Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

Convidei o meu “Coach” Felipe Brandão Bastos para escrever para o blog pois admiro demais sua competência, conhecimento técnico e experiência em varias modalidades esportivas. Ele já presenciou muitos casos de pessoas sedentárias, que começam a prática esportiva e por vários motivos acabam abandonando.

Como estamos no fim de ano e com muitos planos para um novo ano que vai iniciar, achei que seria maravilhoso poder compartilhar esta experiência dele com vocês, para ajudar, de alguma forma a abandonar de forma definitiva o sedentarismo, assim como eu fiz!

“Atitudes que nos atrapalham a ter um estilo de vida fisicamente ativo e maneiras de lidar com estes comportamentos:

1 – Comodismo

O comodismo com certeza é um aspecto de comportamento que impede a muitos ter um estilo de vida fisicamente ativo. Por ser uma expressão muito utilizada, quase todo leitor já deve ter uma idéia sobre o que o comodismo significa.

Mesmo assim, para avançar na abordagem desse assunto, vamos definir o comodismo como: a característica predominante de quem evita o incômodo ou o esforço.

Talvez você esteja agora pensando naquela pessoa pouco atarefada, que passa horas do dia no mais puro ócio, não é verdade? No entanto, quando consideramos a definição utilizada para o comodismo, vamos compreender que o comodismo vai muito além disso.

Para conseguir adotar e permanecer com um estilo de vida fisicamente ativo e mais saudável, TODO SER HUMANO, isso mesmo, TODO SER HUMANO  precisará:

  • Aprender a fazer esforço mental e físico
  • Ajustar a rotina
  • Superar a barreira inicial do esforço, sem resultado aparente

Então vamos começar falando sobre enfrentar o incômodo de fazer esforço mental e físico.

Você imagina o porquê eu digo que é necessário esforço, aliás, bastante esforço mental para se tornar e se manter fisicamente ativo? E o porquê que eu digo que esse esforço é incômodo?

Deixe eu explicar melhor: o esforço mental começa com a tomada de decisão, ou seja, quando você diz para si mesmo: “Eu vou começar a me exercitar”! Isso pode parecer algo simples, mas não é. Tanto não é que, a maior parte da população mundial é sedentária por não ter força mental suficiente para tomar essa decisão. Seja você que está lendo, um praticante regular de exercícios físicos ou não, você com certeza já ouviu muita gente dizer. Coisas como: “semana que vem eu começo”, ou, “agora eu vou ficar firme”. Mas infelizmente pouquíssimo tempo depois, a maioria das pessoas que dizem esse tipo de frase são as mesmas que estão encontrando inúmeras justificativas para aliviar sua própria consciência, pelo fato de não terem se mantido tão firmes em seus objetos como haviam prometido.

Essa desistência precoce se dá em grande parte pelo fato das pessoas não trabalharem vários aspectos mentais que serão importantes para a adoção é manutenção de hábitos de vida mais saudáveis. Quais são alguns desses aspectos mentais? Como posso trabalhar neles?

1 – Querer atalhos e economia de esforço

A inovação tecnológica que consumimos está quase sempre relacionada a fazer as coisas mais rápido e fazer as coisas com menos esforço. Como assim?

Para trocar o canal de televisão ou aumentar o volume? Criamos o controle remoto.

Precisa abrir o portão? Criamos o portão eletrônico

Para abrir o vidro do carro? Vidro elétrico e por aí vai.

Essas inovações e outras que estão por vir são boas, mas muitas vezes elas podem ter um impacto em nosso comportamento mais profundo do que imaginamos ou reconhecemos. Como assim? Sem perceber a maioria das pessoas está transferindo essa lógica, quase que universal, de evitar esforço e sai procurando um programa de alimentação e exercícios físicos que resulte em resultados rápidos e com pouco ou nenhum esforço.

As pessoas podem se desaperceber disso, mas a indústria não! E de maneira bem oportuna, fatura muito com isso. É quase Infindável a lista de programas e produtos que oferecem verdadeiros milagres, você compra e não precisa fazer quase nada e vai se transformar em pouquíssimo tempo. Igualmente grande é o número de comodistas que caem nesse tipo de fria.

