Fortnite: você conhece os games que seus filhos jogam?

Se você assim como eu tem filhos entre oito e dezoito anos, é bem provável que você tenha ouvido falar do jogo Fortnite: Battle Royale. A classificação PEGI para este jogo é de 12 anos. No entanto, o PEGI não leva em consideração os recursos de chat ao avaliar os jogos, já a App Store diz que os usuários devem ter mais de 12 anos para jogar.

O game de ação e tiro gratuito, lançado em 2017, tem 125 milhões de usuários, segundo a revista americana Forbes.

O jogo pode ser acessado  no Xbox,  PC, PlayStation, mac ou baixá-lo na App Store. O uso  cresceu rapidamente entre crianças, jovens e adultos desde o lançamento para dispositivos móveis em março de 2018. O jogo envolve 100 jogadores lutando entre si em tempo real para ver quem será o último sobrevivente.

É um jogo gratuito e o lucro de Fortnite vem da venda de itens dentro do jogo, como skins (roupas especiais para os personagens), passe de batalha, dancinhas e alguns outros acessórios. Estas compras no aplicativo podem se tornar bem caras.

Fortnite: Battle Royale tem vários recursos que podem ser divertidos, mas também existem alguns riscos:

  • Os jogadores podem adicionar amigos no jogo para dispositivos móveis se tiverem uma conta no Epic, o desenvolvedor do jogo.
  • Existe um recurso de bate-papo no jogo que permite que os usuários entrem em contato entre si usando voz ou texto. Você pode desativar o chat de voz no jogo, selecionando as 3 linhas no canto superior direito da tela,  depois configurações,  “Áudio” na parte superior da tela e depois vá para a opção “Voice Chat”, onde você pode selecionar ‘Off’.
  • Você pode usar uma variedade de armas para matar outros jogadores, ou seja, existe violência no jogo. O uso de jogos de videogame violentos por crianças é tema de vários estudos (inclusive da American Psychological Association) que demonstram sua influência no comportamento infantil. Segundo especialistas, tais jogos não são os únicos vilões e devemos sempre avaliar o contexto em que a criança está inserida e o modelo familiar que possa levá-la a reproduzir condutas agressivas.

A questão é: você deve proibir? Uma decisão que cabe a cada família.

Após conhecer o jogo, decidi libera-lo para minha filha mais velha. Não permito que a mais nova jogue. Normalmente ela joga aos fins de semana, sempre durante o dia (acredito que jogos de ação atrapalham o sono, por isso não permito após 18 horas), na sala, nunca nos quartos, sob supervisão de algum adulto e no máximo durante uma hora seguida. Também não permito a compra destes “itens virtuais”.

Procuro sempre saber com as meninas sobre o que estão fazendo on line. Elas sabem que  podem me falar, sem risco de castigos, se estiverem preocupadas, com medo ou chateadas com qualquer coisa que tenham visto.

Meu conselho: veja seu filho jogar e entenda um pouco mais sobre as atividades on line de seu filho, conheça e jogue com ele se possível. Gerencie sua tecnologia e use as configurações disponíveis, filtros de segurança para manter sua criança segura. Não permita jogos nem uso de eletrônicos nos quartos. O ideal é que tenha sempre supervisão de uma adulto.

 

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Filhos e tecnologia, um desafio para toda família

 

Que nossos filhos preferem os tablets, celulares e jogos eletrônicos às bicicletas, bolas e bonecas já sabemos e além disso, estamos presenciando o uso cada vez mais cedo da internet, por crianças em todas as casas.

Um estudo feito pela organização britânica Internet Matters com 1.500 famílias, descobriu que, hoje em dia, 48% das crianças de 6 anos fazem uso dessas tecnologias e 41% delas acessam a internet sem nenhuma supervisão dos pais.

A mesma pesquisa revelou que 44% das crianças entrevistadas utilizam a internet dentro do próprio quarto e 27% ficam online fora de casa. Além disso, 32% utilizam os serviços de mensagem instantânea para se comunicar (como o WhatsApp).

