5 dicas para ajudar seus filhos em situações de bullying

 

O tema já foi abordado aqui no blog anteriormente no post “Mais uma conversa sobre BULLYING”, mas desta vez decidi voltar ao assunto após uma nova visão abordada em um blog chamado “MOMTRENDS”.

O artigo passa 5 estratégias para empoderar e mostrar a criança que ela pode tentar mudar o curso da situação de bullying do qual esta sendo vítima, através da linguagem corporal.

Esta abordagem é uma forma diferente de tentar lidar com a situação sem deixar de lado e nem tentando substituir toda orientação padrão que costumamos a passar para os filhos.

Fiz uma versão livre para o português das dicas da especialista em linguagem corporal Yana German:

  1. Postura: uma das dicas mais importantes é manter uma postura aberta. “Os pais devem sempre encorajar seus filhos a manterem sempre a cabeça erguida e o queixo para cima” diz Yana. “Ter uma boa postura aumentará instantaneamente sua confiança. Manter os ombros para trás e abrir o peito é uma dica rápida que opera maravilhas. Além de dar a impressão à própria criança de que é maior do que realmente é, esta postura irá aumentar a sua confiança pessoal” explica German.
  2. Contato Visual: Quando uma criança esta conversando com outra, ela deve sempre manter o contato visual. Manter um bom contato visual faz transparecer sua confiança de um modo não verbal. Esta estratégia pode ser facilmente praticada nas refeições à mesa, enquanto conversamos sobre acontecimentos do dia ou durante o momento de colocar as crianças para dormir.
  3. Sorriso: A criança que faz o bullying costuma atacar a vitima através de sua baixa auto-estima e também aquelas crianças que se mostram mais tímidas e vulneráveis.  “O sorriso serve como uma barreira contra toda negatividade, e a criança que pratica o bullying raramente terá como alvo uma vítima que se mostra feliz, sorridente, calma e irradiando boas energias” completa German.
  4. Seja maior do que a vida: usar o corpo para ocupar todo espaço físico ao seu redor o quanto for capaz. Balançar os braços, abrir os quadris, ampliar a postura. Ocupar mais espaço físico do que o habitual faz você se sentir mais poderoso e aumenta a confiança.
  5. Braços para baixo: Cruzar os braços é um grande sinal de que você esta na defensiva. Para parecer receptivo, aberto a novas amizades e pronto para se juntar a um grupo, lembre seu filho de manter sempre os braços ao lado do corpo, sem cruza-los (manter os braços dentro dos bolsos pode ser uma alternativa). Esta atitude passa a mensagem que o coração esta aberto e receptivo.

Conversar com os filhos com naturalidade e sem tabus pode fazer uma grande diferença!

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Organizando a rotina: dicas de uma dona de casa com duas filhas

 

Quando tinha somente minha primeira filha, trabalhava como secretária executiva em empresa de engenharia. A profissão de meu marido exige que ele esteja sempre fora de casa e nesta época eu ainda tinha uma ajudante de segunda a sexta, mas nunca tive babá.

Assim que minha segunda filha nasceu, decidi parar de trabalhar fora e comecei a passar por vários apertos, as vezes por falta de tempo e outras vezes consequência da falta de experiência doméstica e organização do tempo.

Como estava em casa para poder acompanhar as meninas de perto, sem intenção de voltar a trabalhar fora, optei por manter minha ajudante somente dois dias da semana, e não mais diariamente.

Surgiu assim a necessidade de criar uma rotina mais organizada.