Vá por mim. Isso é furada! Nada disso é consistente, nada disso é real e verdadeiramente benéfico. Mesmo quando aparentemente o resultado é alcançado, dificilmente esse tipo de resultado gera uma real melhora da condição de saúde.

Para não cair nesse tipo de roubada, o melhor que você tem a fazer, é se ESFORÇAR em mudar a sua programação mental e compreender, aceitar, aderir e propagar a ideia de que bons resultados em termos de alimentação e exercício físico vão envolver bastante esforço físico e mental. Quando você tiver alcançado isso você estará mais apto a colocar seus planos em prática e a colher os reais benefícios de aumento de saúde que o estilo de vida saudável pode lhe proporcionar.

Muito bem! Até agora vou te dar tempo para refletir nisso e mudar sua maneira de pensar. Pare de ser comodista e assuma o fato de que, se você quer ter mais saúde, não conseguirá comprar isso com dinheiro. Antes de mais nada você deve entender, aceitar, aderir e propagar a verdade. Ser saudável exige esforço físico e mental. Mas todo o esforço nesse sentido vale a pena.

Ainda sobre como o COMODISMO é um obstáculo que te atrapalha a ter um estilo de vida fisicamente ativo, falta esclarecer sobre encarar o incômodo de:

2 – Ajustar a rotina

3 – Superar a barreira inicial do esforço sem resultado aparente

Esses temas vão ficar para postagens futuras. E depois deles ainda virão outros como:

4 – procrastinação

5 – diálogo interior negativo

6 – erros de escolha

7 – pressa

8 – falta de persistência

9 – trabalhar demais

10 – descansar “de menos”

11 – falta de meta específica

12 – comparação inadequada

Se você gostou e se identificou com o que foi dito ou acha que isso pode ser de ajuda para alguém, deixe seu comentário, compartilhe, e mais importante, continue acompanhando o blog para ver aonde essa conversa vai parar.

Um grande abraço!”

Felipe Brandão Bastos,

29 anos, casado e apaixonado, sem filhos.

Bacharel em Educação física pela faculdade Estácio de Sá desde 2013. Professor de ciclismo indoor, personal trainer, e treinador certificado de CrossFit level 1.

Praticante regular de exercícios físicos desde os 15 anos de idade.

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

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Ela tem a Força : Maternidade e MMA por Cristina Yukie

Quero apresentar mais uma amiga que me inspira como mulher, mãe e esportista. Nos conhecemos há mais de 25 anos. Hoje com dois filhos está mais bonita e em forma do que no passado. Sempre que possível pretendo trazer textos como este, escrito por Yukie, para mostrar que podemos e devemos conciliar a maternidade a pratica de esportes. 

“Meu nome é Yukie, tenho 42 anos, sou casada há 17 e tenho 2 lindos filhos, Lucas de 13 e Gabriel de 9.
Quando recebi o convite da Carol, confesso que pensei: “Será que eu tenho algo a dizer, será que vou conseguir escrever?”
Bom, vamos lá. O esporte sempre esteve presente na minha vida, sempre fui muito ativa no colégio, jogava handball, volleyball, fazia balé, jazz e natação. Nunca fui competitiva, sempre fiz esporte pelo simples prazer de manter o corpo em movimento.
Durante a faculdade, fazia todas as aulas que inventavam na academia, aeróbica, step, aerostep, aerobahia, bodypump, musculação…
Depois que me casei e fui mãe, as coisas mudaram um pouco, ou melhor, muito. Não tinha mais forças e nem ânimo para toda essa agitação. O que eu mais queria era um tempo para dormir. Meus filhos sempre acordaram a noite toda para mamar e isso me deixava exausta. Mal sabia eu, que essa falta de vitalidade estava ligada à falta de exercícios.
Até que um dia me animei e desci na academia do prédio para dar uma caminhada na esteira. Quando vi todos aqueles aparelhos que um dia fizeram parte do meu dia-a-dia e naquela hora me pareciam tão estranhos, me deu uma tristeza! Mas fui em frente, cada dia um pouco e no outro um pouco mais. A minha resistência física foi melhorando e a medida de ela aumentava, eu me animava.
Há 5 anos, estava correndo na esteira da academia do meu prédio e de olho em uma aula de Muay Thai  que estava acontecendo no mesmo espaço. Como quem não quer nada, fui perguntar como funcionava e pronto! Já não tinha mais volta!
Comecei tendo 1 aula por semana com um Personal Fighting de MMA, e agora treino praticamente todos os dias em um clube de luta aqui em Porto Alegre e faço yoga para me alongar.
Nunca me senti tão bem e em forma.
Encontrei na luta o meu ponto de equilíbrio. Saio do treino uma nova mulher todos os dias.
O inevitável se torna mais prazeroso quando escolhemos um bom caminho. Gosto do meu corpo, do meu rosto e da maneira que escolhi para envelhecer.
A maternidade nos faz mudar, mas nada impede que seja para melhor. Hoje sou mais ponderada, um pouco mais calma, penso antes, reflito mais, sou mais amorosa, mais preocupada, mas tudo isso fora do ring, pois lá dentro, como disse acima, sou outra pessoa!”

