5 séries Netflix para ver com a família

Hoje em dia é cada vez mais difícil conseguir reunir toda a família para ter um momento divertido juntos.

Na Netflix conseguimos algumas opções para reunir toda família na sala, para que possamos passar este momento agradável com quem amamos.

Veja algumas opções de títulos disponíveis na Netflix, que agradam a diversas gerações, como agradou nossa família:

Desventuras em Série

Baseada na coleção campeã de vendas do escritor Daniel Handler  (também conhecido como Lemony Snicket ), minha filha leu e amou os livros, vale a pena!

Desventuras em Série conta a trágica história dos irmãos Baudelaire — Violet, Klaus e Sunny — órfãos sob a guarda do terrível Conde Olaf, que fará de tudo para colocar as mãos na herança das crianças. Os irmãos precisam constantemente se esquivar de Olaf, de seus planos malignos e investigar a misteriosa morte de seus pais.

Anne with an E

Anne retrata o amadurecimento de uma garota que enfrenta conflitos, desafios e grandes dificuldades para encontrar seu lugar no mundo e ser amada.

A série se passa na ilha de Príncipe Eduardo no final do século XIX e acompanha a vida de Anne Shirley ,  uma jovem órfã que, após uma infância de abusos entre orfanatos e casas de estranhos, é enviada por engano para viver com um casal de irmãos em idade avançada.

Com o passar do tempo, a pequena garota de 13 anos transforma a vida de Marilla, Matthew Cuthbert e de toda a cidade com sua inteligência e imaginação brilhante. As aventuras de Anne abordam temas atemporais e importantes como auto-estima,  bullying e preconceitos.

Once Upon a Time

Na cidade fictícia de Storybrooke,  Regina é uma rainha má que rouba memórias graças à maldição obtida através de Rumplestiltskin.

Suas vítimas viveram,  uma realidade imutável durante 28 anos, sem ter qualquer noção de sua idade. Todas as esperanças estão depositadas em Emma Swan, filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado.

Ela é a única pessoa com a capacidade de quebrar a maldição e recuperar as lembranças perdidas, pois foi transportada do mundo de conto de fadas antes de ser atingida pelo feitiço.

Três É Demais (Full House)
Criado por Jeff Franklin, “Full House”, que foi ao de 1987 a 1995, mostra Danny Tanner que, depois de viúvo , convida seu melhor amigo e seu cunhado para ajudá-lo a cuidar de suas três filhas. O seriado ficou famoso pela personalidade forte da personagem caçula da série, a Michelle Elizabeth Tanner. A falante mocinha foi interpretada pelas irmãs gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen.

 Fuller House
Nesta nova série original Netflix, que é uma sequência do clássico Três é Demais (Full House), D.J. trabalha como veterinária em São Francisco, mas acaba de ficar viúva justo no momento em que espera o seu terceiro filho. É quando Stephanie, uma musicista aspirante, e Kimmy, junto com sua filha adolescente Ramona, se mudam para morar com D.J. e ajudá-la a cuidar de seus três filhos.

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Fortnite: você conhece os games que seus filhos jogam?

Se você assim como eu tem filhos entre oito e dezoito anos, é bem provável que você tenha ouvido falar do jogo Fortnite: Battle Royale. A classificação PEGI para este jogo é de 12 anos. No entanto, o PEGI não leva em consideração os recursos de chat ao avaliar os jogos, já a App Store diz que os usuários devem ter mais de 12 anos para jogar.

O game de ação e tiro gratuito, lançado em 2017, tem 125 milhões de usuários, segundo a revista americana Forbes.

O jogo pode ser acessado  no Xbox,  PC, PlayStation, mac ou baixá-lo na App Store. O uso  cresceu rapidamente entre crianças, jovens e adultos desde o lançamento para dispositivos móveis em março de 2018. O jogo envolve 100 jogadores lutando entre si em tempo real para ver quem será o último sobrevivente.

É um jogo gratuito e o lucro de Fortnite vem da venda de itens dentro do jogo, como skins (roupas especiais para os personagens), passe de batalha, dancinhas e alguns outros acessórios. Estas compras no aplicativo podem se tornar bem caras.