Conversando com uma amiga, ela perguntou como eu consigo ficar sem um pessoa me auxiliando em casa diariamente, cozinhando, treinando e mantendo a casa em ordem sem ficar louca! Mesmo sabendo que não é tão perfeito e certo como ela pensa ser, acho que posso dar umas algumas dicas que já foram testadas por nossa família e continuamos mantendo em nossa rotina:

  • Tenha uma agenda para os compromissos: agenda tradicional, computador, ou até mesmo lembretes sobre uma parede visível. Costumo a fixar na minha geladeira pois estou sempre mexendo nela. Ali, anote todos os compromissos, consultas ao médico, aniversários importantes.
  • Fazer um cronograma com atividades domésticas: como não tenho ajudante diariamente, me programo para limpar a casa e roupas durante o tempo em que as meninas estão na aula. Normalmente chegando do treino já começo a fazer tudo: colocar roupas para lavar  e começo a cozinhar algumas coisas para o almoço. Revezando os dias durante a semana. Assim a casa esta sempre limpa e nada fica acumulado.
  • Deixar as mochilas, sempre prontas no dia anterior: minhas filhas estudam de manhã e assim que terminam a tarefa, organizam o material do dia seguinte. Preparo o lanche, uniforme e deixo tudo sempre no mesmo lugar, assim não existe correria antes de sair para a escola, nem tenho que ficar procurando nada. Acordo, preparo o meu café e a vitamina de abacate com banana das meninas, acordo as duas com beijinhos e já entrego o uniforme na mão. Elas já colocam o uniforme, tomam a vitamina, escovam cabelos e dentes, e em menos de 20 minutos estão prontas para ir a escola.
  • Passar responsabilidades e tarefas domésticas para os filhos: cada um deve arrumar sua cama, guardar suas roupas e brinquedos no armário, levar o pratos e copo depois de acabar de comer. Assim educamos para o mundo e não ficamos sobrecarregadas.
  • Planeje o que a família vai comer durante a  semana: em vez de perder tempo e paciência todos os dias, no meu caso que ainda tenho que cozinhar, tento organizar um cardápio semanal e faço compras de produtos perecíveis de acordo com a necessidade. Muitas vezes deixo algumas refeições engatilhadas e semi prontas para o dia seguinte, com o preparo de véspera.
  • Programe suas contas para débito automático ou anote na agenda o vencimento um dia antes da data máxima, se necessário programe um despertador com lembrete no dia. Cabe também aqui, colocar junto aos lembretes na agenda, geladeira, porta de armário.
  • Divida com o marido a tarefa de levar os filhos à escola, as atividade, até mesmo o supermercado.
  • Criar horários para a rotina e respeitá-los: sempre fui rígida com horários em casa por um simples motivo, sei que na prática isso dá segurança para as crianças e nos ajuda a cuidar das tarefas de forma bem mais fácil. Temos horário para acordar, almoçar, fazer tarefa escolar, desligar tecnologia, e dormir. Isso dá uma certa tranquilidade para encarar o dia a dia.

Minha filha agora é vegetariana

Estava cursando a faculdade de Zootecnia quando decidi parar de comer “mamíferos”.

A decisão foi tomada durante uma visita monitorada a um abatedouro de bovinos com alto padrão de exigência, onde a carne em sua maioria era para exportação. Mesmo sendo um abatedouro de alto nível eu fiquei extremamente tocada e angustiada ao ver aqueles animais em fila indiana, aos berros, aguardando a hora do tiro na testa.

Mesmo comendo desde então somente aves, peixes e frutos do mar, em comum acordo com meu marido, decidimos que incluiríamos todo tipo de carne na dieta das meninas, deixando a opção por conta delas no futuro.

As duas nunca foram fãs de carne “vermelha”, para que comessem um pouco e de vez em quando eu disfarçava muitas vezes, cozinhando junto ao feijão. Luana nunca gostou de carne, mas gostava um pouco de frutos do mar, principalmente os camarões. Começou a rejeitar com mais força aos 10 anos de idade. Eis que um dia, aos prantos, deu um basta pedindo para que não insistissem mais que ela comesse qualquer “bichinho”  pois ela estava sentindo muito mal com isso.

Confesso, que mesmo com toda minha crença, com toda a pena que sempre senti dos animais, fui surpreendida! Muito por toda “lenda” que plantam em nossas cabeças desde cedo sobre a alimentação vegetariana e as possíveis consequências da falta de carne na dieta.

