Terror noturno infantil; nossa experiência

 

Existe um assunto que é quase sempre citado nas rodas de conversas  e em grupos de mães que participo nas redes sociais: sono infantil, ou melhor dizendo “problemas” relacionados a noite de sono de nossos filhos.

Como todos sabem, tenho duas filhas e noites mal dormidas sempre fizeram parte de nossa rotina, hoje com as idades de 7 e 11 anos posso ainda contar nos dedos as noites as quais durmo sem nenhuma interrupção.

Mas decidi escrever hoje sobre um assunto em particular, que assombrou nossas noites durante vários meses até o diagnóstico correto e posterior tratamento com sucesso: terror noturno.

Uma noite, marido viajando,  acordo no meio da madrugada com a filha na época com 5 anos gritando muito e chorando, não falava frases claras, somente palavras soltas.  Depois de várias tentativas de acalma-la abraçando, sem nenhum sucesso, acabei acendendo as luzes e ela continuava de olhos abertos, chorando muito e nada que eu falava fazia ela parar. Quando tentava abraça-la, mais ela gritava e se debatia. Suando frio e apavorada, comecei a orar e pedir a Deus para acabar com aquilo. Após mais ou menos 10 minutos ela parou e quando eu questionei o que havia acontecido ela respondeu que não se lembrava de nada. Dormiu até a manhã seguinte e eu estava muito angustiada e sem entender tudo  aquilo para conseguir dormir.

Esses episódios ocorriam umas 4 vezes por semana, duravam cerca de 10 minutos e uma vez por noite, nunca repetiam. Meu marido também ficava muito atormentado quando presenciava os episódios.

Comecei a ler sobre pesadelos, sonambulismo e orar muito (apesar de acreditar em várias teorias de fundo espiritual eu queria buscar também explicações de fundo  científico ou psicológico para aquilo).

Sabia que em nossa família estávamos em uma fase tranquila, ou seja nada para justificar aquele comportamento, chequei também na escola se tudo estava bem, mesmo sabendo que durante o dia ela estava alegre e dentro da normalidade dela. Resolvi conversar com o pediatra que a conhecia desde bebê e ele na mesma hora bateu o martelo: sua filha está tendo episódios de terror noturno.

Explicou que ao tentar acalma-la abraçando eu só piorava a situação e o certo era aguardar ao lado, sem interagir para certificar que ela não se machucaria durante a crise. Pude verificar que realmente o tempo de duração dos gritos diminuía sem a minha interação.

Segundo reportagem do site Bebe Abril   a hipótese mais aceita é a de que o terror noturno tem a ver com o desenvolvimento do sistema nervoso central. É como se o cérebro ainda não estivesse suficientemente maduro para realizar a transição entre o sono e o despertar. Por isso, a criança fica em um “limbo” entre o dormir e o acordar. Em geral, pais que falam à noite ou são sonâmbulos têm filhos com terror noturno.

A psiquiatra Júnea Chiari  completa no site Oficina de Psicologia: “Embora não tenha uma causa definida, existe uma forte ligação genética e familiar, geralmente ocorrendo em vários membros da mesma família.

É bastante normal para uma criança ter terrores durante o sono e normalmente não necessita de nenhum tratamento médico, apenas orientação aos pais. Nas crianças, ele tende a ir embora por conta própria quando eles entram na adolescência. Os pais ou acompanhantes devem simplesmente vigiar de perto, sabendo que aquela crise irá passar e seu filho voltará a dormir tranquilamente. Raramente há riscos de lesões graves, mas pode haver um constrangimento quando essa criança ou adulto dorme fora de casa, podendo afetar muito suas relações com os outros.”

No nosso caso optamos por agir e não aguardar o tempo curar o mal, buscamos um tratamento apoiado na medicina antroposófica, ela tomava gotas pela manhã e a noite receitadas por uma pediatra da linha homeopática. Com cerca de 10 dias de tratamentos os episódios foram diminuindo de frequência, e com um mês de tratamento eles cessaram. Um alívio gigantesco para todos nós.

Leia mais:

http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=80&cat=4

http://www.marisapsicologa.com.br/terror-noturno.html

https://brasil.babycenter.com/a3400227/terror-noturno

 

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Organizando a rotina: dicas de uma dona de casa com duas filhas

 

Quando tinha somente minha primeira filha, trabalhava como secretária executiva em empresa de engenharia. A profissão de meu marido exige que ele esteja sempre fora de casa e nesta época eu ainda tinha uma ajudante de segunda a sexta, mas nunca tive babá.