Instagram: @cyukie

Mãe de 3 e Atleta (IRONMAN) : Catarina Porfírio

Conheço Catarina já faz tempo, sempre foi bela e determinada. Perdemos contato por alguns anos, agora depois dos 40 anos de idade, nos reencontramos pelas redes sociais. Para minha surpresa e admiração, Catarina hoje esta ainda mais determinada, forte e bonita. Decidi convida-la para escrever e compartilhar com vocês este exemplo de superação e força. Inspirador!

A maternidade não me impediu de me tornar atleta!

Quando criança fui ginasta. Passava todas as manhãs no ginásio do Minas Tênis Clube fazendo aula de ginástica olímpica, era a parte mais feliz do meu dia.

Meu sonho era ser selecionada para a equipe do clube, na qual só havia atletas com muito potencial, mas esse sonho nunca se realizou porque embora eu fosse muito flexível e dedicada eu era alta, pesada, um biotipo que condenava meu progresso na modalidade!

Na adolescência fui nadadora, integrei uma equipe de competição, fui federada pelo Praia Clube e disputei campeonatos regionais!

Depois veio a faculdade, casamento, três gestações seguidas e com isso me distanciei do esporte competitivo por 20 anos, mas hora nenhuma deixei de praticar esporte, me exercitava uma hora, 5 vezes por semana, alternando musculação com aeróbico!

Em 2013, aos 39 anos resolvi me inscrever em um triathlon da região, estava com muita saudade de nadar e curiosa para saber como seria meu desempenho depois de tanto tempo longe das piscinas.

Como eu não tinha domínio do ciclismo na época, entrei no revezamento com meu marido. Eu nadei e corri, e ele pedalou. Mesmo ambos não tendo nenhuma experiência com o triathlon, conseguimos um pódio de terceiro lugar e ganhamos um troféu maravilhoso! Ali me encantei pelo triathlon e decidi que iria treinar para me tornar uma triatleta.

Comecei nas provas menores e em um ano já estava fazendo meu primeiro IRONMAN 70.3 e dois anos depois fiz o IRONMAN 140.6, a maior e mais difícil prova regulamentadas do triathlon.

Ao todo foram 7 IRONMAN 70.3 e 2 IRONMAN 140.6. Uma média de três horas diárias de treino de segunda a sábado, inúmeras competições no Brasil e outras fora: Monterrey/México, Miami/EUA, Londres/Inglaterra, Tirol/Áustria. Sonhava em ser atleta, ter um corpo atlético e ser assim reconhecida desde que eu era criança, mas isso só foi acontecer na fase menos provável da minha vida: aos 39 anos, após ter me tornado mãe de três filhos!

Hoje, tenho 43 anos, nesses quatro anos meu corpo se transformou, tenho hoje a melhor forma física da minha vida! Estou em paz com o espelho e me orgulho da imagem que vejo porque ela não veio de graça, por trás dela há muita dedicação. Mesmo tendo engordado muito nas três gestações, a maternidade não me impediu de recuperar a forma física.

Amo meus três filhos, mas sei que para ser uma boa mãe, preciso antes de tudo estar bem comigo mesma e ser atleta me traz essa realização! É fácil conciliar a vida de atleta com a maternidade? Não, mas é possível! Toda escolha tem seu preço: o sedentarismo custa caro, ser atleta também! Vale refletir e fazer a escolha que te faz feliz!

Por: Catarina Porfírio

Instagram: @catarina140.6