Após a conclusão do estudo, a organização britânica se posicionou: “Isso só mostra o quão rápido é o ritmo de mudança no mundo da tecnologia e o quão vital é que os pais criem mecanismos de segurança e entendam alguns dos riscos que existem quando a criança fica online”

Por mais que este contato de nossos filhos com a internet seja inevitável, é importante refletirmos sobre  tempo de uso, conteúdos que estão acessando e quais os benefícios e os riscos envolvidos.

A seguir listamos algumas recomendações gerais da Academia Americana de Pediatria para os pais sobre este assunto:

– Promova pelo menos uma hora diária de brincadeiras e atividades que façam a criança se movimentar.

– Deixe claro ao seu filho o limite de uso diário de cada equipamento com tela.

– Não permita que a criança durma com tablet ou smartphone por perto.

– Ensine a criança a evitar uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir.

– Desencoraje o uso de eletrônicos enquanto a criança faz tarefas escolares.

– Estabeleça momentos em família como “livre de telas”. Pode ser, por exemplo, o jantar em família, para estimular que todos conversem.

– Converse sobre bullying virtual com seu filho e ensine sobre os perigos da internet.

Sempre fui apaixonada por tecnologia, acho que a facilidade e riqueza de informações disponibilizadas podem ser muito positivas, desde que haja cautela e filtros não somente no computador mas também em nossa cabeça e consciência, tendo sempre o cuidado de verificar e pesquisar fontes antes de sair divulgando qualquer coisa. Aqui em casa estipulamos algumas regras quanto ao uso da internet, para minhas duas filhas de 11 e 7 anos:

1. Não usar tablet, celular e computador nos quartos.
permitimos o uso, dentro dos horários que combinamos na sala, onde consigo monitorar tempo e conteúdo. Tenho a senha de acesso de todos aparelhos e tenho o costume de verificar histórico de pesquisas e conversas. Não faço escondido, elas sabem disso e só baixam aplicativos com minha permissão. Explico e converso sobre o risco de contatos e pedofilia na internet, adaptando as discussões de acordo com a  idade das meninas.

2. Conversamos sobre vídeos e canais que estão assistindo no Youtube.
Busco saber detalhes sobre conteúdo e canais que elas andam assistindo. Vejo vídeos ao lado das duas e acredite, algumas vezes pode ser divertido. Adoramos canais como : Manual do MundoJapão nosso de cada dia; e vários outros.

4. Tempo de uso do computador e da internet
Não permito que passem horas em um tablet, deixamos em torno de uma hora seguida, depois desligamos. Horário limite, para uso de aparelhos eletrônicos, é 20 horas, uma hora antes de deitar.

5. Cuidado e supervisão em redes sociais

A filha mais velha sabe as regras antes de postar fotos na rede social, converso sobre super exposição e cuidados.

6. Filtros de internet

Google SafeSearch

Norton Family

Youtube

Sei que mesmo monitorando e tendo alguns cuidados, ainda assim não conseguimos ter todo o controle em nossas mãos. A maior arma pode ser uma relação com os filhos com diálogos, trocas e abertura. Não podemos deixar de estar atentos e achar que a tecnologia nas mãos das crianças é algo inofensivo e seguro como um cubo mágico.

Steve Jobs, que foi CEO da Apple até sua morte em 2012, revelou em uma entrevista ao New York Times em 2011 que havia proibido seus filhos de usarem o recém-lançado iPad.

Nós limitamos a quantidade de tecnologia que nossos filhos usam em casa”, contou Jobs ao repórter Nick Bilton.

Os filhos de Jobs já terminaram a escola, por isso é impossível saber como o cofundador da Apple reagiria à tecnologia na educação, também conhecida como “edtech”.

Convenhamos que as armadilhas da tecnologia, excesso de informações e redes sociais podem ser extremamente perigosas até mesmo para pessoas maduras como nós, que dirá para crianças?!