Mamãe no CrossFit! Um pouco da modalidade para quem ainda não conhece.

Há mais ou menos quatro anos atrás, entrei pela primeira em um box de CrossFit sem realmente ter muita idéia do que encontraria por lá. Eu já havia escutado algumas histórias de conhecidos e suas variadas interpretações do que seriam aulas de CrossFit. Uma coisa era meio comum nestas histórias: contavam algo sobre levantar pneu de trator, vomitar no final das aulas e ser muito semelhante a um treinamento militar. Como já havia tentado sem sucesso muitas aulas em academias “normais”, mesmo sendo sedentária e estando um pouco apreensiva, resolvi tentar como ultima cartada.

O CrossFit foi desenvolvido por Greg Glasser durante várias décadas. 
Todos os exercícios Crossfit são baseados em movimentos funcionais, e estes movimentos agregam os melhores aspectos da ginástica, LPO, corrida, remo e muito mais.

O grande final  é chamado de “WOD” (workout of the day) e é a parte principal de cada treino, e costuma variar de 5 a 30 minutos.
Ele exige alta intensidade de trabalho para se cumprir a tarefa proposta, que pode ser de executar o máximo de exercícios em um tempo determinado, ou uma sequência de exercícios o mais rápido possível, tendo exercícios aeróbicos, exercícios de ginástica e de levantamento de peso.
O WOD do dia é sempre o mesmo para todos, porém os alunos iniciantes executam o movimento de forma adaptada, e o progresso ocorre de acordo com as facilidades aptidões físicas de cada um. Por exemplo, o iniciante faz a barra (pull-up) usando um caixote ou um elástico, até conseguir executar o exercício sem nenhuma adaptação.

Existe um verdadeiro espírito de comunidade no CrossFit e você logo se encontra gritando palavras de encorajamento para os seus colegas. É viciante. Como disse antes, “detestava” academias, uma verdadeira tortura fazer qualquer aula em grupo para mim! Hoje muitas vezes mesmo resfriada, ou dormindo mal, lá estou eu!

Se você nunca treinou peso antes, ou treinou apenas em máquinas fazendo musculação, o CrossFit é um ótimo lugar para começar, desde que você tenha um ótimo treinador. Você aprenderá a fazer todos os levantamentos de peso que nunca imaginou fazer antes, com muita consciência corporal,  e sem julgamentos.

Nestes anos já vi grandes diferenças em minha forma física e ganho de força. Já passei por alguns momentos os quais pensei que iria vomitar ou queria ir embora, mas definitivamente vale a pena! Que tal experimentar?!

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Mãe de 3 e Atleta (IRONMAN) : Catarina Porfírio

Conheço Catarina já faz tempo, sempre foi bela e determinada. Perdemos contato por alguns anos, agora depois dos 40 anos de idade, nos reencontramos pelas redes sociais. Para minha surpresa e admiração, Catarina hoje esta ainda mais determinada, forte e bonita. Decidi convida-la para escrever e compartilhar com vocês este exemplo de superação e força. Inspirador!

A maternidade não me impediu de me tornar atleta!

Quando criança fui ginasta. Passava todas as manhãs no ginásio do Minas Tênis Clube fazendo aula de ginástica olímpica, era a parte mais feliz do meu dia.

Meu sonho era ser selecionada para a equipe do clube, na qual só havia atletas com muito potencial, mas esse sonho nunca se realizou porque embora eu fosse muito flexível e dedicada eu era alta, pesada, um biotipo que condenava meu progresso na modalidade!

Na adolescência fui nadadora, integrei uma equipe de competição, fui federada pelo Praia Clube e disputei campeonatos regionais!

Depois veio a faculdade, casamento, três gestações seguidas e com isso me distanciei do esporte competitivo por 20 anos, mas hora nenhuma deixei de praticar esporte, me exercitava uma hora, 5 vezes por semana, alternando musculação com aeróbico!

Em 2013, aos 39 anos resolvi me inscrever em um triathlon da região, estava com muita saudade de nadar e curiosa para saber como seria meu desempenho depois de tanto tempo longe das piscinas.

Como eu não tinha domínio do ciclismo na época, entrei no revezamento com meu marido. Eu nadei e corri, e ele pedalou. Mesmo ambos não tendo nenhuma experiência com o triathlon, conseguimos um pódio de terceiro lugar e ganhamos um troféu maravilhoso! Ali me encantei pelo triathlon e decidi que iria treinar para me tornar uma triatleta.

Comecei nas provas menores e em um ano já estava fazendo meu primeiro IRONMAN 70.3 e dois anos depois fiz o IRONMAN 140.6, a maior e mais difícil prova regulamentadas do triathlon.

Ao todo foram 7 IRONMAN 70.3 e 2 IRONMAN 140.6. Uma média de três horas diárias de treino de segunda a sábado, inúmeras competições no Brasil e outras fora: Monterrey/México, Miami/EUA, Londres/Inglaterra, Tirol/Áustria. Sonhava em ser atleta, ter um corpo atlético e ser assim reconhecida desde que eu era criança, mas isso só foi acontecer na fase menos provável da minha vida: aos 39 anos, após ter me tornado mãe de três filhos!

Hoje, tenho 43 anos, nesses quatro anos meu corpo se transformou, tenho hoje a melhor forma física da minha vida! Estou em paz com o espelho e me orgulho da imagem que vejo porque ela não veio de graça, por trás dela há muita dedicação. Mesmo tendo engordado muito nas três gestações, a maternidade não me impediu de recuperar a forma física.

Amo meus três filhos, mas sei que para ser uma boa mãe, preciso antes de tudo estar bem comigo mesma e ser atleta me traz essa realização! É fácil conciliar a vida de atleta com a maternidade? Não, mas é possível! Toda escolha tem seu preço: o sedentarismo custa caro, ser atleta também! Vale refletir e fazer a escolha que te faz feliz!

Por: Catarina Porfírio

Instagram: @catarina140.6