Alimentação Saudável não sai de férias! por Mariana Andrade

Férias, quem não gosta delas? Quando falamos de férias vem logo o sinônimo de descanso, busca por um maior bem-estar, momentos de lazer, de diversão, de novas alegrias e renovação das energias. Mas… onde está a preocupação com a alimentação nas férias?

Há quem pense que neste período a boa alimentação também “entra de férias”, puro engano: com mais tempo para pensar em si mesmo, o melhor é pararmos para reavaliar como anda nossa alimentação, buscando assim um equilíbrio capaz de aumentar os benefícios de umas boas férias.

O ideal é evitar armadilhas e é fundamental resistir às tentações. Sendo assim, a alimentação deve continuar nos horários certos, não se permitindo “comer com os olhos”.

Veja algumas dicas:

Evite “pular” o café da manhã, pois a primeira refeição deve garantir a energia necessária para aproveitar o dia inteiro;

Procure manter as 5 a 6 refeições ao dia, mantendo sua rotina: horário para acordar, para fazer as refeições, para se divertir e para dormir;

Evite que fique beliscando besteiras o dia inteiro;

Evite comer certo tipos de alimentos em exagero, como chocolates, doces, salgadinhos, frituras, etc.

Mantenha o consumo de 2 litros de água;

Se você se organizar consegue até levar seus lanches nos passeios, como: sanduíches naturais, crepioca, etc.

Deixe sempre na bolsa/no carro uns lanchinhos extras caso a fome aperte em horários que você não esteja preparado. Principalmente em viagens e passeios longos, para não acabar caindo nas guloseimas.

Leve com você: barras de frutas, barras de proteína, kits com castanhas, frutas secas, coco chips, whey protein em sachê são boas opções;

Caso queira experimentar algum prato que tenha mais carboidrato (massas, etc), inclua no almoço e no jantar mantenha opções com vegetais e carnes;

Experimente criar pratos novos e saudáveis, incluindo vegetais.

Realize atividades físicas, ao menos uma caminhada.

E lembre-se: apesar de férias serem sinônimo de diversão, não podemos nos descuidar de nossa saúde. Caso contrário, no final das férias, novamente estaremos com a consciência pesada por termos adquirido aqueles “quilinhos a mais” indesejáveis.

Curta as férias da melhor maneira possível, aprendendo que a energia não vem somente do lazer momentâneo, mas também da boa alimentação que você deve continuar a ter!

Mariana Andrade 

Nutricionista Funcional ; Clínica Maison Blanc (31) 3309-2007 nutricaofuncionalbh@gmail.com
nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

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Nutrição e Imunidade; por Giovana Zampieri

O inverno está chegando e junto com ele o aumento da frequência de gripes, resfriados, sinusites, tosse, dores de garganta e outras doenças que envolvem o sistema respiratório. E, mais do que em outras épocas do ano encontramos matérias e publicações nos chamando atenção para fortalecer nossa imunidade. São diversos fatores que influenciam negativamente o nosso sistema imune: estresse, sono de baixa qualidade ou privação de sono, alimentação pobre em nutrientes, excesso de atividade física sem correta recuperação, problemas na digestão e absorção de nutrientes e disbiose (desequilíbrio da flora intestinal).
A alimentação desempenha um papel determinante para melhora da imunidade, fornecendo energia e vários nutrientes para a formação de células e outras substâncias envolvidas no nosso sistema de defesa. Em contrapartida, alguns hábitos alimentares podem minar nossa capacidade de defesa, o abuso no consumo de produtos industrializados, ricos em açúcar, aditivos químicos (como corantes e aromatizantes) e gorduras ruins (trans e saturadas) propiciam processos inflamatórios e deprimem a resposta imune. Consumir açúcar em excesso pode causar uma queda na capacidade do nosso organismo de destruir vírus e bactérias. O álcool e o fumo também causam prejuízos por estimularem a produção de radicais livres e estarem associados ao surgimento de diversas doenças crônicas. Dietas extremamente restritas em calorias também podem influenciar uma queda na imunidade.
A boa notícia é que nosso organismo responde muito bem quando investimos em uma alimentação saudável. No que diz respeito a imunidade, muito pode ser feito através da alimentação. Segue agora algumas dicas de alimentos para dar um “up” no seu sistema de defesa.