Assim que minha segunda filha nasceu, decidi parar de trabalhar fora e comecei a passar por vários apertos, as vezes por falta de tempo e outras vezes consequência da falta de experiência doméstica e organização do tempo.

Como estava em casa para poder acompanhar as meninas de perto, sem intenção de voltar a trabalhar fora, optei por manter minha ajudante somente dois dias da semana, e não mais diariamente.

Surgiu assim a necessidade de criar uma rotina mais organizada.

Conversando com uma amiga, ela perguntou como eu consigo ficar sem um pessoa me auxiliando em casa diariamente, cozinhando, treinando e mantendo a casa em ordem sem ficar louca! Mesmo sabendo que não é tão perfeito e certo como ela pensa ser, acho que posso dar umas algumas dicas que já foram testadas por nossa família e continuamos mantendo em nossa rotina:

  • Tenha uma agenda para os compromissos: agenda tradicional, computador, ou até mesmo lembretes sobre uma parede visível. Costumo a fixar na minha geladeira pois estou sempre mexendo nela. Ali, anote todos os compromissos, consultas ao médico, aniversários importantes.
  • Fazer um cronograma com atividades domésticas: como não tenho ajudante diariamente, me programo para limpar a casa e roupas durante o tempo em que as meninas estão na aula. Normalmente chegando do treino já começo a fazer tudo: colocar roupas para lavar  e começo a cozinhar algumas coisas para o almoço. Revezando os dias durante a semana. Assim a casa esta sempre limpa e nada fica acumulado.
  • Deixar as mochilas, sempre prontas no dia anterior: minhas filhas estudam de manhã e assim que terminam a tarefa, organizam o material do dia seguinte. Preparo o lanche, uniforme e deixo tudo sempre no mesmo lugar, assim não existe correria antes de sair para a escola, nem tenho que ficar procurando nada. Acordo, preparo o meu café e a vitamina de abacate com banana das meninas, acordo as duas com beijinhos e já entrego o uniforme na mão. Elas já colocam o uniforme, tomam a vitamina, escovam cabelos e dentes, e em menos de 20 minutos estão prontas para ir a escola.
  • Passar responsabilidades e tarefas domésticas para os filhos: cada um deve arrumar sua cama, guardar suas roupas e brinquedos no armário, levar o pratos e copo depois de acabar de comer. Assim educamos para o mundo e não ficamos sobrecarregadas.
  • Planeje o que a família vai comer durante a  semana: em vez de perder tempo e paciência todos os dias, no meu caso que ainda tenho que cozinhar, tento organizar um cardápio semanal e faço compras de produtos perecíveis de acordo com a necessidade. Muitas vezes deixo algumas refeições engatilhadas e semi prontas para o dia seguinte, com o preparo de véspera.
  • Programe suas contas para débito automático ou anote na agenda o vencimento um dia antes da data máxima, se necessário programe um despertador com lembrete no dia. Cabe também aqui, colocar junto aos lembretes na agenda, geladeira, porta de armário.
  • Divida com o marido a tarefa de levar os filhos à escola, as atividade, até mesmo o supermercado.
  • Criar horários para a rotina e respeitá-los: sempre fui rígida com horários em casa por um simples motivo, sei que na prática isso dá segurança para as crianças e nos ajuda a cuidar das tarefas de forma bem mais fácil. Temos horário para acordar, almoçar, fazer tarefa escolar, desligar tecnologia, e dormir. Isso dá uma certa tranquilidade para encarar o dia a dia.

Não somos as mães perfeitas que o Instagram quer!

 

Fotos lindas em ângulos perfeitos, corpos esculturais e cabelos esvoaçantes. Peles impecáveis, cílios gigantes, unhas pintadas.

Amores de contos de fadas em cenários paradisíacos!

Todos os dias ao navegar em minha rede social preferida, o Instagram, fico encantada com tanta perfeição, tanta felicidade e tanta coisa bacana. Só que não!

Estaria sendo hipócrita se não admitir postar no meu perfil também os momentos que em meu cotidiano me dão um certo prazer em dividir.

