A importância dos avós para minhas filhas

 

Durante um bom tempo a rotina com minha primeira filha foi assim: acordava cedo e a levava para a casa de meus pais. Seguia para meu trabalho e durante a manhã Luana e  mamãe faziam mil atividades, criavam peças de teatro, cantavam e se divertiam de verdade!

Quando Sofia nasceu, decidi que era hora de parar de trabalhar e cuidar pessoalmente da educação das meninas, pelo tempo que fosse necessário. Como já comentei em um post anterior, a profissão de meu marido exige que esteja sempre fora viajando.

A fase que Luana passou com meus pais foi uma época de tranquilidade e muito aprendizado. Desenvolveram uma grande amizade e cumplicidade que perduram até hoje. Mamãe é muito alegre, ativa e sempre fazia questão de ocupar com qualidade o tempo que ficavam juntas.

Papai é menos “ativo” mas sempre presente, prestativo e muito carinhoso.

Durante este período que Luana ficou diariamente com meus pais, não tive nenhum problema relacionado a nossa forma de educar e nossa autoridade com ela (do meu marido e minha), tive a sorte de sempre ser consultada quando era necessário e nossas ordens  sempre foram respeitadas.

As meninas não podem ter com os avós paternos a mesma convivência, já que eles moram bem mais distantes de nossa cidade, mas toda vez que os recebemos em casa ou quando vamos visita-los é uma grande alegria.

De acordo com uma reportagem da Revista Crescer:

“Os especialistas concordam. De acordo com Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), a participação dos avós na criação dos netos, quando possível, pode trazer uma série de benefícios a todos os envolvidos.

Os pais têm com quem dividir a tarefa de cuidar, as crianças são expostas a um círculo familiar maior, e os avós têm sabedoria e experiência reconhecidas socialmente.

“A criança se enriquece muito com esse contato, já que recebe mais estímulos, amplia seu repertório e aprende a conviver em um ambiente distinto com pessoas diferentes. Os avós também.

Hoje, o ‘velho’ está ligado a algo pejorativo graças ao mundo de consumo em que estamos inseridos. O que é ‘velho’ tem que ser descartado. Para os avós, então, ter a responsabilidade de cuidar de uma criança é sinônimo de valorização social. A experiência dele é importante ali. Ele tem papel utilitarista, está ajudando outras pessoas, e isso dá sentido à sua vida”, diz.”

Hoje, mesmo estando em casa em tempo integral, ainda conto muito com meus pais, encontramos bastante e sempre que preciso posso contar com os dois, até mesmo para poder sair sozinha ou viajar com marido.

Minha irmã também conta com esta ajuda com muita frequência, e não consegue imaginar a vida sem estes “anjos” por perto.

Felizes os netos que podem ter a felicidade de conviver com avós como minhas filhas. Relação de amor, respeito, amizade e aprendizado mútuo.

Para mim é também um porto seguro e uma grande parceria de vida.

Aos avós a eterna gratidão e amor por tudo que já fizeram e fazem por nós.

 

 

 

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De onde vem os bebês?

Ainda me lembro da primeira vez que passei por isso com a mais velha, cozinhando, panela no fogo, a pequena estática com dois grandes olhos me fitando, a amiga mais velha ao lado, com um livro nas mãos:

“_Luana, fala logo com sua mãe, assim como combinamos!”

Luana segue:

“_Mamãe, estou sabendo de tudo, mas a “fulana” me explicou que se eu não quiser fazer isso que eu posso fazer uma “inseminação artificial”.

Engoli seco, parei para entender melhor tudo que estava acontecendo, e sentei com as duas no sofá. Peguei o livro e pude perceber que se tratava do mesmo livro o qual no passado havia aprendido sobre o tema.

Repassei com Luana o assunto para ter a certeza de que tudo havia sido explicado de forma correta. Expliquei que não era algo “nojento” como elas estavam falando, quando era feito pelo casal que se amava e respeitava.

Esta semana voltou a acontecer, desta vez com a minha caçula. Primeiro a explicação sobre as “sementinhas” se encontrando na barriga e formando o bebê foi o suficiente. Dois dias depois o questionamento voltou mas de forma diferente. Decidi então recorrer ao velho e bom livro!

