Egoísta eu?!

Assim que me tornei mãe pela primeira vez, acredito que como outras muitas mulheres comecei a viver uma fase em que a prioridade era cuidar da minha filha, da casa, do marido e de certa forma eu não conseguia mais cuidar de mim mesma.

Me sentia exausta e sem energia. Eu sabia que algo precisava mudar, e aconteceu … Aprendi a ser egoísta. E aprendi que era o melhor presente que eu poderia ter dado a mim mesma e à minha família também.

Definitivamente a palavra “egoísta” remete a um sentimento negativo, a moralidade exige que sejamos altruístas, mas gostaria de apresentar a palavra no sentido de “cuidar de si mesma”. Arrisco dizer que o egoísmo é saudável quando não esquecemos os nossos deveres e não ultrapassamos o direitos dos outros.

Nós mães e mulheres  somos educadas desde pequenas a cuidar do próximo, o que é natural e muito incentivado, aprendemos a cuidar e servir a todos menos a nós mesmas. Muitas vezes sacrificamos nossa saúde, boa forma, nutrição e serenidade para atender as necessidades e desejos de nossos filhos, marido e família.

Como ser feliz, forte e saudável para quem você ama se não se cuidar? Você só vai conseguir, se for um pouco egoísta todos os dias reservando um tempo para olhar para si mesma e escutar seus anseios e respeitar seus limites.

Quando deixamos de cuidar de nós mesmos, perdemos a força, nos sentimos esgotadas e com baixa auto estima, além de mostrar aos nossos filhos que as nossas necessidades  não são importantes como as deles.

Como queremos reconhecimento e amor se nós mesmas não nos amamos o suficiente?

Tudo isso que hoje escrevo aqui não veio de forma simples e natural em minha vida. Como já relatei em outros posts, tenho aprendido com o tempo a me amar de verdade, de forma lenta e madura. Ainda sinto dificuldade em dosar e saber até onde devo respeitar minha vontade e o quanto devo ceder para conseguir equilíbrio. Mas o fato é que viver este “egoísmo” que nada mais é do que cuidar de mim mesma, tem me feito uma mãe e esposa melhor.

Alguns exemplos de hábitos que inseri em minha vida:

  • Alimentar bem e adaptar a minha dieta saudável para a família. Eu cozinho e compro aqueles alimentos que considero saudáveis. Minhas filhas comem aquilo que eu ponho na mesa, e não o contrário.
  • Tenho meu horário de programação na TV. Acompanho jornais e séries, durante estes horários as meninas podem ler, desenhar, jogar um pouco no tablet.
  • Treino pela manhã, assim que deixo as meninas na escola. Meu exercício é sagrado!
  • Dividir tarefas domésticas com o marido, mesmo sendo dona de casa, me dou o direito de sentir cansaço e pedir ajuda em tarefas de casa e com as meninas (sem culpa).
  • Falo abertamente sobre meus sentimentos com a família. Quando estou cansada, sobrecarregada ou chateada, exponho o que sinto e peço a colaboração de todos, assim como faço com eles.

Hoje reconheço minha força interior e cuido da melhor forma que posso de minha família, mas deixei de lado a posição de “super heroína” pois este papel já aprendi que não me faz bem!

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Não somos as mães perfeitas que o Instagram quer!

 

Fotos lindas em ângulos perfeitos, corpos esculturais e cabelos esvoaçantes. Peles impecáveis, cílios gigantes, unhas pintadas.

Amores de contos de fadas em cenários paradisíacos!

Todos os dias ao navegar em minha rede social preferida, o Instagram, fico encantada com tanta perfeição, tanta felicidade e tanta coisa bacana. Só que não!

Estaria sendo hipócrita se não admitir postar no meu perfil também os momentos que em meu cotidiano me dão um certo prazer em dividir.

A verdade é que por traz de cada sorriso ainda existe a mulher e a mãe:

  • com a unha a fazer;
  • com pés de galinha consequência de meus 41 anos de idade, a pele não mais tão  firme;
  • com minhas crises de ansiedade e saudade da época que trabalhava fora (mesmo certa de que neste momento eu realmente quero estar com as meninas em casa) ;
  • cuidando da casa, das roupas e da comida, cozinhando todos os dias, torcendo para poder viajar um pouco mais para quebrar a rotina;
  • descobrindo a cada dia que muitas idéias e teorias de educação de filhos devem ser repensadas e adaptadas para nossa realidade;
  • tentando se reinventar, valorizar e melhorar como pessoa a cada dia;

O que me leva a escrever e questionar e as vezes até me preocupar é o fato de muita gente realmente acreditar em toda esta perfeição. Em uma vida de conto de fadas. Em um padrão de beleza quase impossível de conseguir na vida real.