A verdade é que por traz de cada sorriso ainda existe a mulher e a mãe:

  • com a unha a fazer;
  • com pés de galinha consequência de meus 41 anos de idade, a pele não mais tão  firme;
  • com minhas crises de ansiedade e saudade da época que trabalhava fora (mesmo certa de que neste momento eu realmente quero estar com as meninas em casa) ;
  • cuidando da casa, das roupas e da comida, cozinhando todos os dias, torcendo para poder viajar um pouco mais para quebrar a rotina;
  • descobrindo a cada dia que muitas idéias e teorias de educação de filhos devem ser repensadas e adaptadas para nossa realidade;
  • tentando se reinventar, valorizar e melhorar como pessoa a cada dia;

O que me leva a escrever e questionar e as vezes até me preocupar é o fato de muita gente realmente acreditar em toda esta perfeição. Em uma vida de conto de fadas. Em um padrão de beleza quase impossível de conseguir na vida real.

Quando decidi escrever o blog e partir para uma linha de defesa do esporte e da mudança de hábitos alimentares, foi realmente com a necessidade de dividir e mostrar que muitos dos meus problemas foram amenizados depois desta mudança de vida. Mas para mim  é muito importante fugir do lado superficial  que acaba  levando para este mar de vaidade e o vazio interior. A aparência exterior deveria refletir nosso íntimo e não ser uma máscara escondendo frustrações, tristezas e problemas que vivemos.

Talvez este mundo virtual seja o escape de todos nós, a vida fantástica dos sonhos, os filhos penteados e comportados brincando, o casal romântico que se ama e não briga, o vinho caro no luxuoso restaurante.

Adoro poder registrar bons  momentos em fotos, adoro também a possibilidade de conhecer um pouco de outras culturas, lugares e pessoas interessantes.

Não acredito em vida perfeita e bem menos em pessoas perfeitas. As vezes me pego sorrindo e imaginando as cenas reais por trás das postagens mais belas.

Com o pé no chão e a cabeça no lugar, sonhar um pouco não deve fazer mal.

Mães e mulheres imperfeitas vamos em busca da superação real e pessoal!

Cultivando Paixões

Nossa vida é uma sequência de fases e ciclos, dentro de cada fase vivemos paixões.  Estas paixões de alguma forma nos movem para frente.

Quando a gente se torna mãe,  a paixão pelo filhos preenche nosso coração e nosso tempo. Nossas conversas, programas, leituras e tudo mais em nossa vida acaba girando em torno da maternidade.

Minha experiência como mãe não tem sido diferente, mas de repente, com o nascimento da Sofia, segunda filha, comecei a prestar mais atenção em alguns detalhes que começaram a me preocupar.

Reparando em minhas conversas e os assuntos com amigos e família, estes sempre acabavam se voltando para casos ou vivências das meninas, não as minhas.

Um dia em uma conversa sobre planos para o futuro, as meninas me contavam sobre os sonhos que tinham, foi quando minha ficha caiu ao tentar visualizar quais eram os MEUS planos pessoais e sonhos para o MEU futuro e um grande  vazio tomou conta da minha mente. Tudo que conseguia imaginar eram planos para as duas e não para mim.

Conclusão: precisava arrumar novas paixões!

Uma destas paixões hoje é o esporte, o CrossFit é minha terapia, fiz novas amizades e consegui traçar várias metas que pretendo alcançar lá dentro desafiando meu corpo e minha mente. Consigo me enxergar bem velhinha fazendo pullups e não tricot no sofá.

O blog também foi uma destas paixões e meta que tracei para meu futuro, ocupar minha mente e poder aprender coisas novas e conhecer pessoas dividindo as experiências de maternidade e mudança de vida. Tenho lido bastante para poder ficar em dia com acontecimentos em todo mundo e sobre todo tipo de assunto.

Mais uma paixão que descobri  são as séries, hoje sigo principalmente no NETFLIX,  a maioria para publico adulto e não mais somente programas infantis. Algumas séries sigo com marido e outras sozinha. Entre as minhas preferidas estão: SUITS, MR. SELFRIDGE, DESIGNATED SURVIVOR, DOWNTON ABBEY, ANNE with an “E”, OUTLANDER, HOMELAND…

A verdade é que quando comecei a cultivar as novas paixões, passei a imaginar e planejar também o MEU futuro. Não que exista a possibilidade de desvincular  as meninas destes planos, mas sim não ser uma mera coadjuvante nesta história. Penso também em voltar a estudar quando as meninas estiverem maiores, talvez montar algum negócio ou fazer trabalhos voluntários.

É fundamental ter nossa própria vida, interesses e sonhos, e não viver somente a vida de nossos maridos e filhos. Enxergo com muita clareza  hoje a importância disso tudo para me sentir mais completa e feliz.