Fortnite: Battle Royale tem vários recursos que podem ser divertidos, mas também existem alguns riscos:

  • Os jogadores podem adicionar amigos no jogo para dispositivos móveis se tiverem uma conta no Epic, o desenvolvedor do jogo.
  • Existe um recurso de bate-papo no jogo que permite que os usuários entrem em contato entre si usando voz ou texto. Você pode desativar o chat de voz no jogo, selecionando as 3 linhas no canto superior direito da tela,  depois configurações,  “Áudio” na parte superior da tela e depois vá para a opção “Voice Chat”, onde você pode selecionar ‘Off’.
  • Você pode usar uma variedade de armas para matar outros jogadores, ou seja, existe violência no jogo. O uso de jogos de videogame violentos por crianças é tema de vários estudos (inclusive da American Psychological Association) que demonstram sua influência no comportamento infantil. Segundo especialistas, tais jogos não são os únicos vilões e devemos sempre avaliar o contexto em que a criança está inserida e o modelo familiar que possa levá-la a reproduzir condutas agressivas.

A questão é: você deve proibir? Uma decisão que cabe a cada família.

Após conhecer o jogo, decidi libera-lo para minha filha mais velha. Não permito que a mais nova jogue. Normalmente ela joga aos fins de semana, sempre durante o dia (acredito que jogos de ação atrapalham o sono, por isso não permito após 18 horas), na sala, nunca nos quartos, sob supervisão de algum adulto e no máximo durante uma hora seguida. Também não permito a compra destes “itens virtuais”.

Procuro sempre saber com as meninas sobre o que estão fazendo on line. Elas sabem que  podem me falar, sem risco de castigos, se estiverem preocupadas, com medo ou chateadas com qualquer coisa que tenham visto.

Meu conselho: veja seu filho jogar e entenda um pouco mais sobre as atividades on line de seu filho, conheça e jogue com ele se possível. Gerencie sua tecnologia e use as configurações disponíveis, filtros de segurança para manter sua criança segura. Não permita jogos nem uso de eletrônicos nos quartos. O ideal é que tenha sempre supervisão de uma adulto.

 

O que podemos fazer para nossos filhos terem hábitos alimentares saudáveis?

Desde que Luana, hoje com 11 anos, começou a comer sozinha escuto quase que diariamente a pergunta: “Mamãe, posso ficar só hoje sem comer salada?” minha resposta é sempre a mesma, “NÃO!”

Já fui taxada de radical, e outras palavras mais, por causa de minha postura alimentar com as meninas. Não me importo! Quero ter a certeza que o trabalho de base foi feito e se um dia decidirem, ao sair de casa, não se alimentar mais assim, vou lamentar, mas minha consciência vai estar tranquila.

Muitas vezes a alimentação saudável pode parecer difícil de ser seguida, mas na verdade é bem simples: precisamos daqueles nutrientes dos alimentos que a natureza nos oferece, ou seja, quanto mais natural e  integral for o alimento que você coloca na mesa de sua casa, mais fácil será conseguir os nutrientes que seus filhos precisam para serem saudáveis.

Lógico, que na prática  sabemos que muitas vezes as coisas não vão funcionar desta forma. Nossos filhos nem sempre comem o que oferecemos. E quando estiverem maiores farão as próprias escolhas. Como podemos então ajudá-los a crescer, alimentando bem e   que possam continuar fazendo escolhas saudáveis quando estiverem fora de nossa casa?

De acordo com especialistas os alimentos que oferecemos aos nossos bebês em crescimento podem ajudar a moldar seus padrões alimentares à medida que crescem.

Se oferecemos apenas coisas doces como bananas, batata-doce, maçã provavelmente irão preferir um paladar mais doce. Tente começar com algo como espinafre e brócolis antes de apresentar o doce. Troque uma idéia com o pediatra.

À medida que seu filho cresce, tente continuar oferecendo mais vegetais do que frutas e doces. O paladar de cada criança é diferente, então será mais fácil para alguns do que para outros, mas vale a pena o esforço.

Minhas filhas demonstram interesse em cozinhar sempre que as convido. Muitas vezes, quando resolvo fazer alguma receita nova, com legumes e ingredientes integrais, sei que a chance das meninas experimenta-la é pequena e uma boa estratégia é pedir uma ajuda para cozinhar, sendo assim elas mostram bem menos resistência, e muitas vezes comem com gosto, sabendo que ajudaram a fazer aquele prato!

