Como está a qualidade do seu sono?

Quando escutava das pessoas mais velhas o conselho: “Durma bastante, aproveite, enquanto não é mãe!”, achava graça e imaginava ser um grande exagero. Não é que era verdade? Meu sono desde a primeira gestação nunca mais foi o mesmo. Costumava a ter o sono muito pesado, dormir sem interrupções, o que não acontece mais. Sei também  que a idade também tem uma certa influência, já que passei dos 40.

A verdade é que mesmo que não aconteçam as interrupções eventuais durante a noite , seja por um pesadelo das meninas, sede ou qualquer outro motivo, meu sono costuma ser bastante “picado”.

Já tive algumas fases bem piores, hoje com o suplemento (melatonina), exercícios regulares e algumas medidas simples o padrão do sono está melhor.

Você já deve saber que a luz azul emitida pelos nossos aparelhos eletrônicos atrapalham a  produção natural de melatonina.

Segundo especialistas, não somente nossos tablets, celulares fazem isso. Quantas luzes pequenas (amarelas, verdes, vermelhas) de TV, roteadores, continuam em seu quarto iluminando, mesmo que pouco, após desligar os aparelhos? Isso também vai atrapalhar seu sono.

Álcool, cigarros e cafeína também podem atrapalhar o sono. Comer refeições grandes ou picantes podem causar desconforto devido à indigestão, o que dificulta o sono. Se puder, evite comer grandes refeições por duas a três horas antes de dormir. Experimente um lanche leve 45 minutos antes de ir para a cama, se ainda estiver com fome.

Se você não consegue dormir, vá para outra sala e faça algo relaxante até se sentir cansado. Use sua cama apenas para dormir,  para fortalecer a associação entre a cama e o sono.

Evite sonecas, especialmente à tarde.

Fazer exercícios diários, de preferência exercícios vigorosos, também ajudam bastante, mas até o exercício leve é ​​melhor do que nenhuma atividade.

Tente estabelecer um horário regular para acordar e dormir. Aqui em casa como acordamos as 6 horas da manhã, vamos dormir às 21, permito que as meninas leiam um pouco com o abajur se não estiverem com muito sono.

Certifique que seu quarto estará livre de ruídos ou outras distrações, como o ronco do marido! Ganhei alguns pares de protetores auriculares de cera para dormir, estava relutante em usar com medo das meninas me chamarem e eu não escutar, mas a experiência foi ótima, mesmo colocando somente em um dos lados! Sem os barulhos da vizinhança, da rua e todos outros que costumava escutar varias vezes durante a noite, o sono é bem melhor.

Considere o uso de cortinas blackout, máscaras, tampões para os ouvidos, umidificadores, ventiladores e outros dispositivos se necessário.
Durma em um colchão e travesseiros confortáveis. O que você tem usado por anos pode ter excedido sua expectativa de vida, que é cerca de 10 anos para a maioria dos colchões de boa qualidade.

Se você ainda estiver com problemas para dormir, não hesite em falar com seu médico ou encontrar um profissional do sono. Devemos evitar ao máximo o uso de medicamentos por conta própria.

 

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Terror noturno infantil; nossa experiência

 

Existe um assunto que é quase sempre citado nas rodas de conversas  e em grupos de mães que participo nas redes sociais: sono infantil, ou melhor dizendo “problemas” relacionados a noite de sono de nossos filhos.

Como todos sabem, tenho duas filhas e noites mal dormidas sempre fizeram parte de nossa rotina, hoje com as idades de 7 e 11 anos posso ainda contar nos dedos as noites as quais durmo sem nenhuma interrupção.

Mas decidi escrever hoje sobre um assunto em particular, que assombrou nossas noites durante vários meses até o diagnóstico correto e posterior tratamento com sucesso: terror noturno.

Uma noite, marido viajando,  acordo no meio da madrugada com a filha na época com 5 anos gritando muito e chorando, não falava frases claras, somente palavras soltas.  Depois de várias tentativas de acalma-la abraçando, sem nenhum sucesso, acabei acendendo as luzes e ela continuava de olhos abertos, chorando muito e nada que eu falava fazia ela parar. Quando tentava abraça-la, mais ela gritava e se debatia. Suando frio e apavorada, comecei a orar e pedir a Deus para acabar com aquilo. Após mais ou menos 10 minutos ela parou e quando eu questionei o que havia acontecido ela respondeu que não se lembrava de nada. Dormiu até a manhã seguinte e eu estava muito angustiada e sem entender tudo  aquilo para conseguir dormir.

Esses episódios ocorriam umas 4 vezes por semana, duravam cerca de 10 minutos e uma vez por noite, nunca repetiam. Meu marido também ficava muito atormentado quando presenciava os episódios.

Comecei a ler sobre pesadelos, sonambulismo e orar muito (apesar de acreditar em várias teorias de fundo espiritual eu queria buscar também explicações de fundo  científico ou psicológico para aquilo).

Sabia que em nossa família estávamos em uma fase tranquila, ou seja nada para justificar aquele comportamento, chequei também na escola se tudo estava bem, mesmo sabendo que durante o dia ela estava alegre e dentro da normalidade dela. Resolvi conversar com o pediatra que a conhecia desde bebê e ele na mesma hora bateu o martelo: sua filha está tendo episódios de terror noturno.

Explicou que ao tentar acalma-la abraçando eu só piorava a situação e o certo era aguardar ao lado, sem interagir para certificar que ela não se machucaria durante a crise. Pude verificar que realmente o tempo de duração dos gritos diminuía sem a minha interação.

Segundo reportagem do site Bebe Abril   a hipótese mais aceita é a de que o terror noturno tem a ver com o desenvolvimento do sistema nervoso central. É como se o cérebro ainda não estivesse suficientemente maduro para realizar a transição entre o sono e o despertar. Por isso, a criança fica em um “limbo” entre o dormir e o acordar. Em geral, pais que falam à noite ou são sonâmbulos têm filhos com terror noturno.

A psiquiatra Júnea Chiari  completa no site Oficina de Psicologia: “Embora não tenha uma causa definida, existe uma forte ligação genética e familiar, geralmente ocorrendo em vários membros da mesma família.

É bastante normal para uma criança ter terrores durante o sono e normalmente não necessita de nenhum tratamento médico, apenas orientação aos pais. Nas crianças, ele tende a ir embora por conta própria quando eles entram na adolescência. Os pais ou acompanhantes devem simplesmente vigiar de perto, sabendo que aquela crise irá passar e seu filho voltará a dormir tranquilamente. Raramente há riscos de lesões graves, mas pode haver um constrangimento quando essa criança ou adulto dorme fora de casa, podendo afetar muito suas relações com os outros.”

No nosso caso optamos por agir e não aguardar o tempo curar o mal, buscamos um tratamento apoiado na medicina antroposófica, ela tomava gotas pela manhã e a noite receitadas por uma pediatra da linha homeopática. Com cerca de 10 dias de tratamentos os episódios foram diminuindo de frequência, e com um mês de tratamento eles cessaram. Um alívio gigantesco para todos nós.

Leia mais:

http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=80&cat=4

http://www.marisapsicologa.com.br/terror-noturno.html

https://brasil.babycenter.com/a3400227/terror-noturno