Pedi para que ficasse calma pois eu não forçaria nada. Peguei o celular e conversei com o pediatra dela que me disse que, desde que não parasse com ovo e leite não tinha problemas maiores.

Resolvi mesmo assim marcar uma consulta com um nutrólogo pediátrico.

Fizemos alguns exames de sangue e bioimpedancia, e não detectamos nenhum problema nem necessidade de suplementação no momento, somente a vitamina “d”que não depende desta opção.

Fui orientada em relação a dieta e confesso que esta sendo bem tranquilo até agora. Encontrei uma Mercearia vegana na cidade onde encontro muita opção vegetariana e vegana, além de conseguir muitas receitas gratuitas pela internet , ebooks com receitas e livros.

Todos em casa consequentemente estão consumindo bem menos carne, o que de todo eu acredito que é muito positivo.

Retiro o trecho a seguir da Coluna da Revista Época,escrita pela Jornalista Letícia Sorg:

“Com as discussões sobre a relação da carne com problemas de saúde e com o aquecimento global, é ainda mais provável que os jovens escolham a nova dieta, em geral diferente da dos pais. E são os pais que devem se preparar para lidar com a novidade. O médico Dan Waitzberg, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pela nutrologia do Hospital das Clínicas, esclarece algumas dúvidas que podem surgir na cabeça dos pais quando os filhos decidem deixar de comer carne.

Acontece de os pais não aceitarem a decisão do filho?
Dan Waitzberg –
 Isso é uma questão de dinâmica familiar. É preciso que haja um ambiente de respeito ao adolescente, que é muito salutar para o desenvolvimento da mente dele. Geralmente o jovem decide parar de comer carne junto com um grupo de amigos na escola. É muito difícil que ele faça isso sozinho. Então a recomendação para a família é entender, porque o adolescente não está propondo nenhum absurdo, e tentar acomodar isso dentro do convívio.

Os pais devem tentar dissuadir o filho de adotar o vegetarianismo?
Não acho que devam tentar. A Sociedade Americana de Pesquisa sobre o Câncer recentemente publicou que devemos ingerir 300 gramas de carne vermelha por semana. O brasileiro come isso num almoço. Uma churrascaria ultrapassa até o limite semanal. E é reconhecido que a ingestão exagerada de carne está relacionada a vários problemas futuros, como doenças cardiovasculares e câncer. Existe também um outro ponto de vista que relaciona a ingestão de carne ao aquecimento global. Tem o ponto de vista de saúde, o ponto de vista social. O que eu friso do ponto de vista da saúde é que a opção pelo vegetarianismo não pode ser encarada de maneira amadora. Ou seja, se a pessoa tomou essa decisão, tem que buscar conselho de nutricionista, de nutrólogo, para desenhar um cardápio diário.

Existe algum risco relacionado ao vegetarianismo entre adolescentes?
Os problemas maiores obviamente vão acontecer com os vegans (aqueles que não comem nenhum derivado animal, nem leite nem ovo), porque as crianças estão numa fase em que precisam de alguns nutrientes em uma certa quantidade que nem sempre é possível obter facilmente pela dieta vegetariana. É possível, mas tem que ter um acompanhamento de um médico nutrólogo, que vai avaliar as curvas de peso e altura, e de uma nutricionista, que vai prescrever uma dieta diária com base na idade, nas atividades e em outras características do paciente. Pode também haver necessidade de reposição nutricional, por exemplo, entre meninas que têm bastante fluxo menstrual. Elas podem necessitar mais de ferro, ácido fólico e vitamina B12. Entre os adolescentes que se dedicam seriamente aos esportes, é também importante observar que eles precisam de mais vitaminas e minerais. Então os cardápios têm que ser bem avaliados e, mesmo que a dieta seja adequada, pode ser necessária a suplementação.