Falo abertamente com as meninas sobre como certos alimentos podem realmente fazer mal à saúde. Na maior parte das vezes esses alimentos são açucarados, com farinha refinada ou alimentos muito industrializados.

O vício em açúcar é uma coisa real, muito perigosa e não é algo que queremos para nossos filhos. Sabemos que o mecanismo de ação do açúcar no cérebro é bem semelhante ao das drogas, além de causar a obesidade e diabetes tipo 2 mais tarde na vida.

Na prática as coisas aqui em casa funcionam mais ou menos assim, não compro, não ofereço, mas permito de vez em quando fora de casa: refrigerantes, bolachas recheadas, doces, etc…

Sempre tenho à vontade na cozinha: frutas, legumes, iogurte, castanhas, leite, cereais integrais.

Como adoro cozinhar, estou sempre buscando receitas novas com ingredientes frescos e nutritivos.

Conseguir que nossos filhos comam de maneira saudável pode, às vezes, ser uma luta, mas é uma luta de amor e que podemos sair vitoriosas com o tempo. Mesmo que pareça que nada está funcionando, nossos filhos absorvem mais do que podemos imaginar. ]

Na minha casa, quando criança, tive a sorte de ter pais que tiveram a preocupação com a alimentação de qualidade e hoje sigo este exemplo. Queremos que nossos filhos cresçam saudáveis, não queremos? de quebra nos mantemos saudáveis também! Vamos seguir firmes fazendo nosso melhor.

Autoestima e a Maternidade

Durante boa parte de minha vida conheci mulheres que enxergavam a  maternidade através de lentes cor-de-rosa,  e quase nunca escutava sobre às partes desagradáveis ​​de  criar filhos, o “lado negro da força”. Minha mãe, sempre muito presente e dedicada não nos criou com esta ilusão romântica, e agradeço muito a ela por isso!

Ter um filho é uma das maiores mudanças que podemos experimentar na vida, então seguindo está lógica, é esperado que a maternidade carregue com ela vários tipos de mudanças psicológicas e consequentemente físicas, não é mesmo?

Comigo não foi diferente, minha autoestima nunca foi muito boa, e antes da maternidade não era muito vaidosa e a preguiça de praticar esportes era maior do que a vontade de estar em forma. Não é difícil de imaginar que logo após o nascimento de minha primeira filha, com o ganho de peso, cansaço e toda bagagem que vem junto a autoestima piorou muito. Somente de 4 anos para cá eu realmente fiz as pazes com ela.

Recentemente, um grupo de pesquisadores analisaram dados de 84.711 mães norueguesas, concentrando-se em como tornar-se mãe afetava a autoestima e a satisfação das mulheres com seus relacionamentos amorosos.

Primeiro, os pesquisadores descobriram que, em média, a autoestima das mulheres diminuiu ao longo da gravidez. Quando as mulheres se tornaram mães, sua autoestima começou a aumentar novamente mas apenas por seis meses! A partir dos seis meses, a autoestima das mães sofreu uma diminuição gradual e prolongada.

Quando se trata de satisfação no relacionamento, os efeitos típicos da maternidade não parecem ser muito melhores.

Os pesquisadores descobriram que as mães de primeira viagem tendem a ficar muito satisfeitas com seus relacionamentos amorosos durante a gravidez. No entanto, essas mães experimentaram um declínio precipitado na satisfação do relacionamento na época do parto. Depois desse ponto, a satisfação com os relacionamentos continuou a diminuir gradualmente nos próximos anos.

Claro, estas são tendências de como ter filhos afeta as mulheres, em média, com variação de uma mulher para a outra.

Não precisamos destes dados para confirmara algo que basta a gente observar a nossa volta. Quantas de nós éramos mais vaidosas, satisfeitas com a nossa aparência e com o relacionamento antes da maternidade?

Podemos pensar os porquês desta mudança negativa: a falta de liberdade; de individualidade; as mudanças no corpo; no sexo com o parceiro; as culpas; as inseguranças; a falta de tempo só nosso; o cansaço….