Com minha dupla experiência em casa decidi escrever algumas dicas para as mamães que ainda vão passar por tudo isso:

  • Levar em conta a idade de seus filhos

Se for uma criança bem pequena, você pode explicar de forma bem superficial como falar que os bebês ficam alguns meses dentro da barriga e depois nascem.

Como as meninas questionaram por volta de 6 a 7 anos, e esta explicação já não bastava, usei o recurso do livro e expliquei tudo de forma completa com a parte da biologia.

Vá segundo sua intuição, se seu filho quiser saber mais, explique mais, mas caso se contente com poucas informações, fique por aí.

  • Agir com naturalidade:

Tente não mostrar que esta sem graça ou nervosa com o questionamento, se a criança notar pode se sentir pouco a vontade e parar de perguntar coisas desse tipo.

Explique que tudo acontece com o consentimento, respeito e o amor de um homem e de uma mulher, e que normalmente o papai coloca uma “sementinha” dentro da mamãe, que uma criança não pode fazer isso e o que mais achar importante.

Agindo com toda naturalidade possível e sem mostrar resistência a criança vai se sentir mais a vontade e provavelmente no futuro terão liberdade para questionar outros assuntos.

  • Usar imagens, livros ou vídeos

Levando em conta a idade do seu filho, explique mostrando as imagens ou desenhos , representando os aparelhos reprodutivos, o papel de cada um deles e qual é o processo.

As imagens ajudam as crianças a entender tudo de forma mais clara e mais natural além de facilitar para você.

Espero ter ajudado um pouco e aproveite para estreitar os laços de confiança com seus filhos. Boa sorte!

Para ler mais sobre o assunto:

Pais e Filhos

Pais tentam explicar para os filhos

Vídeo Birds and Bees

Sobre aprender com as mudanças; por Tininha Fleury

Para fechar este ano com chave de ouro, decidi convidar uma mulher que admiro infinitamente, respeito e tenho um amor gigantesco: minha irmã!
Desejando junto com ela um 2018 de serenidade, sabedoria, realizações amor e muita paz para todos vocês!
“Sempre fui uma pessoa muito planejada, desde pequenininha muito decidida, sempre soube o que queria, e realmente acreditava que o destino estava APENAS em minhas mãos. Brinco que o “Cara lá de cima”, já deve ter dado boas risadas com isso.
Meu grande sonho sempre foi ser mãe, cheguei a ousar dizer de criança que teria 79 filhos, e que boa parte deles, antes dos 30 anos! Mas a vida foi me levando por caminhos diferentes…
Terminei a minha formação, em Publicidade e Propaganda já trabalhando na área, e graças a minha dedicação, fui ganhando cada vez mais destaque no mercado, chegando a Diretora de Novos Negócios de uma grande empresa de mídia em Belo Horizonte e posteriormente São Paulo.
Mas em função dessas “mudanças de rota”, acabei conhecendo o grande amor da minha vida já beirando o tal dos 30. Cheguei a ponto de achar que Deus estava me punindo, por não me permitir encontrar o meu grande companheiro desta vida mais nova, a tempo de ter meus vários filhos.
Nos casamos e pouco tempo depois, claro que de forma muito bem programada, descobrimos que fomos premiados com gêmeos!(Acho que Deus resolveu me ajudar nos meus planos de povoar o mundo, rs).
Gestação maravilhosa, radiante, espetacular, sem nenhuma intercorrência, e a vida do meu casalzinho já estava toda desenhada na minha cabeça, nos mínimos detalhes, já conseguia ate me imaginar avó.
Após a chegada dos gêmeos, iria propor a empresa que trabalhava, um trabalho mais no esquema home office, para acompanhar de perto o crescimento dos dois, porém não abandonaria a minha carreira.
Eis que, mais uma vez, meus planos não saíram conforme planejado.
Na metade do 8 mês, minha gatinha rompeu a bolsa e o parto precisou ser realizado.
Ambos nasceram muito bem, porém meu gatinho apresentou insuficiência respiratória alguns minutos depois, precisando ser levado para a UTI Neonatal, e no segundo dia de vida, teve duas paradas cardiorrespiratórias, uma de 13 e uma de 20 minutos, deixando nele uma extensa área de paralisia cerebral.
Foi neste momento, que ocorreu o tal do “clique” que tantas pessoas falam, foi neste momento que descobri, que o destino não nos pertence, que todos os planos são feitos por Ele, e que mesmo não entendendo em um primeiro momento, os planos Dele são os mais perfeitos que existem.
Não é fácil e nem rápido perceber isso,  demora um certo tempo, suficiente para comportar alguns sentimentos:
luto,
revolta,
um extenso questionar.
Até que chega o momento que você consegue compreender, que aquela mudança também veio para te colocar na rota mais certa, naquela que te trará realmente alegria e sentimentos realmente nobres.
Hoje me sinto muito mais completa e disposta. Voltei a praticar atividade física, porém agora, com frequencia e comprometimento muito maiores do que há alguns anos atrás. Aprendi a dar valor a vida que tenho.
Muitas pessoas me questionam, como consigo manter sempre o astral lá em cima, um sorriso no rosto, otimismo e energia, com toda a rotina de mãe de uma criança atípica, e a resposta sem dúvida é essa.
Aprendi a aceitar e a amar as mudanças da minha vida, e só tenho a agradece-las!”
Maria Cristina Fleury Furtado de Campos, 38 anos, casada, Publicitária de formação e mãe apaixonada em tempo integral.