Quando decidi escrever o blog e partir para uma linha de defesa do esporte e da mudança de hábitos alimentares, foi realmente com a necessidade de dividir e mostrar que muitos dos meus problemas foram amenizados depois desta mudança de vida. Mas para mim  é muito importante fugir do lado superficial  que acaba  levando para este mar de vaidade e o vazio interior. A aparência exterior deveria refletir nosso íntimo e não ser uma máscara escondendo frustrações, tristezas e problemas que vivemos.

Talvez este mundo virtual seja o escape de todos nós, a vida fantástica dos sonhos, os filhos penteados e comportados brincando, o casal romântico que se ama e não briga, o vinho caro no luxuoso restaurante.

Adoro poder registrar bons  momentos em fotos, adoro também a possibilidade de conhecer um pouco de outras culturas, lugares e pessoas interessantes.

Não acredito em vida perfeita e bem menos em pessoas perfeitas. As vezes me pego sorrindo e imaginando as cenas reais por trás das postagens mais belas.

Com o pé no chão e a cabeça no lugar, sonhar um pouco não deve fazer mal.

Mães e mulheres imperfeitas vamos em busca da superação real e pessoal!

Abandonando o sedentarismo; ajustes na rotina precisam ser práticos e sustentáveis; por Felipe Bastos

 

Olá pessoal! Com o inicio do ano e consequentemente, com o retorno à rotina normal, acabei ficando apertado para continuar a escrever para o blog. Confesso que já estava sentindo falta disso!

Agora vou ressaltar alguns pontos que podem ser de grande valia quando o assunto é planejar a mudança na rotina, com inclusão de exercícios físicos. Caso você não tenha lido as postagens anteriores sobre o comodismo e sobre ser realista, eu sugiro que você faça essa leitura primeiro, para depois continuar a leitura deste texto.

Para justificar a importância da praticidade como um fator determinante para que a inclusão de exercícios físicos na rotina seja uma mudança de hábito para o resto da vida, eu preciso falar do tempo.

O tempo é algo de grande valor, é imaterial,  corre em apenas uma direção e é algo sobre o qual não temos controle (embora possamos ter certo controle sobre o que fazemos com nosso próprio tempo).

Acredito que a maioria, senão todas as pessoas, concordam com a afirmação de que parece que o tempo é cada vez mais escasso.

As vezes nós imaginamos que uma pessoa aposentada tem tempo de sobra e que um jovem que não tem responsabilidades familiares também. Mas muitas vezes, se você parar pra conversar com um aposentado pode ser que o escute reclamar de falta de tempo e se analisar a rotina de muitas criança e jovens, será levado a concordar que muitos deles são altamente atarefados.

Então quando se trata de adultos, que trabalham fora, tem filhos, estudam, ou até fazem as três coisas simultaneamente, neste caso o tempo é de extremo valor.

Sendo assim, não se torna apenas natural, mas torna-se inteligente, o desejo de querer otimizar o uso do tempo.

Nesse sentido vão aqui algumas sugestões que podem ajudar a alcançar essa sensação de otimização do tempo empregado aos cuidados com a saúde através de exercícios.

A primeira delas é: escolha um local de prática de exercícios que seja próximo à sua casa, trabalho, escola ou outro lugar que você frequenta periodicamente.

Isso pode parecer uma sugestão óbvia, mas por incrível que pareça, nem todas as pessoas levam isso em conta. Muitas vezes as pessoas acabam escolhendo locais para prática de exercícios que ficam totalmente fora de seu itinerário e após algum tempo, ficam com a sensação de que treinar gasta tempo demais e, como o tempo é valioso, elas acabam desistindo. Então minha recomendação é que você planeje de forma diferente.

Para escolher o local (academia, box, praça, parque…) em que você pretende começar a treinar, você pode ainda levar em conta outros fatores. Talvez você tenha boas opções de locais de treino perto de casa ou perto do trabalho. Mas pode ser que para treinar perto de casa a única opção para você seja fazer isso antes de ir para o trabalho.

Até ai tudo bem, mas se você for uma pessoa que já tem dificuldades de despertar para ir para o trabalho, a idéia de acordar mais cedo ainda para poder treinar pode simplesmente ser uma ilusão, além de te causar desânimo e frustração.