Se a maternidade tem um efeito sobre a autoestima, como o estudo diz, não é razão suficiente para suportar aqueles primeiros anos mais difíceis. Três anos, ou mais, se uma mulher tiver mais que um filho, é muito tempo para se sentir deprimida. É o suficiente para mudar o curso da sua vida.

Embora estivesse fora do escopo do estudo norueguês determinar as causas ou fazer sugestões de como melhorar as coisas, o ato de fornecer dados e informações já é uma grande luz.

Este estudo oferece às mulheres que sofrem com a baixa autoestima depois de ter filhos o pequeno conforto de saber que o que estão vivendo é normal e, com sorte, a possibilidade de desistirem de abraçar demandas desmedidas na maternidade.

O amor próprio e os cuidados com nossa saúde e bem estar físico e psicológico, tem que ter sim, um lugar de destaque em nossas prioridades. Cuidar e amar a si mesma, para poder cuidar e amar o próximo!

O que ensinamos aos nossos filhos quando gritamos?

Resolvi escrever sobre este assunto não porque sou uma mãe perfeita, daquelas mulheres serenas que nunca se alteram e levantam o tom de voz. Detesto gritar com as meninas, mas uma vez ou outra, com muito pesar confesso, que isso acontece aqui em casa. Mas tenho uma meta interna de lutar comigo até chegar ao ponto de não fazer mais.

Já sabemos que as pesquisas dizem que dar palmadas nos filhos pode provocar neles comportamentos agressivos. Só que, em “substituição” destas palmadas, muitas vezes ao sair do sério nosso primeiro recurso é gritar com os filhos.

A pior forma de gritos são aqueles que envolvem insultos e xingamentos. Existe até uma pesquisa que mostra que esse tipo de gritaria é mais prejudicial do que as próprias palmadas.

Quando estes gritos acontecem muito raramente, em uma situação extrema, ok, pedimos perdão e seguimos em frente, mas se o grito é o caminho para tentar educar em nossa casa ou a maneira de fazer com que nossos filhos nos escutem, estamos indo muito mal.

Muitas vezes o que irão  aprendem é que você pode gritar para deixar alguém mais frágil e somente assim ele irá conseguir a atenção de alguém. Nossos filhos aprendem que podem tratar aqueles que são menores ou mais fracos desta forma, intimidando, aos gritos porque assim será escutado.

E não devemos nos surpreender se virmos nosso filho gritando com o irmão, colegas e amigos pois ele aprendeu isso em casa.

Nos incomoda muito quando alguém grita com a gente porque parece desrespeitoso, grosseiro e agressivo, para nossos filhos também!

Com a diferença de que eles nos amam e nos idolatram, nos tem como exemplo e pensam que tudo o que fazemos é ótimo, e deve ser repetido. Por isso a criança enxerga que se gritamos com eles é porque merecem ser tratados de forma rude.

É por isso que é tão importante pedir perdão, para que nossos filhos entendam que ninguém deve ser tratado desta forma, inclusive eles.

Toda vez que gritamos,  perdemos um pouco do respeito, da comunicação, aumentamos a distancia e o desconforto emocional. Além de causar segundo psicólogos um desastre na auto estima dos filhos.

E o que podemos fazer para tentar melhorar ou reverter este nosso comportamento? segundo a psicóloga Mireia Navarro Vera, devemos:

  • Adquirir um compromisso:
    será como um acordo familiar em que nos comprometemos a parar de gritar e falar com respeito. Vamos dizer aos nossos filhos que estamos aprendendo a fazê-lo e que eles terão que nos ajudar, que provavelmente cometeremos erros, mas que, se tiverem paciência, faremos o melhor a cada momento.
  • Nosso trabalho como pais é controlar nossas emoções:
    com o manejo de nossas emoções, ensinamo-los a controlar as deles. Se formos um bom exemplo, eles serão melhores. Portanto, devemos começar a trabalhar com nossas emoções, o que sentimos, o que transmitimos e como o controlamos. É um treinamento que requer tempo e esforço.
  • Lembre-se que as crianças devem agir como crianças:
    devem brincar, o esperado para a idade e nós somos os responsáveis por lembrá-los de suas obrigações todos os dias. É o nosso trabalho como pais. 
  • Pare de recolher lenha:
    quando você tem um dia ruim, qualquer faísca acenderá o fogo. Tire um momento, faça algo que faça você se sentir melhor e pare de se reunir lenha para o fogo. Em algum momento você tem que parar.
  • Ofereça empatia quando seu filho expressar qualquer emoção:
    qualquer emoção, boa ou má, deve ser ouvida. Para mostrar empatia, devemos fazer nosso filho enxergar que entendemos como ele se sente. Dessa forma,  aprenderão a aceitar seus próprios sentimentos, que é o primeiro passo para aprender a lidar com eles. Depois que as crianças conseguem controlar suas emoções, elas também podem gerenciar seu comportamento.
  • Trate seu filho com respeito:
    quando as crianças são tratadas com respeito, elas sentem mais vontade de se comportar e tratar os outros com respeito. Você apenas tem que entender que seu filho merece seu respeito mais do que qualquer outra pessoa.
  • Quando você ficar com raiva, pare:
    não faça nada nem tome decisões. Respire fundo. Se você já está gritando no meio da frase. Não continue até que esteja calmo. Falar, punir ou agir quando se está com raiva aumenta muito a probabilidade de tomar decisões erradas, gritar em vez de falar, usar punições exageradas e sem instrução e agir de forma desproporcional.
  • Respire e perceba seus sentimentos:
    quando você ficar com raiva de seu filho e sentir raiva e raiva, afaste-se da situação, se possível, e respire. Lave seu rosto e pense sobre o que está sob essa raiva que geralmente é medo, tristeza e decepção. Dê a si mesmo um espaço para sentir e chore se você sentir, então você verá como a raiva desaparece.
  • Encontre sua própria sabedoria:
    analise a situação objetivamente. Agora que você não sente mais raiva, será mais fácil. Pense no que você deseja alcançar e qual é a melhor maneira de fazer isso. Você quer que seu filho lhe obedeça, seja paciente e repita a norma quantas vezes for necessário, até mesmo o ajude fisicamente a fazê-lo, pegue-o pela mão e guie seus passos. Você quer que seu filho o respeite, ensine-o pelo exemplo. Você quer educar bem o seu filho, faça-o a partir do reconhecimento e do afeto não dos gritos e punições. Defina seus objetivos e também defina seus passos. Aprender requer tempo e paciência, seu filho não pode aprender tudo a princípio, ao contrário, é o contrário, você não aprenderá nada no início.
  • Adote medidas positivas, procure um lugar calmo.

Às vezes, basta respirar, sair um pouco de perto,  para que a raiva desapareça.

Administrando bem nossas emoções e sentimentos, ensinamos o mesmo aos nossos filhos e isso certamente nos tornará mães muito melhores.

Leia mais:

Gritar com crianças é tão ruim quanto bater nelas

Gritar com os filhos pode ser prejudicial

 

Egoísta eu?!

Assim que me tornei mãe pela primeira vez, acredito que como outras muitas mulheres comecei a viver uma fase em que a prioridade era cuidar da minha filha, da casa, do marido e de certa forma eu não conseguia mais cuidar de mim mesma.

Me sentia exausta e sem energia. Eu sabia que algo precisava mudar, e aconteceu … Aprendi a ser egoísta. E aprendi que era o melhor presente que eu poderia ter dado a mim mesma e à minha família também.

Definitivamente a palavra “egoísta” remete a um sentimento negativo, a moralidade exige que sejamos altruístas, mas gostaria de apresentar a palavra no sentido de “cuidar de si mesma”. Arrisco dizer que o egoísmo é saudável quando não esquecemos os nossos deveres e não ultrapassamos o direitos dos outros.

Nós mães e mulheres  somos educadas desde pequenas a cuidar do próximo, o que é natural e muito incentivado, aprendemos a cuidar e servir a todos menos a nós mesmas. Muitas vezes sacrificamos nossa saúde, boa forma, nutrição e serenidade para atender as necessidades e desejos de nossos filhos, marido e família.

Como ser feliz, forte e saudável para quem você ama se não se cuidar? Você só vai conseguir, se for um pouco egoísta todos os dias reservando um tempo para olhar para si mesma e escutar seus anseios e respeitar seus limites.

Quando deixamos de cuidar de nós mesmos, perdemos a força, nos sentimos esgotadas e com baixa auto estima, além de mostrar aos nossos filhos que as nossas necessidades  não são importantes como as deles.