Mudando seu estilo de vida de forma eficaz; por Felipe Brandão Bastos

Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

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Como lidar com as mudanças de escola?

 

Mais um ano chega ao fim e junto a hora de vivenciar muitas mudanças, para a maioria de nós.

Embora tudo isso possa parecer coisa simples da vida às quais todos nós precisamos passar, estas mudanças tendem a causar muita ansiedade nas crianças. A rotina traz segurança a criança, e por isso se apegam a tudo aquilo que faz parte dela.

Para minhas filhas o novo ano virá com uma troca de turno, o que esta gerando uma certa ansiedade, pois as duas acordam tarde pela manhã.

Muitos colegas queridos mudando de escola, e muitas conversas com outras mães sobre experiências a respeito disso tudo.

Quando pequena troquei varias vezes de escola. Papai é engenheiro e por conta das obras que trabalhava, tivemos que mudar algumas vezes de cidade e consequentemente de instituição.

Fui uma criança tímida,  introvertida e nem sempre a adaptação era fácil. Tenho alguns amigos que trago da infância e mesmo com esta vivência e a certeza de que “sobrevivemos”, apesar das dificuldades, não me tornei uma mãe menos ansiosa.

Minha filha mais velha esta hoje com 10 anos e em sua terceira escola. Luana é uma criança muito segura e confiante desde pequena. Mesmo assim, sofri muito imaginando o que cada mudança de escola poderia fazer na cabecinha dela, mas era esperar uma semana e ela já estava totalmente adaptada e com novos “melhores amigos”.

Cada criança é um caso a parte.

Decidi escrever  algumas dicas que acredito que possam ajudar bastante mães, que assim como eu, se preocupam e querem tornar menos traumática estas mudanças. São coisas que coloquei em prática com Luana e acredito que juntamente com a personalidade dela, tenham ajudado neste processo.

  • Destacar os pontos positivos da mudança da escola. Seja a proximidade de casa (sobra mais tempo para brincar, descansar), seja a parte financeira (poderemos passear mais com o dinheiro que vamos economizar), falar sobre os novos amigos, as aulas diferentes, o pátio grande…
  • Expor a verdade, sempre. Explicar para a criança os reais motivos que levaram a troca de escola, de forma simples e de acordo com a idade da criança. Acredito que muito da segurança da Luana se deve ao fato de ter a certeza de que sempre escutará a verdade de nossa parte. Sabendo dos reais motivos a criança terá mais facilidade em assimilar a mudança.
  • Conversar sobre a ansiedade, o medo. Importante a criança entender que é natural sentir medo, ansiedade e angustia. Tento mostrar com experiências que também vivi todos estes sentimentos e com o tempo a gente consegue superar cada um deles.
  • Mostrar que as amizades antigas e verdadeiras não se perdem. Que temos sim que fazer novas amizades, mas manter aqueles colegas que trazem coisas boas para nossa vida é fundamental.
  • Visitar a nova escola com seu filho, passear por cada ambiente, chamar atenção para detalhes bacanas, coisas interessantes, mostrando alegria e segurança.