De onde vem os bebês?

Ainda me lembro da primeira vez que passei por isso com a mais velha, cozinhando, panela no fogo, a pequena estática com dois grandes olhos me fitando, a amiga mais velha ao lado, com um livro nas mãos:

“_Luana, fala logo com sua mãe, assim como combinamos!”

Luana segue:

“_Mamãe, estou sabendo de tudo, mas a “fulana” me explicou que se eu não quiser fazer isso que eu posso fazer uma “inseminação artificial”.

Engoli seco, parei para entender melhor tudo que estava acontecendo, e sentei com as duas no sofá. Peguei o livro e pude perceber que se tratava do mesmo livro o qual no passado havia aprendido sobre o tema.

Repassei com Luana o assunto para ter a certeza de que tudo havia sido explicado de forma correta. Expliquei que não era algo “nojento” como elas estavam falando, quando era feito pelo casal que se amava e respeitava.

Esta semana voltou a acontecer, desta vez com a minha caçula. Primeiro a explicação sobre as “sementinhas” se encontrando na barriga e formando o bebê foi o suficiente. Dois dias depois o questionamento voltou mas de forma diferente. Decidi então recorrer ao velho e bom livro!

Com minha dupla experiência em casa decidi escrever algumas dicas para as mamães que ainda vão passar por tudo isso:

  • Levar em conta a idade de seus filhos

Se for uma criança bem pequena, você pode explicar de forma bem superficial como falar que os bebês ficam alguns meses dentro da barriga e depois nascem.

Como as meninas questionaram por volta de 6 a 7 anos, e esta explicação já não bastava, usei o recurso do livro e expliquei tudo de forma completa com a parte da biologia.

Vá segundo sua intuição, se seu filho quiser saber mais, explique mais, mas caso se contente com poucas informações, fique por aí.

  • Agir com naturalidade:

Tente não mostrar que esta sem graça ou nervosa com o questionamento, se a criança notar pode se sentir pouco a vontade e parar de perguntar coisas desse tipo.

Explique que tudo acontece com o consentimento, respeito e o amor de um homem e de uma mulher, e que normalmente o papai coloca uma “sementinha” dentro da mamãe, que uma criança não pode fazer isso e o que mais achar importante.

Agindo com toda naturalidade possível e sem mostrar resistência a criança vai se sentir mais a vontade e provavelmente no futuro terão liberdade para questionar outros assuntos.

  • Usar imagens, livros ou vídeos

Levando em conta a idade do seu filho, explique mostrando as imagens ou desenhos , representando os aparelhos reprodutivos, o papel de cada um deles e qual é o processo.

As imagens ajudam as crianças a entender tudo de forma mais clara e mais natural além de facilitar para você.

Espero ter ajudado um pouco e aproveite para estreitar os laços de confiança com seus filhos. Boa sorte!

Para ler mais sobre o assunto:

Pais e Filhos

Pais tentam explicar para os filhos

Vídeo Birds and Bees

Mudando seu estilo de vida de forma eficaz; por Felipe Brandão Bastos

Continuação do texto :Prepare sua mente para abandonar o sedentarismo; por Felipe Brandão Bastos

2 – Ajustar a rotina

Agora que você já entendeu, aceitou e já está espalhando para todo mundo, que para sair do sedentarismo e levar uma vida saudável, é necessário esforço, vamos começar a falar sobre a necessidade de deixar o comodismo de lado e planejar ajustes na rotina com a finalidade de levar uma vida mais saudável.

Em primeiro lugar, eu recomendo que você encare esses ajustes sob uma perspectiva positiva. A sua disposição mental diante disso, tanto pode minar as suas forças quanto servir de combustível, só depende da forma como você encara a situação.

Para conseguir​ enxergar isso de forma mais natural e positiva pense nas conquistas que você obteve em outros campos da vida, por exemplo:  tirar a sua carteira de motorista,  se formar,  ao comprar um veículo ou uma casa e até mesmo ao desenvolver e manter um relacionamento saudável.

Ao atingir a todos estes objetivos você invariavelmente precisou de dedicar algum tempo, energia e dinheiro, e em certos casos teve que aprender a lidar com frustrações e desânimo.

Para adotar e manter um estilo de vida ativo e saudável não é diferente, você também precisará dedicar tempo, energia e dinheiro para tal finalidade.

Se ultimamente você não tem se empenhado neste sentido, isso pode ser algo realmente incômodo.