Existe alguma idade mínima para adotar o vegetarianismo?
Os filhos de vegan convictos, por exemplo, mamam o leite materno até mais tarde e, depois, vão começando a se alimentar só com os vegetais. Mas tem que saber muito bem como fazer, com conselho de pediatras, que vão acompanhando e recomendando, também, os suplementos que todo bebê têm que tomar, de vitamina A. O vegetarianista consciente hoje não é um fanático. É um sujeito consciente, que quer manter uma boa saúde evitando os alimentos de origem animal. O ovo-lacto-vegetariano não tem o menor problema porque consegue suprir todas as necessidades proteicas e de vitaminas com a alimentação. O mais delicado é o vegan.

Qual é o principal desafio para os pais de vegetarianos?
Um dos problemas é que é muito fácil falar coma determinados alimentos. O complicado é preparar a nova dieta. A família precisa se reestruturar para suprir as necessidades do filho vegetariano. Não é nada impossível, mas a mãe vai ter que aprender métodos de preparo diferenciados. Talvez os outros filhos não queiram o mesmo e o filho vegetariano vai ter que entender que, na mesma mesa, os outros vão comer carne e outros derivados. Mas com conversa e entendimento, isso é perfeitamente possível.”

Leia mais:

Sociedade Vegetariana Brasileira

Não somos as mães perfeitas que o Instagram quer!

 

Fotos lindas em ângulos perfeitos, corpos esculturais e cabelos esvoaçantes. Peles impecáveis, cílios gigantes, unhas pintadas.

Amores de contos de fadas em cenários paradisíacos!

Todos os dias ao navegar em minha rede social preferida, o Instagram, fico encantada com tanta perfeição, tanta felicidade e tanta coisa bacana. Só que não!

Estaria sendo hipócrita se não admitir postar no meu perfil também os momentos que em meu cotidiano me dão um certo prazer em dividir.

A verdade é que por traz de cada sorriso ainda existe a mulher e a mãe:

  • com a unha a fazer;
  • com pés de galinha consequência de meus 41 anos de idade, a pele não mais tão  firme;
  • com minhas crises de ansiedade e saudade da época que trabalhava fora (mesmo certa de que neste momento eu realmente quero estar com as meninas em casa) ;
  • cuidando da casa, das roupas e da comida, cozinhando todos os dias, torcendo para poder viajar um pouco mais para quebrar a rotina;
  • descobrindo a cada dia que muitas idéias e teorias de educação de filhos devem ser repensadas e adaptadas para nossa realidade;
  • tentando se reinventar, valorizar e melhorar como pessoa a cada dia;

O que me leva a escrever e questionar e as vezes até me preocupar é o fato de muita gente realmente acreditar em toda esta perfeição. Em uma vida de conto de fadas. Em um padrão de beleza quase impossível de conseguir na vida real.

Quando decidi escrever o blog e partir para uma linha de defesa do esporte e da mudança de hábitos alimentares, foi realmente com a necessidade de dividir e mostrar que muitos dos meus problemas foram amenizados depois desta mudança de vida. Mas para mim  é muito importante fugir do lado superficial  que acaba  levando para este mar de vaidade e o vazio interior. A aparência exterior deveria refletir nosso íntimo e não ser uma máscara escondendo frustrações, tristezas e problemas que vivemos.

Talvez este mundo virtual seja o escape de todos nós, a vida fantástica dos sonhos, os filhos penteados e comportados brincando, o casal romântico que se ama e não briga, o vinho caro no luxuoso restaurante.

Adoro poder registrar bons  momentos em fotos, adoro também a possibilidade de conhecer um pouco de outras culturas, lugares e pessoas interessantes.

Não acredito em vida perfeita e bem menos em pessoas perfeitas. As vezes me pego sorrindo e imaginando as cenas reais por trás das postagens mais belas.

Com o pé no chão e a cabeça no lugar, sonhar um pouco não deve fazer mal.

Mães e mulheres imperfeitas vamos em busca da superação real e pessoal!

De onde vem os bebês?