Como queremos reconhecimento e amor se nós mesmas não nos amamos o suficiente?

Tudo isso que hoje escrevo aqui não veio de forma simples e natural em minha vida. Como já relatei em outros posts, tenho aprendido com o tempo a me amar de verdade, de forma lenta e madura. Ainda sinto dificuldade em dosar e saber até onde devo respeitar minha vontade e o quanto devo ceder para conseguir equilíbrio. Mas o fato é que viver este “egoísmo” que nada mais é do que cuidar de mim mesma, tem me feito uma mãe e esposa melhor.

Alguns exemplos de hábitos que inseri em minha vida:

  • Alimentar bem e adaptar a minha dieta saudável para a família. Eu cozinho e compro aqueles alimentos que considero saudáveis. Minhas filhas comem aquilo que eu ponho na mesa, e não o contrário.
  • Tenho meu horário de programação na TV. Acompanho jornais e séries, durante estes horários as meninas podem ler, desenhar, jogar um pouco no tablet.
  • Treino pela manhã, assim que deixo as meninas na escola. Meu exercício é sagrado!
  • Dividir tarefas domésticas com o marido, mesmo sendo dona de casa, me dou o direito de sentir cansaço e pedir ajuda em tarefas de casa e com as meninas (sem culpa).
  • Falo abertamente sobre meus sentimentos com a família. Quando estou cansada, sobrecarregada ou chateada, exponho o que sinto e peço a colaboração de todos, assim como faço com eles.

Hoje reconheço minha força interior e cuido da melhor forma que posso de minha família, mas deixei de lado a posição de “super heroína” pois este papel já aprendi que não me faz bem!

Enquanto seu filho não vem….

Aquele último mês de gestação parece nunca terminar, já passei por este momento por duas vezes em minha vida. Lembrando deste tempo em uma sala de espera com uma das minhas filhas esta semana, resolvi escrever sobre algumas coisas que hoje faria nesta época se pudesse voltar no tempo, coisas que deixei passar e que poderiam ter sido de grande valia.

  • Cuidar dos cabelos, e da aparência no geral . Dentista. Pinte suas unhas. Assim que nossos filhos nascem, renascemos de uma forma diferente, corte o cabelo, cuide da cor e tente ficar mais satisfeita com sua aparência antes de ir a maternidade.
  • Ler bons livros, coisa que fica muito difícil pelo menos no início do nascimento. Você vai querer usar todo seu tempo livre para descansar e tentar colocar o sono em dia.
  • Se tiver outro filho, passe momentos de muita qualidade com eles. Brinque converse e tentar explicar que após a chegada do irmão as coisas vão mudar! Sempre gostei de “jogar limpo” com as meninas, falar a verdade, não que isso evite a ansiedade, o  ciúme e o medo, mas ajuda muito, além de criar uma relação de confiança muito grande.
  • Faça seu marido se sentir especial. Curta cada pequeno momento ao lado dele, nem que seja lendo um livro enquanto ele assiste aquele programa sobre carros. Por mais difícil que seja pensar nisso, por estarmos sensíveis, ansiosas, cansadas, este momento antes do nascimento pode ser muito importante para você poder falar o quanto o ama, como a ajuda dele te faz bem e a companhia também.
  • Saia com suas amigas.
  • Ver boas séries e bons filmes. Acredite em mim, por alguns anos sua TV poderá passar somente animação e você não vai tentar lutar contra isso!
  • Organizar aquelas gavetas e coisas para doar, aqueles itens que vocêvai sempre deixando de lado.
  • Encher o Freezer com comidas saudáveis, sopas, legumes, hamburger vegetal.
  • Mandar lavar carpetes, cortinas e edredons.
  • Troque as baterias de sua maquina fotográfica.
  • Escolher e conhecer se possível, o pediatra
  • Invista em uma cadeira confortável para as noites e amamentação.
  • Arrume o assento de carro e deixe-o instalado
  • Arrumar a farmácia básica do bebe (consulte o pediatra) e a sua.
  • Deixe as contas programadas no débito automático ou pague antecipadamente.
  • Durma, descanse. Tente acordar no horário que seu corpo pedir.
  • Vá ao banheiro com calma de porta fechada, curta o silêncio!