Porém, pode ser que no fim do seu expediente você demore muito a chegar em casa devido ao trânsito, neste caso, o ideal é otimizar seu tempo e ir treinar antes de ir para casa. Sentirá facilmente o prazer nesta troca! Você treina, toma um banho antes de ir embora  ainda terá o tempo necessário para o pico de trânsito reduzir.

Você também evitou uma das situações mais estressantes e perturbadoras que existe para o ser humano que é ficar parado no trânsito, ao invés disso, voltará para casa cansado, mas também com uma sensação de prazer e alivio do estresse de trabalho.

Assim, você talvez chegue em casa gastando menos tempo que o de costume, numa paz de espírito maior, com melhores chances de relaxar a cabeça e aproveitar seu tempo de descanso. Isso é uma maneira prática de otimizar o tempo.

Mas suponhamos que a situação não seja bem assim e que a única opção seja de fato treinar pela manhã, pois o tempo depois do expediente também está comprometido. Nesse caso uma boa opção é ter uma “bolsa de ginástica” que te possibilite partir para o trabalho ou para outra atividade sem precisar voltar em casa.

Atitudes como essa podem te ajudar a economizar, dependendo do caso, até uns 30 minutos por dia. Mesmo para quem às vezes mora muito perto do local onde treina.

A sugestão de ter uma bolsa de ginástica é igualmente valiosa para os que decidem treinar perto de casa após o expediente, pois boa parte das pessoas, acabam sendo tomadas por um forte desânimo quando “passam rapidinho” em casa, apenas para lanchar e trocar de roupa antes de partir para o treino.

Se esse é seu caso, você pode fugir dessa armadilha indo direto do trabalho para o treino.

Se você é uma pessoa tão atarefada que dorme muito pouco, talvez uma excelente alternativa seja optar por algo que você possa executar em 30 minutos ou menos.

Isso pode te ajudar a manter a regularidade por toda a vida. Mas talvez você fique naquela dúvida, se 30′ de exercícios físicos por dia são o suficiente? A resposta é sim.

É óbvio que quando a situação permite um pouco mais de dedicação de tempo ao treinamento, mais benefícios podem ser colhidos, no entanto, a combinação de uma boa regularidade de sessões curtas de treino (20′-30′) intensidade adequada e outros fatores (que compõem uma carga de trabalho apropriada), interagem de um modo que podem otimizar os ganhos de saúde mesmo com uma dedicação diária de tempo relativamente curta ao exercício físico.

Como última sugestão (e não menos importante) que pode ser aplicada em vários campos da sua vida é buscar a praticidade.Quando você quiser adquirir um novo hábito, tente associá-lo a outro hábito que você já tem. Como?

Por exemplo:

Quer começar a fazer exercícios três vezes por semana na parte da tarde, e você leva seu filho para algum lugar (escola, terapia, alguma aula). Essa é uma excelente oportunidade. Associe o hábito que deseja adquirir a esse hábito que você já tem. Ao longo dos anos tenho observado várias pessoas que têm tido muito sucesso em manter a regularidade nos exercícios físicos por agirem dessa maneira.

E para finalizar esse texto, eu quero falar de uma experiência recente que tive:

Em um condomínio que eu atendia um cliente, quando eu saia bem apressado após uma aula, fui procurado pela auxiliar de limpeza, que de uma maneira muito tímida me pediu orientação sobre o que ela poderia fazer para começar a perder peso. Imediatamente eu pensei no que é que eu poderia sugerir a ela de modo prático, rápido e eficaz. Então decidi dar duas sugestões.

Sugeri que ela começasse com uma caminhada de dez minutos por dia, na ida ao trabalho ou na volta para casa, passando a desembarcar ou embarcar da sua condução distante o suficiente para caminhar esse tempo. E que eliminasse o açúcar dá sua alimentação, ou pelo menos reduzisse ao máximo.

Após 3 semanas encontrei com ela de novo e perguntei como estava indo com as sugestões que eu havia dado e se estavam dando certo. Ela me disse que estava fazendo e havia perdido três quilos. Eu fiquei imensamente feliz com aquilo e óbvio, ela mais ainda. Que aquela pequena mudança possa servir como encorajamento para mudanças maiores!

Então pessoal, essa experiência sintetiza muito bem o que temos consideramos até aqui. Para haver mudança é necessária ação. Ação realista, prática e consistente, que provavelmente gerará resultados, por ser acessível e sustentável!

Até a próxima.

Um grande abraço.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

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