recorrer ao velho e bom livro!

Com minha dupla experiência em casa decidi escrever algumas dicas para as mamães que ainda vão passar por tudo isso:

  • Levar em conta a idade de seus filhos

Se for uma criança bem pequena, você pode explicar de forma bem superficial como falar que os bebês ficam alguns meses dentro da barriga e depois nascem.

Como as meninas questionaram por volta de 6 a 7 anos, e esta explicação já não bastava, usei o recurso do livro e expliquei tudo de forma completa com a parte da biologia.

Vá segundo sua intuição, se seu filho quiser saber mais, explique mais, mas caso se contente com poucas informações, fique por aí.

  • Agir com naturalidade:

Tente não mostrar que esta sem graça ou nervosa com o questionamento, se a criança notar pode se sentir pouco a vontade e parar de perguntar coisas desse tipo.

Explique que tudo acontece com o consentimento, respeito e o amor de um homem e de uma mulher, e que normalmente o papai coloca uma “sementinha” dentro da mamãe, que uma criança não pode fazer isso e o que mais achar importante.

Agindo com toda naturalidade possível e sem mostrar resistência a criança vai se sentir mais a vontade e provavelmente no futuro terão liberdade para questionar outros assuntos.

  • Usar imagens, livros ou vídeos

Levando em conta a idade do seu filho, explique mostrando as imagens ou desenhos , representando os aparelhos reprodutivos, o papel de cada um deles e qual é o processo.

As imagens ajudam as crianças a entender tudo de forma mais clara e mais natural além de facilitar para você.

Espero ter ajudado um pouco e aproveite para estreitar os laços de confiança com seus filhos. Boa sorte!

Para ler mais sobre o assunto:

Pais e Filhos

Pais tentam explicar para os filhos

Vídeo Birds and Bees

Como lidar com as mudanças de escola?

 

Mais um ano chega ao fim e junto a hora de vivenciar muitas mudanças, para a maioria de nós.

Embora tudo isso possa parecer coisa simples da vida às quais todos nós precisamos passar, estas mudanças tendem a causar muita ansiedade nas crianças. A rotina traz segurança a criança, e por isso se apegam a tudo aquilo que faz parte dela.

Para minhas filhas o novo ano virá com uma troca de turno, o que esta gerando uma certa ansiedade, pois as duas acordam tarde pela manhã.

Muitos colegas queridos mudando de escola, e muitas conversas com outras mães sobre experiências a respeito disso tudo.

Quando pequena troquei varias vezes de escola. Papai é engenheiro e por conta das obras que trabalhava, tivemos que mudar algumas vezes de cidade e consequentemente de instituição.

Fui uma criança tímida,  introvertida e nem sempre a adaptação era fácil. Tenho alguns amigos que trago da infância e mesmo com esta vivência e a certeza de que “sobrevivemos”, apesar das dificuldades, não me tornei uma mãe menos ansiosa.

Minha filha mais velha esta hoje com 10 anos e em sua terceira escola. Luana é uma criança muito segura e confiante desde pequena. Mesmo assim, sofri muito imaginando o que cada mudança de escola poderia fazer na cabecinha dela, mas era esperar uma semana e ela já estava totalmente adaptada e com novos “melhores amigos”.

Cada criança é um caso a parte.

Decidi escrever  algumas dicas que acredito que possam ajudar bastante mães, que assim como eu, se preocupam e querem tornar menos traumática estas mudanças. São coisas que coloquei em prática com Luana e acredito que juntamente com a personalidade dela, tenham ajudado neste processo.

  • Destacar os pontos positivos da mudança da escola. Seja a proximidade de casa (sobra mais tempo para brincar, descansar), seja a parte financeira (poderemos passear mais com o dinheiro que vamos economizar), falar sobre os novos amigos, as aulas diferentes, o pátio grande…
  • Expor a verdade, sempre. Explicar para a criança os reais motivos que levaram a troca de escola, de forma simples e de acordo com a idade da criança. Acredito que muito da segurança da Luana se deve ao fato de ter a certeza de que sempre escutará a verdade de nossa parte. Sabendo dos reais motivos a criança terá mais facilidade em assimilar a mudança.
  • Conversar sobre a ansiedade, o medo. Importante a criança entender que é natural sentir medo, ansiedade e angustia. Tento mostrar com experiências que também vivi todos estes sentimentos e com o tempo a gente consegue superar cada um deles.
  • Mostrar que as amizades antigas e verdadeiras não se perdem. Que temos sim que fazer novas amizades, mas manter aqueles colegas que trazem coisas boas para nossa vida é fundamental.
  • Visitar a nova escola com seu filho, passear por cada ambiente, chamar atenção para detalhes bacanas, coisas interessantes, mostrando alegria e segurança.

Não existe receita de bolo, mas o importante mesmo é estarmos muito presentes e abertas para tentar, apesar de nossas inseguranças e receios, dar atenção e carinho para nossos filhos durante esta fase de mudanças.

E no mais aquele ditado :”Tudo na vida passa”, ajuda bastante aqui também.