Ainda me lembro da primeira vez que passei por isso com a mais velha, cozinhando, panela no fogo, a pequena estática com dois grandes olhos me fitando, a amiga mais velha ao lado, com um livro nas mãos:

“_Luana, fala logo com sua mãe, assim como combinamos!”

Luana segue:

“_Mamãe, estou sabendo de tudo, mas a “fulana” me explicou que se eu não quiser fazer isso que eu posso fazer uma “inseminação artificial”.

Engoli seco, parei para entender melhor tudo que estava acontecendo, e sentei com as duas no sofá. Peguei o livro e pude perceber que se tratava do mesmo livro o qual no passado havia aprendido sobre o tema.

Repassei com Luana o assunto para ter a certeza de que tudo havia sido explicado de forma correta. Expliquei que não era algo “nojento” como elas estavam falando, quando era feito pelo casal que se amava e respeitava.

Esta semana voltou a acontecer, desta vez com a minha caçula. Primeiro a explicação sobre as “sementinhas” se encontrando na barriga e formando o bebê foi o suficiente. Dois dias depois o questionamento voltou mas de forma diferente. Decidi então recorrer ao velho e bom livro!

Com minha dupla experiência em casa decidi escrever algumas dicas para as mamães que ainda vão passar por tudo isso:

  • Levar em conta a idade de seus filhos

Se for uma criança bem pequena, você pode explicar de forma bem superficial como falar que os bebês ficam alguns meses dentro da barriga e depois nascem.

Como as meninas questionaram por volta de 6 a 7 anos, e esta explicação já não bastava, usei o recurso do livro e expliquei tudo de forma completa com a parte da biologia.

Vá segundo sua intuição, se seu filho quiser saber mais, explique mais, mas caso se contente com poucas informações, fique por aí.

  • Agir com naturalidade:

Tente não mostrar que esta sem graça ou nervosa com o questionamento, se a criança notar pode se sentir pouco a vontade e parar de perguntar coisas desse tipo.

Explique que tudo acontece com o consentimento, respeito e o amor de um homem e de uma mulher, e que normalmente o papai coloca uma “sementinha” dentro da mamãe, que uma criança não pode fazer isso e o que mais achar importante.

Agindo com toda naturalidade possível e sem mostrar resistência a criança vai se sentir mais a vontade e provavelmente no futuro terão liberdade para questionar outros assuntos.

  • Usar imagens, livros ou vídeos

Levando em conta a idade do seu filho, explique mostrando as imagens ou desenhos , representando os aparelhos reprodutivos, o papel de cada um deles e qual é o processo.

As imagens ajudam as crianças a entender tudo de forma mais clara e mais natural além de facilitar para você.

Espero ter ajudado um pouco e aproveite para estreitar os laços de confiança com seus filhos. Boa sorte!

Para ler mais sobre o assunto:

Pais e Filhos

Pais tentam explicar para os filhos

Vídeo Birds and Bees

Um dia na CCXP 2017, mãe e filha

Era quinta feira, 10 da manhã e avistamos de longe uma multidão caminhando sobre o viaduto a caminho da São Paulo Expo. A abertura dos portões da COMIC CON 2017 estava programada para o meio dia.

Luana estava linda com sua peruca longa azul, maquiada e vestida como sua personagem preferida Hatsune Miku .

Quando estávamos aguardando a abertura dos portões, confesso que senti um certo medo ao observar o número de pessoas ansiosas para entrar. Mas logo o medo foi embora.

O evento conta com a expectativa de público de quase 200 mil pessoas e é quase impossível querer aproveitar todas as atrações do evento ou fugir totalmente das filas imensas. Muitos atores, youtubers, blogueiros, cartunistas famosos passam por lá. Espaços de jogos a moda antiga ou tecnólogicos, para todos os gostos.

Ao entrar na Feira cheguei a arrepiar com as primeiras visões dos estandes gigantes. Tudo muito bem montado, organizado e colorido. Fiquei enlouquecida ao ver tantos detalhes para observar e uma trilha sonora para tornar tudo ainda mais épico!