Vegetais folhosos de coloração verde escura
Alimentos como a couve, o agrião e o brócolis, são ricos em antioxidantes, substâncias capazes de combater a ação de radicais livres (agentes que causam danos às células e facilitam o surgimento de doenças). Além disso, possuem alta concentração de ácido fólico, uma vitamina essencial para a formação dos linfócitos (células de defesa). O agrião, por exemplo, possui propriedades expectorante, adstringente, descongestionante, digestiva, fortificante, tônica, depurativa, cicatrizante, antitérmica e anti-inflamatória. Consuma esses vegetais ao menos 3x por semana, em saladas, sucos ou em recheios de panquecas.

Frutas e legumes amarelo-alaranjados
Boas fontes de vitamina C, como a laranja por exemplo. Esses alimentos estimulam a produção de glóbulos brancos, fundamentais para a resposta imunológica, e desta forma aumentam a resistência a infecções, especialmente respiratórias. Alimentos como o abacaxi, a acerola, a manga, o mamão o pimentão e a cenoura também são ricos em betacaroteno, um pigmento que confere a esses vegetais, além da coloração característica, importantes propriedades antioxidantes. Este carotenoide também é conhecido por ser precursor da vitamina A. Esta vitamina modula a resposta de células fagocitárias, estimulando a fagocitose (que ajuda a matar vírus, bactérias, invasores, etc.).

Alimentos de coloração roxo-avermelhada
Os morangos, amoras, uvas, beterrabas e tomates são ricos em flavonoides, em especial a antocianina. Esses compostos fitoquímicos reduzem a ação dos radicais livres, combatem o envelhecimento precoce das células e melhoram a função imune por aperfeiçoarem a resposta dos anticorpos.

Geleia Real
A secreção, produzida pelo organismo da abelha, é rica em proteínas, vitaminas do complexo B, minerais antioxidantes e gorduras boas. Devido a sua composição tem ação anti-inflamatória, auxilia na redução do cansaço físico e mental e fortalece o sistema imunológico. Pode ser encontrada em cápsulas ou in natura. OBS: Deve ser utilizada somente após 2 anos de idade e algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas.

Própolis
Rico em flavonóides de ação antioxidante, auxilia no combate às doenças, atuando também como um “antibiótico natural” em casos de inflamação e infecção.

Ômega 3
Potencializa o combate aos radicais livres e propicia maior ação anti-inflamatória. Este ácido graxo pode ser encontrado em peixes de águas profundas como o salmão, o atum e a sardinha, além de estar presente em alguns óleos vegetais.

Fibras prebióticas
A presença da microbiota intestinal saudável é necessária para alcançar a boa função imune, incluindo a produção de anticorpos e a manutenção da saúde da mucosa intestinal, reduzindo o risco de contrair infecções. Por isso, garantir alimento às bactérias boas de nosso intestino é de grande valia para nossa imunidade. Manter uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas (tudo bem lavado), incluir farinhas funcionais como a farinha de banana verde, de maracujá e de aveia, acrescentar biomassa de banana verde às preparações, são maneiras de contribuir para o bom funcionamento intestinal e melhora na imunidade.

A tão comentada vitamina D
Você já fez um exame pra avaliar o status da vitamina D em seu corpo? Ela é um potente modulador do sistema imune. Tem sido demonstrada uma relação entre a deficiência de vitamina D e a prevalência de algumas doenças autoimunes, como diabetes melitos insulino-dependente (DMID), esclerose múltipla (EM), artrite reumatóide (AR), lúpus eritematoso sistêmico (LES) e doença inflamatória intestinal (DII). Sugere-se que a vitamina D e seus análogos não só previnam o desenvolvimento de doenças autoimunes como também poderiam ser utilizados no seu tratamento. As principais fontes alimentares são os carnes, peixes e frutos do mar, como salmão, sardinha e mariscos, e alimentos como ovo, leite, queijos e cogumelos. Além dos alimentos, a principal fonte desta vitamina é a sua produção na pele a partir da exposição dos raios do sol, sendo importante tomar banho de sol diariamente, durante cerca de 15 minutos.
Vale ressaltar que teriam ainda muitos outros nutrientes que poderiam ser discutidos e apresentados nesta matéria, o complexo B, a vitamina E… De forma que não é possível esgotar o assunto de forma tão rápida. Mas se eu tivesse que escolher uma única dica nutricional para colaborar com o bom funcionamento do sistema imunológico eu diria o seguinte: invista num prato colorido. Isso porque nosso sistema de defesa depende de diversos nutrientes que ajudarão no bom funcionamento das células protetoras e é essa diversidade que vai garantir o aporte dos principais nutrientes envolvidos.