Por isso aqui vão 3 conselhos que podem ajudar:

Seja realista

Ao longo da minha trajetória como praticante de exercícios físicos e posteriormente como profissional de Educação Física, me relacionei com várias pessoas que planejaram o abandono do sedentarismo e o início de uma vida ativa. Iniciaram com tudo, mas infelizmente não seguiram adiante.

Acabei percebendo que, em muitos casos, esse abandono precoce se dava em função de um início muito pretensioso, baseado na crença que daquele momento em diante, tudo seria favorável.

Para ilustrar:

Maria, que estava totalmente sedentária, encheu-se de vontade e disse: “Agora vai! Vou procurar uma academia e vou começar a me exercitar cinco a seis vezes na semana.”

E lá foi Maria. Ao visitar a academia, ela se encantou com a estrutura, com o número de professores, com a infinidade de aulas, com a precisão da avaliação​ física e teve certeza que “dessa vez não tinha como não dar certo”. Convencida de sua própria determinação, ela fecha logo um plano anual: “isso vai me fazer sentir obrigada a vir”.

Com o quadro de horários de aulas na mão, ela começa a planejar sua semana: aula tal na segunda, quarta e sexta, mais meia hora de exercício aeróbico, treino individual na terça e na quinta, depois mais uma outra aulinha aqui, e mais uma ali por aí vai. “Tudo lindo! Vai dar certo!”

Mas ela não leva em consideração a quantidade de compromissos que acaba de assumir consigo mesma e que, além de tudo, ela precisará conciliar esses novos compromissos com suas atividades diárias.

Então Maria começa na segunda, totalmente determinada! Faz um esforço, acorda cedo e vai treinar. Parte para o trabalho com sensação de dever cumprido. Conta para os amigos e a vida segue. Na terça feira ela acorda e mal consegue se mover, daí pensa: “Não tenho a menor condição, amanhã eu vou!”.

O fato de ter comprado um plano anual não fez a menor diferença nessa hora? Na quarta, as dores diminuíram um pouco, mas infelizmente teve um imprevisto e vai precisar chegar mais cedo no trabalho. “Poxa vida, Não vai dar, mas quinta eu vou!” e por fim, termina a semana com metade do objetivo realizado, ou nem isso.

Então, qual o problema na primeira semana? Talvez nenhum. Passamos de um zero de exercícios físicos para dois dias, e olha que não foi fácil.

Parabéns Maria!

Mas digamos que essa semana cheia de imprevistos se repita ao longo do mês. Então passamos de zero de exercícios físicos para oito ou talvez dez dias de treino. Muito bom também!

Mas pensando por outro lado. A intenção inicial era de 20 treinos não era? Então as aulas desmarcadas foram tão frequentes ou até mais frequentes do que as presenças. E o que isso tem a ver? Faz diferença?

A principal diferença que isso faz é no comportamento e nos hábitos desenvolvidos a médio e longo prazo.

Se Maria se comprometeu a treinar 20 vezes no mês e treinou apenas 8, ou 10, nos três próximos meses essa historia se repetindo, o que pode acontecer? Pode ser que, em consequência disso, ela desenvolva o hábito de não ter um compromisso firme consigo mesma, de sempre encontrar justificativas para desmarcar e de aceitar que: “É isso aí, vida fitness não é pra mim, já tentei mas não consigo. Deixa pra quem tem mais tempo que eu”. Como se a vida de todo mundo que treina fosse fácil!

Agora vamos imaginar uma situação diferente. Maria levou em conta sua rotina e planejou começar com dois dias de exercício físico na semana. Em algumas semanas ela até conseguiu fazer três vezes. Maria brilhou! Fez mais do que o esperado.

Em resultado disso ela se sente mais confiante, a sensação de dever cumprido do primeiro dia, se estendeu até o fim do primeiro, do segundo e do terceiro mês. Mais adaptada a isso, ela sente mudanças físicas positivas, os incômodos diminuíram ou ela aprendeu a lidar melhor com eles.

A sua disciplina, determinação, compromisso pessoal e autoconfiança aumentaram e talvez ela já esteja planejando uma frequência de exercícios maior. E a grande diferença é que o sucesso experimentado com uma rotina simples, mas realista já deixou Maria melhor preparada para um desafio maior.

A pessoa que planeja o início da prática de exercícios físicos, deve levar em conta que esse início gera cansaço, dor, talvez uma certa irritação, além de várias outras mudanças físicas, mentais e emocionais (que são características naturais de um estresse adaptativo a nova rotina). Isso, por si só, já é um desafio. Junte isso a problemas no trabalho, estudos, filhos, família e outros imprevistos e… “Caramba, como é que fulano dá conta?”