Luana era parada sempre assim como outros Cosplayers para tirar fotografias com os fãs dos personagens. Comemos, passamos por varias atrações e fizemos comprinhas como jogo de RPG e outros. Acabamos não entrando em atrações mais concorridas por conta do tamanhos das filas, mas garanto que mesmo assim, o local garante todo entretenimento para as mães nerds e nossos filhos.

Ficamos algumas horas, o suficiente para rodar o espaço, se divertir e visitar todos os locais que planejamos. Fiquei encantada com a organização, a estrutura e todas aquelas pessoas felizes vivendo seus personagens por um dia.

CCXP 2018, espere por nós e vai ser ÉPICO!

Como lidar com as mudanças de escola?

 

Mais um ano chega ao fim e junto a hora de vivenciar muitas mudanças, para a maioria de nós.

Embora tudo isso possa parecer coisa simples da vida às quais todos nós precisamos passar, estas mudanças tendem a causar muita ansiedade nas crianças. A rotina traz segurança a criança, e por isso se apegam a tudo aquilo que faz parte dela.

Para minhas filhas o novo ano virá com uma troca de turno, o que esta gerando uma certa ansiedade, pois as duas acordam tarde pela manhã.

Muitos colegas queridos mudando de escola, e muitas conversas com outras mães sobre experiências a respeito disso tudo.

Quando pequena troquei varias vezes de escola. Papai é engenheiro e por conta das obras que trabalhava, tivemos que mudar algumas vezes de cidade e consequentemente de instituição.

Fui uma criança tímida,  introvertida e nem sempre a adaptação era fácil. Tenho alguns amigos que trago da infância e mesmo com esta vivência e a certeza de que “sobrevivemos”, apesar das dificuldades, não me tornei uma mãe menos ansiosa.

Minha filha mais velha esta hoje com 10 anos e em sua terceira escola. Luana é uma criança muito segura e confiante desde pequena. Mesmo assim, sofri muito imaginando o que cada mudança de escola poderia fazer na cabecinha dela, mas era esperar uma semana e ela já estava totalmente adaptada e com novos “melhores amigos”.

Cada criança é um caso a parte.

Decidi escrever  algumas dicas que acredito que possam ajudar bastante mães, que assim como eu, se preocupam e querem tornar menos traumática estas mudanças. São coisas que coloquei em prática com Luana e acredito que juntamente com a personalidade dela, tenham ajudado neste processo.

  • Destacar os pontos positivos da mudança da escola. Seja a proximidade de casa (sobra mais tempo para brincar, descansar), seja a parte financeira (poderemos passear mais com o dinheiro que vamos economizar), falar sobre os novos amigos, as aulas diferentes, o pátio grande…
  • Expor a verdade, sempre. Explicar para a criança os reais motivos que levaram a troca de escola, de forma simples e de acordo com a idade da criança. Acredito que muito da segurança da Luana se deve ao fato de ter a certeza de que sempre escutará a verdade de nossa parte. Sabendo dos reais motivos a criança terá mais facilidade em assimilar a mudança.
  • Conversar sobre a ansiedade, o medo. Importante a criança entender que é natural sentir medo, ansiedade e angustia. Tento mostrar com experiências que também vivi todos estes sentimentos e com o tempo a gente consegue superar cada um deles.
  • Mostrar que as amizades antigas e verdadeiras não se perdem. Que temos sim que fazer novas amizades, mas manter aqueles colegas que trazem coisas boas para nossa vida é fundamental.
  • Visitar a nova escola com seu filho, passear por cada ambiente, chamar atenção para detalhes bacanas, coisas interessantes, mostrando alegria e segurança.

Não existe receita de bolo, mas o importante mesmo é estarmos muito presentes e abertas para tentar, apesar de nossas inseguranças e receios, dar atenção e carinho para nossos filhos durante esta fase de mudanças.

E no mais aquele ditado :”Tudo na vida passa”, ajuda bastante aqui também.