Giovana Zampieri Rojas Gonçalves
Nutricionista clínica e esportiva funcional – CRN 17778

Como montar uma lancheira equilibrada e saudável

 

Hábitos alimentares saudáveis são construídos, principalmente durante a infância.  O paladar da criança é formado até 2 anos de idade. Quanto mais as crianças adotarem hábitos saudáveis, mais positivo será o efeito na saúde delas, além de também influenciarem as crianças ao seu redor.

Na hora do recreio é necessário um lanchinho para repor as energias e voltar para a aula com muita disposição e o lanche pode ser saboroso e saudável.

O alerta é que um lanche inadequado: rico em alimentos industrializados, ricos em gorduras trans e gorduras saturadas (biscoitos recheados ou industrializados, salgadinhos, chips), embutidos (salame, presunto, mortadela, salsicha, linguiça), sucos de caixinha, prejudicam não só o desenvolvimento da criança, como o próprio desempenho escolar, e pode levar a obesidade, o aumento do colesterol e hipertensão.

O ideal sempre buscar ter na lancheira alimentos mais naturais, com mais fibras e mínimo de açúcar e de sódio. Evite incluir guloseimas como doces, bolinhos industrializados, achocolatados, ou prefira escolher apenas um dia na semana para que a criança opte por levar alguma guloseima que ela queira.

Para facilitar a montagem, escolha uma opção de cada grupo e monte o lanche escolar para cada dia:

Base = Alimentos para Energia:

(  ) Pão integral ou Pão comum

(  ) Biscoito de Arroz integral, ou Cookies integrais

(  ) Bisnaguinha integral

(  ) Muffin de Chocolate *ver receita abaixo

(  ) Pipoca

 Acompanhamento = Alimentos para o Crescimento

( ) Iogurte *colocar o iogurte no congelador um dia antes, se na escola não tiver geladeira

(  ) Patê de Frango desfiado com requeijão light

(  ) Pasta de Amendoim s/ açúcar

(  ) Queijo Branco

Bebida ou Frutas = Vitaminas e Minerais *Acondicionar bem o suco natural, de preferência uma garrafa térmica.

(  ) Água de coco

(  ) Suco de Uva integral

(  ) Suco de Maçã, Banana e Mamão

(  ) Suco de Laranja e Morango

(  ) 1 unidade de Fruta ou Frutas picadas – 1 xícara *para não escurecer as frutas adicione suco de laranja ou gotinhas de limão.

A quantidade a serem definidas dos alimentos irá depender da idade e da fase da criança e deve ser estipulada por nutricionista.

Muffins Saudáveis de Chocolate

Ingredientes

1/2 xícara de açúcar de coco

1/2 xícara de óleo de coco,

1/2 xícara de raspas de chocolate 70% de cacau

2 colheres de copa de cacau em pó

1 xícara de farinha de castanha de caju ou farinha de amêndoas

1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio

2 ovos batidos

1 xícara de abobrinha ralada

1 colher de sopa de baunilha

 

Modo de Preparo:

 

Preaquecer o fogão a 180ºC. Em uma panela pequena, derreta o chocolate e o óleo de coco. Rale as abobrinhas e esprema bem o líquido com a ajuda de um pano de prato. Em uma tigela, misture o cacau em pó, o açúcar de coco, a farinha, o bicarbonato de sódio, os ovos, a baunilha e a abobrinha. Mexa até que se forme uma massa homogênea. Distribua em formas de muffins e leve ao forno por 20 minutos.

 

Mariana Andrade

CRN9/ 5237

Nutricionista Funcional

Instagram: @nutrimariana

Site: https://nutricaofuncionalb.wixsite.com/nutrimariana

Clínica Médica Maison Blanc – Buritis

Tel:(31)3309-2007

 

Prevenindo a obesidade infantil; por Dra. Stephania Medina de Andrade Sócio

 

O peso das crianças é uma preocupação constante das famílias e dos pediatras.