Então, o que eu quero te ajudar a perceber com essa história toda? Quando você estiver planejando seu início, não pense como a maioria pensa, querendo reverter em três meses os resultados de um longo período de descuido de sua saúde. Isso é loucura! Pense o contrário, pense na mudança da rotina como a construção de um hábito e entenda: não há problema nenhum se essa mudança for gradual. Afinal, todos nós vamos precisar sustentar esse hábito para o resto da vida. Então seja realista!

Continua em um próximo post.

Felipe Brandão Bastos, Bacharel em Educação Física. Professor de Ciclismo Indoor, Personal Trainer e treinador certificado de  CrossFit Level 1

Quer saber mais sobre vida saudável? Visite a Fitness Magazine Brasil

 

Minha Lista de Hábitos para Ser uma Mãe Melhor

Em 2011, a pediatra Meg Meeker lançou um livro nos EUA sobre os hábitos das mães felizes. A abordagem do livro “Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming our Passion, Purpose and Sanity” (“Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando nossa Paixão, Propósito e Sanidade”) não é sobre você estar realizada por ter tido filhos, mas se você é feliz como mulher.

Algumas destas dicas estão no meu texto da forma que consigo por em prática, outras dicas fui descobrindo sozinha e resolvi listar, pois durante estes últimos 11 anos de vida que me tornei mãe, estou aprendendo que alguns destes pequenos hábitos e posturas podem fazer uma grande diferença.

Não sou e nem pretendo ser uma SUPER MÃE, mas tento a cada dia me tornar uma versão melhor de mim mesma. Compartilho algumas atitudes que acredito que possam ajudar a nos tornar mães melhores.

  • Tentar dedicar tempo de qualidade aos nossos filhos. Algumas mães estão em casa em tempo integral como eu, outras trabalham fora, mas este ponto se aplica a todas nós. Tentar usar menos o telefone, ou qualquer tecnologia quando estiver com eles. Perguntar e escutar de verdade sobre o dia na escola, sobre as amizades, planos para o futuro. Assistir filmes e séries juntos. Criar trabalhos manuais e sentar para fazer junto. Eu nunca gostei de brincar de bonecas, fazer arte sempre foi a melhor opção para preencher esta minha dificuldade.
  • Não se culpar por seus defeitos e fraquezas o tempo todo.Toda mãe sempre carregara alguma culpa, as que trabalham fora, se culpam muitas vezes pela ausência, no meu caso muitas vezes me culpei por não estar financeiramente ativa, por ser ríspida e dura no modo de falar com elas. Em fim, quando vem a culpa, tento ser menos cruel comigo mesma e me policiar tentando melhorar naquilo que pode ser trabalhado naquele momento.
  • Não se comparar com outras mulheres, mães e esposas. Somos as melhores mães que nossos filhos poderiam ter.  Todas nós fazemos nosso melhor no dia a dia e educamos por amor. Levo este hábito para tudo mais em minha vida. Somos únicas.
  • Manter atividades e amizades que nos fazem bem. Não abro mão de meu CrossFit e de amigos que me fazem rir e crescer. Quando abrimos mão acabamos descontando de alguma forma em nossos filhos.
  • Cultivar a fé e espiritualidade. Não falo em religião aqui. Cada um tem sua fé. Mas o habito e o cultivar estes valores dentro de casa com os filhos nos dá segurança e força para sustentar a família.
  • Não se sobrecarregar. Decidi ser dona de casa e mãe, tenho mil afazeres em casa e com as meninas, me sinto cansada como qualquer pessoa, e tenho pouco tempo para minhas coisas. Quando o marido esta em casa ele me ajuda, e eu peço e aceito a ajuda sem dor na consciência.
  • Saber o valor que eu tenho. Sei que mães como eu, tendem a ser julgadas por não estar trabalhando fora, tendo uma carreira. Mas sei do valor do trabalho que tenho em meu lar. Não podemos esperar este reconhecimento externo, pois muitas vezes não teremos. Os bons frutos que colhemos com nossos filhos fazem tudo valer a pena.
  • Fazer as refeições com calma na mesa. Nada de comer com tablet, televisão ou qualquer distração. Reunir a família para conversar sem interrupções é muito importante para nós.

Para ler mais: Revista Crescer