Não existe receita de bolo, mas o importante mesmo é estarmos muito presentes e abertas para tentar, apesar de nossas inseguranças e receios, dar atenção e carinho para nossos filhos durante esta fase de mudanças.

E no mais aquele ditado :”Tudo na vida passa”, ajuda bastante aqui também.

Minha Lista de Hábitos para Ser uma Mãe Melhor

Em 2011, a pediatra Meg Meeker lançou um livro nos EUA sobre os hábitos das mães felizes. A abordagem do livro “Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming our Passion, Purpose and Sanity” (“Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando nossa Paixão, Propósito e Sanidade”) não é sobre você estar realizada por ter tido filhos, mas se você é feliz como mulher.

Algumas destas dicas estão no meu texto da forma que consigo por em prática, outras dicas fui descobrindo sozinha e resolvi listar, pois durante estes últimos 11 anos de vida que me tornei mãe, estou aprendendo que alguns destes pequenos hábitos e posturas podem fazer uma grande diferença.

Não sou e nem pretendo ser uma SUPER MÃE, mas tento a cada dia me tornar uma versão melhor de mim mesma. Compartilho algumas atitudes que acredito que possam ajudar a nos tornar mães melhores.

  • Tentar dedicar tempo de qualidade aos nossos filhos. Algumas mães estão em casa em tempo integral como eu, outras trabalham fora, mas este ponto se aplica a todas nós. Tentar usar menos o telefone, ou qualquer tecnologia quando estiver com eles. Perguntar e escutar de verdade sobre o dia na escola, sobre as amizades, planos para o futuro. Assistir filmes e séries juntos. Criar trabalhos manuais e sentar para fazer junto. Eu nunca gostei de brincar de bonecas, fazer arte sempre foi a melhor opção para preencher esta minha dificuldade.
  • Não se culpar por seus defeitos e fraquezas o tempo todo.Toda mãe sempre carregara alguma culpa, as que trabalham fora, se culpam muitas vezes pela ausência, no meu caso muitas vezes me culpei por não estar financeiramente ativa, por ser ríspida e dura no modo de falar com elas. Em fim, quando vem a culpa, tento ser menos cruel comigo mesma e me policiar tentando melhorar naquilo que pode ser trabalhado naquele momento.
  • Não se comparar com outras mulheres, mães e esposas. Somos as melhores mães que nossos filhos poderiam ter.  Todas nós fazemos nosso melhor no dia a dia e educamos por amor. Levo este hábito para tudo mais em minha vida. Somos únicas.
  • Manter atividades e amizades que nos fazem bem. Não abro mão de meu CrossFit e de amigos que me fazem rir e crescer. Quando abrimos mão acabamos descontando de alguma forma em nossos filhos.
  • Cultivar a fé e espiritualidade. Não falo em religião aqui. Cada um tem sua fé. Mas o habito e o cultivar estes valores dentro de casa com os filhos nos dá segurança e força para sustentar a família.
  • Não se sobrecarregar. Decidi ser dona de casa e mãe, tenho mil afazeres em casa e com as meninas, me sinto cansada como qualquer pessoa, e tenho pouco tempo para minhas coisas. Quando o marido esta em casa ele me ajuda, e eu peço e aceito a ajuda sem dor na consciência.
  • Saber o valor que eu tenho. Sei que mães como eu, tendem a ser julgadas por não estar trabalhando fora, tendo uma carreira. Mas sei do valor do trabalho que tenho em meu lar. Não podemos esperar este reconhecimento externo, pois muitas vezes não teremos. Os bons frutos que colhemos com nossos filhos fazem tudo valer a pena.
  • Fazer as refeições com calma na mesa. Nada de comer com tablet, televisão ou qualquer distração. Reunir a família para conversar sem interrupções é muito importante para nós.

Para ler mais: Revista Crescer