Até alguns anos atrás, a maior preocupação era com a desnutrição. Atualmente, a obesidade é considerada uma doença crônica e epidêmica e estudos apontam que a incidência cresceu 60 % em 10 anos.

A obesidade é uma doença que acomete diversos sistemas do corpo e tem relação com doenças como diabetes, hipertensão, doenças articulares e cardiovasculares, câncer entre outras. Estudos apontam que a maioria dos adolescentes obesos serão adultos obesos.

Diante disso, a vigilância e a mudança de hábitos são fundamentais para mudarmos o curso das estatísticas para que nossas crianças sejam adultos saudáveis e com longevidade.

A grande mudança nos hábitos vem com boas escolhas e escolhas conscientes quanto ao que consumimos. A vida atribulada, a grande oferta de alimentos “práticos” nas prateleiras dos supermercados, as porções gigantescas dos fast food podem ser consideradas combinações explosivas.

Para ajudar nessas escolhas vou primeiro esclarecer uma dúvida muito frequente. Você já ouviu várias vezes esse termo ultraprocessado, mas você o reconhece no supermercado?

Então vou te dar uns exemplos e você vai exercitar na próxima ida às compras. Primeiro identificamos os alimentos in natura, que é todo aquele alimento que não sofreu qualquer mudança, pode ser encontrado na natureza (abacaxi). O alimento minimamente processado é aquele que sofreu pouca alteração até sua aquisição foi cortado, descascado, moído, etc (abacaxi descascado e embalado). O alimento processado é aquele que sofreu adição de sal e açúcar no processo (abacaxi em caldas). O alimento ultraprocessado é aquele cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial (suco de abacaxi em pó).

Algumas sugestões:

  • Os alimentos açucarados como os refrigerantes e os sucos de caixinha são uma cilada. Evite sempre que puder pois têm muito açúcar e conservantes. Opção: água, chá, sucos feitos com frutas (ex: morango, abacaxi, manga podem ser guardas congeladas e batidos na hora), água de coco (do próprio coco).
  • Os ultraprocessados são aqueles vilões capazes de nos enganar e nos fazer acreditar que estamos comendo bem. Evite !!! Com um pouco de organização podemos ter alimentos de ótima qualidade frescos na nossa mesa. As técnicas de congelamento são aliados nessa hora. Seguindo a máxima de quem guarda tem, a cada preparo podemos deixar porções congeladas para outro dia, legumes e verduras já cozidos e cortadinhos separados em saquinhos. Tudo congelado e em 10 minutos uma refeição fresquinha estará na sua mesa.
  • Informação: a leitura de rótulos nos permite identificar ingredientes que mais parecem retirados de uma aula de química do que da feira. Evite !!!
  • Divisão de tarefas: a divisão de tarefas faz com que todos da casa participem dos processos. As crianças podem colocar a mesa, lavas uns legumes e verduras. O maridão pode lavar a louça, enfim, moderno é isso, né?!
  • Vigilância : a vigilância do peso é feita com as consultas com seu pediatra e sempre lembrar que ele deve marcar nos gráficos de crescimento, altura e IMC (índice de massa corporal). Esses gráficos estão na caderneta de vacinação da criança e também pode ser encontrado no site da Organização mundial de saúde (OMS). O seu pediatra é capaz de identificar alterações no padrão de ganho de peso e crescimento e dar as orientações necessárias.
  • Atividade física: as crianças precisam se mexer. Correr, nadar, andar de bicicleta, sair das telas. O tempo preconizado pelas sociedades de pediatria é o máximo de 2 horas de tempo de tela por dia. A atividade física ajuda as crianças a terem menos ansiedade, fortalecerem, melhorar coordenação e gastar energia.

A mudança vem com um olhar para traz, isso, olhar para os nossos avós e voltarmos para a cozinha, para o prazer de sentarmos à mesa em família, sem celulares ou televisões.

Simplesmente conversar e curtir aquele momento. As crianças curtem muito essas experiências culinárias.

 

Dra. Stephania Medina de Andrade Sócio . Mãe de duas crianças gulosas, muito ativas e curiosas, com quem aprende todos os dias. Médica formada pela UFRJ, pediatra especialista em gastroenterologia pediátrica pela Unicamp e mestre pela UFMG.

 

O papel da dieta anti-inflamatória no tratamento da celulite; por Giovana Zampieri

 

Um dos grandes pesadelos das mulheres, a celulite, tem causas multifatoriais, como idade, alterações hormonais, estresse, genética, tabagismo, falta de atividade física e alimentação inadequada.

O mais intrigante é que muitas vezes ela insiste em aparecer e permanecer até mesmo em mulheres magras. O que parece um mistério, na verdade é resultado de processos inflamatórios causados por uma combinação de fatores.

O aparecimento da celulite está intimamente relacionado à inflamação em nosso organismo. Inflamação é a resposta do corpo frente a agressões físicas, químicas ou biológicas, ativada na presença de infecções virais ou bacterianas, mas também na presença de outras substâncias estranhas ao organismo, incluindo toxinas advindas de poluentes ambientais, aditivos alimentares, corantes, conservantes, edulcorantes, metais pesados, migrantes de embalagens, agrotóxicos, estresse e maus hábitos alimentares.

A exposição constante a esses compostos capazes de desencadear a inflamação pode resultar em um quadro denominado inflamação crônica de baixo grau, que danifica os tecidos e órgãos de forma lenta e silenciosa, aumenta o estresse oxidativo intracelular, até que surjam as doenças.

A inflamação é considerada a base das doenças modernas, como obesidade, diabetes tipo 2, fibromialgia, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, depressão, doenças auto imunes e os cânceres.

Além do fato da alta exposição a compostos inflamatórios, muitas vezes a alimentação não provê nutrientes anti-inflamatórios e antioxidantes. Ao contrário, vemos um alto consumo na dieta moderna ocidental de alimentos como: açúcares refinados, gorduras hidrogenadas, produtos industrializados ricos em aditivos químicos, embutidos, carnes gordas, leite integral, doces, refrigerantes, alimentos refinados, enlatados, todos esses com alto potencial inflamatório.

Para combater esse processo é imprescindível reduzir a exposição a esses fatores desencadeantes da inflamação, talvez você não consiga mudar de cidade escolhendo um lugar menos poluído para morar, mas pode fazer escolhas alimentares que o auxiliarão poderosamente.

Substituir ao máximo alimentos industrializados por alimentos naturais, incluir alimentos orgânicos, reduzir o consumo de açúcar e gordura são um grande passo na prevenção de doenças e da celulite. Além disso, alguns alimentos possuem nutrientes capazes de neutralizar essa inflamação e os radicais livres em excesso.

Segue uma lista de alguns parceiros nesse combate:

  • Frutas vermelhas como mirtilo, framboesa, amora, açaí natural, romã. Suco de uva integral.
  • Ácidos graxos ômega-3 encontrados em peixes como sardinha e salmão e em algumas sementes como linhaça e chia.
  • Gengibre que pode ser consumido na forma de chá, em sucos, saladas e preparações culinárias.
  • Chá verde.
  • Cúrcuma (açafrão da terra) rica em curcumina, pode ser adicionada aos alimentos prontos como arroz, carnes, purês e ovos. Dica: utilize junto com a pimenta preta, pois ela aumenta a biodisponibilidade da curcumina.
  • Sementes oleaginosas como nozes, amêndoas, macadâmia, castanhas.
  • Pimenta vermelha.
  • Frutas e verduras em geral.
  • Vegetais crucíferos (agrião, brócolis, couve-flor, couve de Bruxelas, couve, rúcula, rabanete, repolho).
  • Farelo de aveia.

Não podemos esquecer que um bom funcionamento intestinal também é determinante para a eliminação de toxinas. O consumo adequado de água e fibras é essencial para a manutenção de um intestino saudável.

Portanto, para o tratamento e prevenção da celulite é indispensável investir no consumo frequente de alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes. A suplementação pode ser necessária em alguns casos e deve ser feita com orientação e prescrição do nutricionista. Resumindo, vamos investir em comida de verdade, “desembalar menos e descascar mais”.

 

Giovana Zampieri Rojas Gonçalves – CRN 17778

Nutricionista clínica e esportiva funcional

(31)99402-7871

nutri.gizampieri@gmail.com /